
jueves, 31 de diciembre de 2009
domingo, 27 de diciembre de 2009
Colonisation ou métissage dans les pratiques corporelles : le « texmex » ou le « hamburger » ?

GRABADO:Un gymnase scolaire en 1835 (Louis-le-Grand ? Henri IV ?). On reconnaît là des appareils préconisés par Amoros : outre un grand portique et ses agrès, un « mât horizontal ou de voltige » (premier plan, à gauche), et quatre « barres ou perches à suspension pour les hommes » (scellées au mur). (A. Hugo : France pittoresque ou description pittoresque, topographique et statistique des départements et colonies de la France, tome Ier, Paris, Delloye, 1835, vis-à-vis la page 68.)
Colonisation ou métissage dans les pratiques corporelles : le « texmex » ou le « hamburger » ? L’exemple de l’éducation physique en France
Jacques Gleyse
42 Sans doute faut-il relativiser de manière très forte ce phénomène car, à part la capoiera ou le Taï ji Quan (ou Tai Chi Chuan), et quelques pratiques japonaises (Karaté, Judo, Aikido) déjà largement occidentalisées par leurs propagateurs nippons (Jigoro Kano, ministre de l’Education nationale nippone, par exemple pour le Judo), les cas de colonisation par des pratiques corporelles autres qu’anglo-saxonnes, sont extrêmement rares. Dans le même sens, la naissance de techniques du corps, initiées ou institutionnalisées en France ou dans les pays d’Europe occidentale, non-anglophones, est plus que rare (pelote basque). Comme cela a été montré, il n’en allait pas du tout de même au xvie siècle où, au contraire, c’était la France (langue comprise) qui étendait son impérialisme sur l’ensemble du monde occidental (avec l’Espagne plus tournée vers les Indes occidentales). Le « tenezt » gascon, déjà évoqué plus haut, avait tout de même été alors métissé en « tennis », tout comme le « desport » s’était transformé en « to sport ».
FUENTE: Colonisation ou métissage dans les pratiques corporelles : le « texmex » ou le « hamburger » ?
viernes, 25 de diciembre de 2009
Karateca "Liberto" Capoeirista "Escravo"
Nota de pesquisador: Cuando un Mestre de un arte marcial identifica y aplica la formación de sus atletas através de um método objetivo y deportivo sin "secuestrar " a sus alumnos de por vida y sin olvidar las tradiciónes marciales ,podemos tener lo que sigue:Mais jovem faixa preta de Karatê do Brasil
Homologação: Quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Foi homologado pelo RankBrasil o "Mais Jovem Faixa Preta de Karatê, certificado pela Confederação Brasileira de Karatê (CBK).
Heitor Guilmar, de 9 anos, morador morador de Presidente Prudente, é o mais jovem lutador a conquistar a faixa preta pela Federação Paulista de Karatê (FPK) e pela Confederação Brasileira de Karatê (CBK). A conquista aconteceu no Clube Espéria, em São Paulo, no dia 1º de dezembro do ano passado, onde estava havendo competições.
Guilmar treina desde os três anos. Com muito trabalho e disciplina, já acumula várias vitórias.
Segundo seu treinador, "Heitor é um orgulho para Prudente, uma vez que é o "Mais Jovem Faixa Preta" deste ano pela Federação Paulista de Karatê, por seu feito dentro das qualidades exigidas pela Wado-Ryu, incluindo também a parte disciplinar que não deixou nada a desejar aos demais integrantes das categorias juvenil e adulto", enfatizou Moacir Quissi.
Dos 12 campeonatos disputados em 2002, Heitor sagrou-se campeão em 11. Confira na tabela abaixo.
RankBrasil
O mais jovem jogador de Karatê e recordista do RankBrasil iniciou seus treinamentos na Associação de Karatê Quissi, instalada em Presidente Prudente
Suas conquistas enaltecem esta modalidade do esporte brasileiro, a cidade de Presidente Prudente e também o Brasil, que se curvam a este jovem talento.
Homologação: Quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Foi homologado pelo RankBrasil o "Mais Jovem Faixa Preta de Karatê, certificado pela Confederação Brasileira de Karatê (CBK).
Heitor Guilmar, de 9 anos, morador morador de Presidente Prudente, é o mais jovem lutador a conquistar a faixa preta pela Federação Paulista de Karatê (FPK) e pela Confederação Brasileira de Karatê (CBK). A conquista aconteceu no Clube Espéria, em São Paulo, no dia 1º de dezembro do ano passado, onde estava havendo competições.
Guilmar treina desde os três anos. Com muito trabalho e disciplina, já acumula várias vitórias.
Segundo seu treinador, "Heitor é um orgulho para Prudente, uma vez que é o "Mais Jovem Faixa Preta" deste ano pela Federação Paulista de Karatê, por seu feito dentro das qualidades exigidas pela Wado-Ryu, incluindo também a parte disciplinar que não deixou nada a desejar aos demais integrantes das categorias juvenil e adulto", enfatizou Moacir Quissi.
Dos 12 campeonatos disputados em 2002, Heitor sagrou-se campeão em 11. Confira na tabela abaixo.
RankBrasil
O mais jovem jogador de Karatê e recordista do RankBrasil iniciou seus treinamentos na Associação de Karatê Quissi, instalada em Presidente Prudente
Suas conquistas enaltecem esta modalidade do esporte brasileiro, a cidade de Presidente Prudente e também o Brasil, que se curvam a este jovem talento.
jueves, 24 de diciembre de 2009
1910-LUCTA Floriano-Ghedini

Podia-se sentir a tensão no ar. Instalados nas suas confortáveis poltronas, os sócios do Automóvel Club procuravam acompanhar o vôo pioneiro de Edu Chaves (praticante de savate) em direção a Buenos Aires. De vez em quando, um empregado do clube entrava no salão com telegrama dando a localização do aviador naquele momento. Os presentes então se dirigiam a uma mesa em que estava estendido um grande mapa, para avaliar a distância ainda a ser coberta.Quem registrou essa cena de 1920, no seu livro de memórias Tempos Passados, foi Cícero Marques, amigo de Edu Chaves. Com brevê de piloto obtido em 1912, ao lado de um grupo de rapazes paulistanos ricos, Cícero vivenciou os tempos em que aviação poderia ser chamada, em linguagem de hoje, de esporte radical. Alguns anos antes, Cícero ganhara notoriedade como praticante de lutas romanas, nos teatros e nos cinemas, em espetáculos complementares às exibições dos filmes. Nada havia a estranhar nesse comportamento, pois outros jovens de boa estirpe, incluindo o filho do ex-presidente da República Floriano Peixoto, iam às lutas em público.Também o automobilismo, não disputado nas pistas, mas como simples transporte nas estradas, era considerado um esporte perigoso. E lá estavam Cícero Marques e seu grupo.Ele foi o primeiro aviador a realizar um vôo no Rio Grande do Sul. Coube-lhe também o pioneirismo no Brasil no uso do avião para fins bélicos, quando fez vôos para o Exército durante na chamada Guerra do Contestado, série de conflitos ocorridos entre 1912 e 1916 nas regiões limítrofes de Santa Catarina e Paraná.Ao procurar aterrizar certa vez no Rio de Janeiro, Cícero Marques foi de encontro aos fios condutores de energia elétrica. Sofreu queimaduras de 1o, 2o e 3o graus, mas conseguiu resistir à descarga de 25.000 volts. Daí em diante, viveu semi-paralítico até sua morte em 1946. Além do seu livro de memórias, escreveu um livro sobre a história da Avenida São João, De Pastora à rainha. Também campeão de halterofilismo e remo, Cícero Marques concebeu uma frase: ”O aviador é um suicida em potencial”.
UM ATHLETA QUE SURGE
Comecei a minha vida sportiva - disse o Sinhôzinho, preliminarmente - em 1904, no Club Esperia de S. Paulo; como socio-alumno. Ahi me mantive até 1905, quando fui para o Club Athletico Paulistano, que foi o primeiro club do Brasil que teve piscina.
Houve um movimento dissidente no football de então, de modo que me transferi para a Associação Athletica das Palmeiras, que havia feito fusão com o Club de Regatas São Paulo. Ahi, em companhia de Itaborahy Lima, José Rubião, Hugo de Moraes e mais alguns amigos, comecei a praticar com enthusiasmo a gymnastica, tendo por exemplo Cícero Marques e Albino Barbosa, que eram, naquelle tempo, os maiores athletas do Brasil.
A CONTRIBUIÇÃO DO CELEBRE AVIADOR EDÚ CHAVES
- Mais tarde " prosseguiu o nosso entrevistado " com a vinda de Edú Chaves da Europa, novos ensinamentos nos foram ministrados, dos quaes a luta greco-romana, box francez (savata) e a gymnastica em apparelhos foram os mais importantes.
Em 1907, ingressei no Club Força e Coragem, que obedecia à direcção do professor Pedro Pucceti. Continuei os exercícios que sabia e outros mais, que aprendera com o referido mestre.
Comecei a minha vida sportiva - disse o Sinhôzinho, preliminarmente - em 1904, no Club Esperia de S. Paulo; como socio-alumno. Ahi me mantive até 1905, quando fui para o Club Athletico Paulistano, que foi o primeiro club do Brasil que teve piscina.
Houve um movimento dissidente no football de então, de modo que me transferi para a Associação Athletica das Palmeiras, que havia feito fusão com o Club de Regatas São Paulo. Ahi, em companhia de Itaborahy Lima, José Rubião, Hugo de Moraes e mais alguns amigos, comecei a praticar com enthusiasmo a gymnastica, tendo por exemplo Cícero Marques e Albino Barbosa, que eram, naquelle tempo, os maiores athletas do Brasil.
A CONTRIBUIÇÃO DO CELEBRE AVIADOR EDÚ CHAVES
- Mais tarde " prosseguiu o nosso entrevistado " com a vinda de Edú Chaves da Europa, novos ensinamentos nos foram ministrados, dos quaes a luta greco-romana, box francez (savata) e a gymnastica em apparelhos foram os mais importantes.
Em 1907, ingressei no Club Força e Coragem, que obedecia à direcção do professor Pedro Pucceti. Continuei os exercícios que sabia e outros mais, que aprendera com o referido mestre.
domingo, 20 de diciembre de 2009
mestre de capoeira Damionor Mendonça

Inovações tecnológicas e científicas I Esporte, Educação Física, atividades físicas e lazer no Brasil
DIRCEU GAMA
Technological and scientific innovations I
Sports, physical education, physical activities and leisure in Brazil
1974 No Rio de Janeiro, o mestre de capoeira Damionor Mendonça engenhou um berimbau cujo arco era feito de bambu. A justificativa residia na maior durabilidade conferida ao instrumento por causa do bambu, vegetal mais resistente do que a biriba (madeira tradicionalmente usada na fabricação dos berimbaus) às intempéries e deterioração orgânica.
Policía Militar -Sao Paulo

Escola de Educação Física
Homenagem da Polícia Militar ao ano da França no Brasil
A Polícia Militar do Estado de São Paulo, por meio da sua Escola de Educação Física, prestará homenagem ao Ano da França no Brasil, em 22 de outubro de 2009, às 09h00, realizando palestra sobre o tema: “A Influência da Missão Francesa na Criação da Escola de Educação Física” e apresentação do Bailado Joinville Le Pont, Box Savat e Esgrima Ornamental.
A Escola de Educação Física da PM que se constituiu no primeiro núcleo de ensino da Educação Física no país e segundo da América Latina, organizada em bases sólidas, tornou-se reconhecida nacionalmente nos primeiros anos de vida.
O Bailado Joinville Le Pont - originalmente criado como Quadrilha de Monitores de Joinville Le Pont, foi criado pela Escola de Joinville Le Pont, na França.
Seus passos e sua forma de ser dançado foram extraídos de uma dança popular do interior da França, na passagem dos séculos XVIII e XIX, assemelhando-se a nossa dança junina e dançado naquela época somente por homens.
Com o advento das Guerras Napoleônicas essa dança foi utilizada pelos comandantes franceses como forma de treinamento e entretenimento de seus soldados, melhorando a condição física, principalmente dos grupos musculares das pernas que eram muito exigidas nas grandes caminhadas e transposições de matas, rios e montanhas, pois o grosso das tropas deslocava-se a pé e os combates eram na maioria das vezes no corpo a corpo.
Com a vinda da missão francesa ao Brasil a partir de 1906, esse bailado foi introduzido em nossa Escola, que em 1910 passou a executá-lo como forma de demonstração, o qual é praticado até hoje pelos seus componentes. Foram mantidas as mesmas figuras, os mesmos passos, a mesma coreografia e a mesma música, numa justa homenagem aos nossos criadores.
,O Box Savat é uma luta corpo a corpo que também era uma forma de treinar os soldados franceses nos tempos das guerras napoleônicas, o vigor físico era a principal qualidade exigida do soldado. Assemelha-se a um Kata de luta marcial, o qual é composto de golpes de pernas, pés e punhos. O Box Savat também foi introduzido em nossa Escola pela missão militar francesa.
A Escola de Educação Física está localizada na Avenida Cruzeiro do Sul, 548 – Canindé – São Paulo-SP.
http://www.policiamilitar.sp.gov.br/noticias.asp?TxtHidden=144
Homenagem da Polícia Militar ao ano da França no Brasil
A Polícia Militar do Estado de São Paulo, por meio da sua Escola de Educação Física, prestará homenagem ao Ano da França no Brasil, em 22 de outubro de 2009, às 09h00, realizando palestra sobre o tema: “A Influência da Missão Francesa na Criação da Escola de Educação Física” e apresentação do Bailado Joinville Le Pont, Box Savat e Esgrima Ornamental.
A Escola de Educação Física da PM que se constituiu no primeiro núcleo de ensino da Educação Física no país e segundo da América Latina, organizada em bases sólidas, tornou-se reconhecida nacionalmente nos primeiros anos de vida.
O Bailado Joinville Le Pont - originalmente criado como Quadrilha de Monitores de Joinville Le Pont, foi criado pela Escola de Joinville Le Pont, na França.
Seus passos e sua forma de ser dançado foram extraídos de uma dança popular do interior da França, na passagem dos séculos XVIII e XIX, assemelhando-se a nossa dança junina e dançado naquela época somente por homens.
Com o advento das Guerras Napoleônicas essa dança foi utilizada pelos comandantes franceses como forma de treinamento e entretenimento de seus soldados, melhorando a condição física, principalmente dos grupos musculares das pernas que eram muito exigidas nas grandes caminhadas e transposições de matas, rios e montanhas, pois o grosso das tropas deslocava-se a pé e os combates eram na maioria das vezes no corpo a corpo.
Com a vinda da missão francesa ao Brasil a partir de 1906, esse bailado foi introduzido em nossa Escola, que em 1910 passou a executá-lo como forma de demonstração, o qual é praticado até hoje pelos seus componentes. Foram mantidas as mesmas figuras, os mesmos passos, a mesma coreografia e a mesma música, numa justa homenagem aos nossos criadores.
,O Box Savat é uma luta corpo a corpo que também era uma forma de treinar os soldados franceses nos tempos das guerras napoleônicas, o vigor físico era a principal qualidade exigida do soldado. Assemelha-se a um Kata de luta marcial, o qual é composto de golpes de pernas, pés e punhos. O Box Savat também foi introduzido em nossa Escola pela missão militar francesa.
A Escola de Educação Física está localizada na Avenida Cruzeiro do Sul, 548 – Canindé – São Paulo-SP.
http://www.policiamilitar.sp.gov.br/noticias.asp?TxtHidden=144
sábado, 19 de diciembre de 2009
1888 -Os Capoeiras

“OS CAPOEIRAS”
Roteiro Original
De
Carlos Eduardo Goulart
E-mail: nixty@hotmail.com
Fone: (21) 9502-7845
Obra Registrada– B.N. –Esc.Dir. Autorais
SEQUÊNCIA 1-EXT. PRAIA DO RIO DE JANEIRO – DIA
Sobre a imagem aparece o ano: 1888.
O bando formado exclusivamente de negros encara o outro bando a sua frente que na sua maioria são mulatos. Ambos partem para o confronto.
Perto dali, na mesma praia, um grupo de escravos, carregando pesados cestos, chega junto as pedras, descarregando os excrementos humanos, de seu interior, no mar. Entre
eles está NEGRO BANTO (negro,alto, magro, muitas listras brancas sobre o peito e as costas e coxo de uma perna). Junto aos outros ele fica assitindo a luta, do alto, nas pedras.
Os homens se enfrentam “mano a mano”, alguns armados de navalhas, outros de porretes. Vemos o desenrolar de cada luta. Um capoeira com um porrete maneja este com maestria gi -
rando-o em volta do corpo ao ponto que quase não podemos vê-lo, tal a rapidez. Seu adversário, armado com uma navalha, ginga com o corpo, mas acaba golpeado primeiro na cabeça, depois nos braços, cintura e pernas, para mais uma vez ser, agora, ser acertado na cabeça, caindo ao
chão desacordado. Um jovem mulato de dezoito anos, armado de navalha, briga com um velho negro, de mais de cinqüenta anos, sem arma alguma nas mãos. Os dois gingam, até que o jovem precipitadamente, investe com a navalha, tentando acertar o rosto do velho, que abaixando-se acerta uma cabeçada frontal na cara deste, que espirrando sangue pelo nariz, cai para trás.
Enquanto isso, os dois chefes de gangue,um com um chapéu com um lenço vermelho e outro com um lenço branco no 3 pescoço, se enfrentam. Gingando o corpo, cada um estuda o movimento do outro, porém sem fixar o olhar, os dois procuram saber a posição do outro somente com o "rabo de olho". O de lenço branco desfere um golpe objetivando acertar a cabeça do adversário. Mas este consegue proteger- se e sair do golpe. O de lenço branco saca sua bela navalha de cabo azul fazendo o sol reluzir em sua lâmina. O outro também saca a sua, de cabo vermelho. Os integrantes dos dois grupos param de lutar para ver a luta dos dois. Gingando com o corpo os dois preparam seus golpes. O de vermelho aplica um golpe que o outro consegue se esquivar,
e, na sequência, este consegue acertar as costas do outro. O grupo de branco comemora o golpe certeiro. O capoeira de vermelho, embora com expressão de dor,abaixado, coloca a navalha aberta entre os dedos do pé direito e inicia novamente sua ginga enquanto que o de branco
parte novamente para o ataque. Agora ele aplica um golpe no adversário que joga o corpo para trás e apoiando-se nas mãos faz com as pernas um movimento de rotação, e, para, com a navalha em um dos pés, acertar a jugular do outro. Este coloca a mão ao pescoço, mas o sangue jorra
manchando sua camiseta branca, de vermelho. Um som de apitos se faz ouvir ao longe.
A Plebe ,23.8.1919-n.o 27- Ano III
CAFAJESTS INTELECTUAIS (PAG165)
A Plebe ,23.8.1919-n.o 27- Ano III
Não quero absolutamente fazer injúria a esses bravos desordeiros que nos recantos escusos da cidade defendem obstinadamente o seu direito de não fazer nada nesta sociedade que tema idolatra do parasita. O titulo de cafajestes a eles outorgado pela multa que lhes disputa o passo. a polícia, horda feroz e legal, é um brasão impróprio a levá-los à posteridade a que se destinam os Foelas (sic) os Dantas Barretos e outros desordeiros históricos, mas que m’os recomenda a mim.
Por necessidade de uma vida agitada e rude, os cafajestes, os capoeiras e outros terrores da burguesia dos bairros, apelam a toda hora para a luta livre, dita capoeiragem, que é uma esgrima
desabusada e estranha ante a qual se desorientam os mais abalizados preceitos dos mestres de armas. Peço a todos esses herdeiros dos barões feudais, porque me parece que um capoeira é o descendente daqueles tremendos salteadores das estradas na Gália e da Germânia, que me cedam os seus brasões desdourados por empréstimo, para que eu os confira solenemente aos
celebrados e laureados intelectuais a quem a burquesia confiou a defesa das depredações e das rapinas operadas com a lei contra humanidade indefesa e pasmada. Como possivelmente o número dos candidatos às novas decorações seja maior que os títulos que me cedam os heróis da Saúde e de Madureira, eu limito as minhas outorgas à classe populosa dos jurisconsultos e jurisperitos que têm a cargo o estudo e a solução da questão social......................................
http://www.centrocultural.sp.gov.br/livros/pdfs/teatro.pdf
A Plebe ,23.8.1919-n.o 27- Ano III
Não quero absolutamente fazer injúria a esses bravos desordeiros que nos recantos escusos da cidade defendem obstinadamente o seu direito de não fazer nada nesta sociedade que tema idolatra do parasita. O titulo de cafajestes a eles outorgado pela multa que lhes disputa o passo. a polícia, horda feroz e legal, é um brasão impróprio a levá-los à posteridade a que se destinam os Foelas (sic) os Dantas Barretos e outros desordeiros históricos, mas que m’os recomenda a mim.
Por necessidade de uma vida agitada e rude, os cafajestes, os capoeiras e outros terrores da burguesia dos bairros, apelam a toda hora para a luta livre, dita capoeiragem, que é uma esgrima
desabusada e estranha ante a qual se desorientam os mais abalizados preceitos dos mestres de armas. Peço a todos esses herdeiros dos barões feudais, porque me parece que um capoeira é o descendente daqueles tremendos salteadores das estradas na Gália e da Germânia, que me cedam os seus brasões desdourados por empréstimo, para que eu os confira solenemente aos
celebrados e laureados intelectuais a quem a burquesia confiou a defesa das depredações e das rapinas operadas com a lei contra humanidade indefesa e pasmada. Como possivelmente o número dos candidatos às novas decorações seja maior que os títulos que me cedam os heróis da Saúde e de Madureira, eu limito as minhas outorgas à classe populosa dos jurisconsultos e jurisperitos que têm a cargo o estudo e a solução da questão social......................................
http://www.centrocultural.sp.gov.br/livros/pdfs/teatro.pdf
lunes, 14 de diciembre de 2009
CAPOEIRAGEM
RECORTE PAG 205:"Ouvimos, uma vez, do Duque-Eitrada que a prevenção existente contra a capoeiragem era justificada pela degeneração delia. A verdadeira capoeiragem, explicava elle, não admitte e auxilio de armas de qualquer natureza. O seu principio básico é que — o homem deve empregar para a sua defesa, ou para o ataque, somente os orgams que da natureza recebeu. E, com effeito, são elles mais que suffícientes para a completa preservação da pessoa e para a subjugação do adversarie, por mais temível que este seja, ou por mais armado que se apresente, uma vez que não conheça o segredo da arte ou não disponha da agilidade resultante do seu exercício.
Em seguida, expunha elle com methodo, oom clareza, e de modo convincente, as fonções agressivas ou defensivas da cabeça, das mãos, dos pés, das pernas e até dos joelhos, próprias a darem immediata superioridade no jogo da capoeira.
Querem nm exemplo de um desses preceitos que delle ouvimos?
Approxima-se de nós alguém, e nos diz uma grosseria ou nos faz um aggravo desses que exigem immediato desforço. Não devemos nos agastar. A cólera é incompatível com a neces- sária presença de espirito. Respondendo qualquer coisa, devemos dar ao mesmo tempo oom a ponta do pé uma pancada nas canellas do adversário.Elle instínctivamente se abaixa para acariciar com a mão a parte contundida e attenuar assim a intensidade da dor. Então, de súbito, a gente tofranta o joelho, e com elle dá forte pancada sob o queixo do adversário, o qual, muito a contra- gosto, fará uma cambalhota para ir de costas eahir a alguns metros de distancia.
Mas, voltemos ao caso.
Compenetrado dessas idéas, o dr. Duque- Bstrada, um intellectual de primeira ordem, não 8Óm«nte não tolhia á arraia miúda dos seus par- tidários os exercidos da capoeiragem, como, ao contrario, os incitava a se aperfeiçoarem nella. Exigia, por^m, que não usassem de armas.
E não usavam. Nisto se distinguiam dos seus antagonistas, ao menos emquanto sobre elles se exerceu a influencia benéfica e civilizadora de Duque -Estrada Teixeira.
A « sua gente > era, além disso, aceiada, tra- zendo cortados os cabellos á escovinha; e respei* lota, a ponto de não faiar senão de chapéo na mão a qualquer pessoa de tracto superior. Era ordeira, e quasi toda empregada em serviços públicos ou particulares.
E eomo foi que conseguiu elle disciplinar por tal modo elemento, antes, tão mau e incon- scientemente pervertido?
Chegou a esse rezultado, tão somente pelo seu ascendente pessoal.
FUENTE:
A Academia de São Paulo: tradições e reminiscencias, estudantes, estudantões, estudantadas, Volumen 2
A Academia de São Paulo: tradições e reminiscencias, estudantes, estudantões, estudantadas,
Autor
José Luiz Almeida Nogueira
Editor
Typographia Vanorden & Co., 1907
Em seguida, expunha elle com methodo, oom clareza, e de modo convincente, as fonções agressivas ou defensivas da cabeça, das mãos, dos pés, das pernas e até dos joelhos, próprias a darem immediata superioridade no jogo da capoeira.
Querem nm exemplo de um desses preceitos que delle ouvimos?
Approxima-se de nós alguém, e nos diz uma grosseria ou nos faz um aggravo desses que exigem immediato desforço. Não devemos nos agastar. A cólera é incompatível com a neces- sária presença de espirito. Respondendo qualquer coisa, devemos dar ao mesmo tempo oom a ponta do pé uma pancada nas canellas do adversário.Elle instínctivamente se abaixa para acariciar com a mão a parte contundida e attenuar assim a intensidade da dor. Então, de súbito, a gente tofranta o joelho, e com elle dá forte pancada sob o queixo do adversário, o qual, muito a contra- gosto, fará uma cambalhota para ir de costas eahir a alguns metros de distancia.
Mas, voltemos ao caso.
Compenetrado dessas idéas, o dr. Duque- Bstrada, um intellectual de primeira ordem, não 8Óm«nte não tolhia á arraia miúda dos seus par- tidários os exercidos da capoeiragem, como, ao contrario, os incitava a se aperfeiçoarem nella. Exigia, por^m, que não usassem de armas.
E não usavam. Nisto se distinguiam dos seus antagonistas, ao menos emquanto sobre elles se exerceu a influencia benéfica e civilizadora de Duque -Estrada Teixeira.
A « sua gente > era, além disso, aceiada, tra- zendo cortados os cabellos á escovinha; e respei* lota, a ponto de não faiar senão de chapéo na mão a qualquer pessoa de tracto superior. Era ordeira, e quasi toda empregada em serviços públicos ou particulares.
E eomo foi que conseguiu elle disciplinar por tal modo elemento, antes, tão mau e incon- scientemente pervertido?
Chegou a esse rezultado, tão somente pelo seu ascendente pessoal.
FUENTE:
A Academia de São Paulo: tradições e reminiscencias, estudantes, estudantões, estudantadas, Volumen 2
A Academia de São Paulo: tradições e reminiscencias, estudantes, estudantões, estudantadas,
Autor
José Luiz Almeida Nogueira
Editor
Typographia Vanorden & Co., 1907
Canjiquinha e Baden Powel
O violão vadio de Baden Powell - Página 93Dominique Dreyfus - 1999 - 380 páginas... traduz à perfeição as harmonias do canto de capoeira eo som do berimbau; Canjiquinha também o levou aos terreiros de candomblé, às rodas de capoeira. ...
viernes, 11 de diciembre de 2009
1937-SAO PAULO- Tocava barimbau(SAMBA ANTIGO), tocava nos dentes

A INVENÇÃO DO COTIDIANO NA METRÓPOLE: Sociabilidade e Lazer em São
Paulo, 1900-1950
Margareth Rago - UNICAMP
................................À noite, seus pais partiam para o baile dos adultos. Já na adolescência, este era
ainda o único carnaval que sua família permitia que freqüentasse, longe das serpentinas e das batalhas de confetes dos imigrantes italianos e espanhóis, que se reuniam no Brás 74, e como é de se supor, bem mais longe ainda dos negros, expulsos para fora do centro urbano. ImpedidAos pela repressão policial de se manifestar na cidade, a população negra buscava as ruas do município de Pirapora do Bom Jesus, onde, até o final dos anos vinte, reunia-se um enorme contingente de pessoas, procedentes de várias cidades e estados, entre as quais os mais importantes sambistas de São Paulo, Dionísio Barbosa, fundador do primeiro cordão carnavalesco de São Paulo e Madrinha Eunice, fundadora da “Escola de Samba do Lavapés”, em 1937. Filho de outro sambista, Dionísio recorda:
Meu pai tocava no Pirapora. Tocava barimbau(sic), tocava nos dentes, só quem tinha dente podia tocar ...Era fantástico...A gente tocava...era o samba antigo, de bumbo, não é o de hoje.75
Mal vistos pelas elites e reprimidos pela polícia, fora do período de Carnaval, os sambistas organizavam “rodas de samba” em suas próprias casas. Nos terreiros existentes nos cortiços, muitas vezes transformados em espaços de cultos religiosos, de umbanda, em meio aos familiares, vizinhos e amigos, os negros dançavam o jongo ou o samba de roda. Nas casas das “tias”, como a da “Tia Olympia”, na rua Anhangüera, no terreiro do “Zé Soldado”, no Jabaquara, ou na casa de Madrinha Eunice, no bairro do Lavapés, já nos anos trinta, desenvolviam-se formas espontâneas de associação e solidarização, de onde esses grupos profundamente estigmatizados e oprimidos podiam extrair ludicamente a energia necessária para enfrentar as vicissitudes da vida cotidiana, em um mundo tão adverso, constituído, na grande maioria, pelos brancos e por seus preconceitos. 76
A INVENÇÃO DO COTIDIANO NA METRÓPOLE: Sociabilidade e Lazer em São ...
miércoles, 9 de diciembre de 2009
A MUSICOLOGIA DA CAPOEIRA: SIGNIFICADOS E EXPRESSÕES

A MUSICOLOGIA DA CAPOEIRA: SIGNIFICADOS E EXPRESSÕES
Maria Eduarda Lemos da Silva Pessoa
Licenciatura em Educação Física na Faculdade Social da Bahia
Luis Vitor Castro Júnior
Professor da Universidade Estadual de Feira de Santana
Professor da Faculdade Social da Bahia
Doutorando da PUC/SP no programa de História
Nas músicas de capoeira observar-se também a metonímia8, por exemplo: “Eu conheci o mestre bimba, o mestre pastinha e também seu maré, e ele falou capoeira pra home, minino e mulhê, é, é, pra home, minino e mulhê...” Em vez de utilizar o nome Manoel dos Reis Machado, o apelido toma força para representar a dinâmica cultural ancestral na capoeira. Sendo assim, o nome atribuído ao mestre se constitui numa potência, pois os seus saberes vão sendo revigorados, ultrapassando a figura humana, para se constituir enquanto mito, capaz de estabelecer a ancestralidade nos entre-tempos.
Voltando às letras de capoeira de um português cada vez mais hibridizado com as palavras de origem bantu e indígena. Encontramos nas mesmas, fortes incidências de uma fala cheia de significados, onde através desta linguagem, eram estabelecidos significados para serem compreendidos pelos os incorporados a essa “tribo capoeira”. Facilmente acontecia o “ar” de duplo sentido nas palavras. Podia ser de sotaque, o aviso de que alguém estava chegando para reprimir (a polícia ), ou até quando se cortejava uma moça. A produção dessa poesia a princípio acontecia nos engenhos e nos canaviais com suas cantigas de escravos, em seguida na vadiação das praças públicas até chegar nas academias. Consideramos, a música a partir do capoeirista, é como se fosse a água para o peixe. Ela vai dá pista como ele deve agir e vai determinar o ritmo do jogo, deixando livre para dá a “volta ao mundo”. As músicas da capoeira são divididas em ladainha (começo) e o corrido (refrão). A ladainha corresponde ao canto inicial, para o capoeirista, é um momento sagrado no qual são evocadas entidades míticas–religiosas exigindo dele respeito e atenção Na ladainha abaixo, “o ritmo é lento, sempre acompanhado pelo berimbau, tocando angola ou são-bento-grande (lento)9:
Riachão tava cantando, Na cidade de Açu, Quando apareceu um nêgo, Como a espece de ôrubú, Tinha casaca de sola, Tinha calça de couro cru, Beiços grossos redrobado, da grossura de um chinelo, Tinha o ôlho incravado, Outro ôlho era amarelo, Convidô Riachão, Pra cantá o martelo, Riachão arrespondeu, Não canto cum nêgo desconhecido, Êle pode sê um escravo, Ande por aqui fugido, Eu sô livre como um vento, Tenho minha linguagem nobre, Naci dentro da pobreza, Não naci na raça pobre, Que idade tem você, Que conheceu meu avô, Você tá parecendo, Que é mais môço do que eu, Iê água de bebê... Versos do domino público.
A ladainha pode ser considerada um louvor dos feitos e das qualidades de um capoeirista lendário, mas pode ainda conter um elogio ou provocação irônica ao parceiro, uma louvação aos presentes, um agradecimento à hospitalidade dos donos da casa ou, relato e comentário de algum acontecimento. As ladainhas geralmente contem lições de vida e transmitem a filosofia da capoeira, servindo de inspiração para o jogo, mas ela também pode se configura num certo proselitismo que reforça a discriminação racial e de gênero. No CD da trilha sonora do filme Dança de Guerra Mestre Bimba canta a seguinte ladainha:
Minino quem foi teu mestre, Minino quem foi teu mestre, Que lhe deu essa lição, Fui discípulo que aprende, Qui in mestre eu dei lição, O mestre qui mim insinô, ta no engenho da Conceição, A ele devo dinheiro, saúde e obrigação, O segredo de São Cosme, Mas quem sabe é São Damião.
A ladainha reverencia a figura do mestre como sujeito importante no processo de transmissão dos saberes. Segundo Rego essa cantiga pode ser considerada como geográfica e de devoção. As geográficas consistem em “cantigas localizando vilas, cidades, estados...10”, ou seja, no momento em que fala “... no Engenho da Conceição”, ele está se referindo a um determinado território. Já nas cantigas de devoção, retratam algum Santo no qual os capoeiristas têm devoção. Rego afirma que nas músicas de capoeira “... têm como invocação São Cosme e São Damião, santos popularíssimos na Bahia...11”. Ao tratar sobre as cantigas onde o negro é estereotipado e inferiorizado, como canções de escárnio e mal-dizer. “Se referem à cor negra, como símbolo do desprezível, do malefício, do diabo, partindo dessa premissa, para toda espécie de escárnio12”. Como por exemplo: “Na minha casa veio um home, das espece dos urubus, Tinha camisa de sola, Paletó de couro cru, Faca de ponta de ponta no cinto, Rabo cumprido no cu, O beiço grosso e virado, Como sola de chinelo, Um zóio bem encarnado, Outro bastante amarelo 13”
Voltando às letras de capoeira de um português cada vez mais hibridizado com as palavras de origem bantu e indígena. Encontramos nas mesmas, fortes incidências de uma fala cheia de significados, onde através desta linguagem, eram estabelecidos significados para serem compreendidos pelos os incorporados a essa “tribo capoeira”. Facilmente acontecia o “ar” de duplo sentido nas palavras. Podia ser de sotaque, o aviso de que alguém estava chegando para reprimir (a polícia ), ou até quando se cortejava uma moça. A produção dessa poesia a princípio acontecia nos engenhos e nos canaviais com suas cantigas de escravos, em seguida na vadiação das praças públicas até chegar nas academias. Consideramos, a música a partir do capoeirista, é como se fosse a água para o peixe. Ela vai dá pista como ele deve agir e vai determinar o ritmo do jogo, deixando livre para dá a “volta ao mundo”. As músicas da capoeira são divididas em ladainha (começo) e o corrido (refrão). A ladainha corresponde ao canto inicial, para o capoeirista, é um momento sagrado no qual são evocadas entidades míticas–religiosas exigindo dele respeito e atenção Na ladainha abaixo, “o ritmo é lento, sempre acompanhado pelo berimbau, tocando angola ou são-bento-grande (lento)9:
Riachão tava cantando, Na cidade de Açu, Quando apareceu um nêgo, Como a espece de ôrubú, Tinha casaca de sola, Tinha calça de couro cru, Beiços grossos redrobado, da grossura de um chinelo, Tinha o ôlho incravado, Outro ôlho era amarelo, Convidô Riachão, Pra cantá o martelo, Riachão arrespondeu, Não canto cum nêgo desconhecido, Êle pode sê um escravo, Ande por aqui fugido, Eu sô livre como um vento, Tenho minha linguagem nobre, Naci dentro da pobreza, Não naci na raça pobre, Que idade tem você, Que conheceu meu avô, Você tá parecendo, Que é mais môço do que eu, Iê água de bebê... Versos do domino público.
A ladainha pode ser considerada um louvor dos feitos e das qualidades de um capoeirista lendário, mas pode ainda conter um elogio ou provocação irônica ao parceiro, uma louvação aos presentes, um agradecimento à hospitalidade dos donos da casa ou, relato e comentário de algum acontecimento. As ladainhas geralmente contem lições de vida e transmitem a filosofia da capoeira, servindo de inspiração para o jogo, mas ela também pode se configura num certo proselitismo que reforça a discriminação racial e de gênero. No CD da trilha sonora do filme Dança de Guerra Mestre Bimba canta a seguinte ladainha:
Minino quem foi teu mestre, Minino quem foi teu mestre, Que lhe deu essa lição, Fui discípulo que aprende, Qui in mestre eu dei lição, O mestre qui mim insinô, ta no engenho da Conceição, A ele devo dinheiro, saúde e obrigação, O segredo de São Cosme, Mas quem sabe é São Damião.
A ladainha reverencia a figura do mestre como sujeito importante no processo de transmissão dos saberes. Segundo Rego essa cantiga pode ser considerada como geográfica e de devoção. As geográficas consistem em “cantigas localizando vilas, cidades, estados...10”, ou seja, no momento em que fala “... no Engenho da Conceição”, ele está se referindo a um determinado território. Já nas cantigas de devoção, retratam algum Santo no qual os capoeiristas têm devoção. Rego afirma que nas músicas de capoeira “... têm como invocação São Cosme e São Damião, santos popularíssimos na Bahia...11”. Ao tratar sobre as cantigas onde o negro é estereotipado e inferiorizado, como canções de escárnio e mal-dizer. “Se referem à cor negra, como símbolo do desprezível, do malefício, do diabo, partindo dessa premissa, para toda espécie de escárnio12”. Como por exemplo: “Na minha casa veio um home, das espece dos urubus, Tinha camisa de sola, Paletó de couro cru, Faca de ponta de ponta no cinto, Rabo cumprido no cu, O beiço grosso e virado, Como sola de chinelo, Um zóio bem encarnado, Outro bastante amarelo 13”
martes, 8 de diciembre de 2009
A CONSTRUÇÃO DAS NARRATIVAS IDENTITÁRIAS DA CAPOEIRA

A CONSTRUÇÃO DAS NARRATIVAS IDENTITÁRIAS DA CAPOEIRA
Juliana Azevedo de Almeida 7 - UFES
Otávio G. Tavares da Silva – Doutor8 – UFES
.............Em outro trecho de um artigo da RBCE, observamos como o articulista tenta preservar a tradição criando um mito sacro, essencialista e atemporal:
Neste sentido, a roda constitui-se em um lugar do sagrado, onde o capoeirista está recebendo toda energia dos seus ancestrais que vieram nessa luta ímpar pela liberdade. O sagrado fica evidente no respeito que o praticante deve ter em relação às “regras” instituídas ao longo do tempo pelos seus antecessores, à incorporação desses valores na sua vida, à sua responsabilidade de preservar os rituais e sua dedicação de educar [...] (CASTRO JR., 2004, p.153).
Comparando-o com um fragmento do diário de campo, percebemos como alguns “nativos” realmente consideram a roda como um momento sagrado: “A roda iniciou com um ritmo médio de São Bento Grande de Angola. Agacharam-se ao pé do berimbau um rapaz e uma moça... A moça parecia fazer uma prece, o rapaz apenas esperava o sinal do berimbau para sair para o jogo” (diário de campo do dia 09 de abril de 2007). Entretanto, e ao contrário do que Castro Jr. (2004) evidencia, o fato de considerar a roda como lugar sagrado, nem sempre estabelece a incorporação dos valores e regras “ancestrais” da capoeira (ou do grupo) na vida daqueles que a praticam. Talvez o articulista estivesse se referindo ao que acontece no seu grupo de capoeira19, utilizando-se, novamente do ferramental acadêmico para legitimar ideologias e mitos. Nesse sentido, observemos o trecho seguinte:
Disse a ele [ao professor] que reparei que os comportamentos ali eram bem informais, no sentido de que não via a preocupação de ninguém em cumprimentar o professor ao chegar no treino ou dar satisfações ao chegar atrasado. Ele me disse que isso é normal, não incomoda, mas reclamou de algumas atitudes como: “Você viu na roda da sexta retrasada? Um cara, que não sei quem é, chegou aqui na porta e o estagiário (um aluno graduado do grupo)
chamou ele pra vir pra roda (com gesto de mão chamando). O cara chegou, não falou nada comigo, quando vi, ele já tava no atabaque!!! Isso não pode! É falta de educação! Vê se eu vou chegar na roda do cara e nem falar com o professor?!!. Mas eu disse ao professor: “Poxa, mas o aluno que o chamou! Por ele ser graduado o cara deve ter se sentido à vontade pra entrar.” O professor disse: “Sim! O estagiário é que tava errado! Depois, chamei ele num canto e chamei a atenção dele!” (diário de campo do dia 28 de março de 2007).
O professor acima citado não aprovou o comportamento desrespeitoso de seu aluno (estagiário) e do rapaz que chegou à roda sem se apresentar. Isso demonstra que os rituais da roda de capoeira em si, mesmo sendo vistos por alguns como “sagrados”, não podem educar ou inc ulcar valores à vida dos praticantes da forma que Castro Jr. (2004) nos apresenta. Se analisássemos essa roda de capoeira pelo olhar desse articulista poderíamos dizer que a mesma não é “sagrada” e que “os ancestrais não estão lhe enviando nenhuma energia”, já que o respeito, naquele momento não se fez tradição
lunes, 7 de diciembre de 2009
viernes, 27 de noviembre de 2009
Papa-Rancho e Cardosinho: Valentes do Porto

O PORTO NEGRO: CULTURA E TRABALHO NO RIO DE
JANEIRO DOS PRIMEIROS ANOS DO SÉC. XX
Dissertação de Mestrado apresentada ao
Departamento de História do Instituto de Filosofia e
Ciências Humanas da Universidade Estadual de
Campinas sob a orientação do Prof. Dra. Maria
Clementina Pereira Cunha
FEVEREIRO/2005
“O CARDOSINHO
Este é um personagem importante na sua roda. Não admira que tenha uma biografia extensa. O nome do tão conhecido Cardosinho é José Gomes Cardoso. Nasceu em Pernambuco, e a sua primeira profissão foi de caldeireiro. Depois, matriculou-se como marinheiro e tomou parte na revolta de 1893, tendo estado no combate da Armação. Finda a revolta, teve baixa e foi residir no Retiro Saudoso. Ali, como um cidadão pacato, entregou-se à pesca. Mas, um belo dia, cansado de apanhar peixes, mudou de vida, fez-se estivador e entrou para Detenção várias
vezes”32
A CAPOEIRA LITERÁRIA DE MACHADO DE ASSIS

A CAPOEIRA LITERÁRIA DE MACHADO DE ASSIS
Há na alma deste livro, por mais risonho que pareça, um
sentimento amargo e áspero, que está longe de vir de seus
modelos. É taça que pode ter lavores de igual escola, mas
leva um outro vinho.
Machado de Assis
Prólogo a Memórias póstumas de Brás CubasInicialmente uma mistura de dança e jogo, a capoeira se desenvolveu no Brasil a partir da contribuição africana, sobretudo através dos fundamentos introduzidos por escravos da etnia banto. Sua principal característica é a ginga, movimento de corpo destinado a enganar o oponente, e que traduz toda a malícia inerente à prática de dissimular os golpes em esquivos passos de dança. O praticante da capoeira usa o gingado ou ato de gingar, que consiste em bambolear o corpo para a direita e a esquerda, a fim de confundir o adversário, escapar de seus golpes, e procurar o momento e o ângulo certos para atacar.
Durante o período da escravidão, a capoeira se difundiu praticamente por todo o Brasil, em especial nos centros urbanos. Na segunda metade do século XIX, ficaram famosas as "maltas" de capoeiristas, formadas por mulatos e negros livres, logo classificados como desordeiros pelas autoridades e famílias da elite, temerosas das revoltas quilombolas e da chamada "Onda Negra". Com o advento da República, a capoeira foi equiparada à vadiagem, sendo ambas criminalizadas pelo Código Penal baixado em 1890. Somente a partir de 1934, sua prática deixou de ser crime, o que não significou o fim das perseguições; e apenas em 2008, após ser elevada a arte marcial,
marcar presença em mais de cento e cinquenta países, e integrar o circuito dos esportes e academias de ginástica, a capoeira foi considerada oficialmente patrimônio cultural brasileiro.
ALERTA GERAL A TODOS OS CAPOEIRAS DO BRASIL
From: FECAES - Federação de Capoeira do Estado do Espírito Santo <fecaes-es@hotmail.com>Date: 2009/11/27Subject: ALERTA GERAL A TODOS OS CAPOEIRAS DO BRASIL - CBC = R$150.000,00 = MINISTÉRIO DOS ESPORTESTo:
Salve, salve capoeiras, Ontem, sem querer, numa de nossas pesquisas no Diário Oficial da União - Ministério dos Esportes, 20/11/2009, nos deparamos com uma publicação que muito nos preocupou; A CBC - Confederação Brasileira de Capoeira, estará recebendo R$150.000,00 nos próximos dias, para um evento realizado em Salvador nos dias 13 a 15 de Novembro de 2009 - denominado: Legados da Capoeira, com convênio assinado dia 13 / 11, publicado no D.O.U. no dia 20/11, portanto estamos prestes a ver mais uma vez a CBC pegar dinheiro público e queimá-lo em detrimento de todo o trabalho que fizemos e fazemos pela capoeira no Brasil. Vamos botar a boca no Trombone, fazendo petições de informações e Prestações de Contas ao MINISTÉRIO DOS ESPORTES, TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO, MINISTÉRIO PÚBLICO. Vamos sair do ostracismo e cobrar o que é nosso por direito.
Me. Cabral
27 3026 2707
27 9825 0727
27 3238 8198
Salve, salve capoeiras, Ontem, sem querer, numa de nossas pesquisas no Diário Oficial da União - Ministério dos Esportes, 20/11/2009, nos deparamos com uma publicação que muito nos preocupou; A CBC - Confederação Brasileira de Capoeira, estará recebendo R$150.000,00 nos próximos dias, para um evento realizado em Salvador nos dias 13 a 15 de Novembro de 2009 - denominado: Legados da Capoeira, com convênio assinado dia 13 / 11, publicado no D.O.U. no dia 20/11, portanto estamos prestes a ver mais uma vez a CBC pegar dinheiro público e queimá-lo em detrimento de todo o trabalho que fizemos e fazemos pela capoeira no Brasil. Vamos botar a boca no Trombone, fazendo petições de informações e Prestações de Contas ao MINISTÉRIO DOS ESPORTES, TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO, MINISTÉRIO PÚBLICO. Vamos sair do ostracismo e cobrar o que é nosso por direito.
Me. Cabral
27 3026 2707
27 9825 0727
27 3238 8198
miércoles, 25 de noviembre de 2009
Fernando de Noronha & Atlas da Capoeira Maranhense

Jornal do Capoeira - http://www.capoeira.jex.com.br/
Edição 64 - de 12 a 18/Mar de 2006
Leopoldo Gil Dulcio Vaz
São Luis do Maranhão-MA
- Abril de 2006 -
No início de março segui de São Luis direto para Fortaleza, e depois para Fernando de Noronha. O que era para ser uma simples viagem de passeio com a família acabou resultando em uma viagem arqueológico-capoeirística. Explico. É que durante aquela viagem consegui recuperar algumas informações sobre a capoeiragem que acontecia naquela Ilha-Presídio, quando os capoeiras do Rio de Janeiro, então capital federal, eram deportados - alguns com nomes trocado - para lá.
Mas a grande "descoberta" mesmo foi o contato com a professora Marieta Borges, pessoa que é ao mesmo tempo "amante" e "protetora" da Ilha. Nos últimos anos Marieta tem se dedicado incansavelmente à preservação e resgate da Memória da Ilha. Dela recebi diversos artigos sobre capoeira, sendo um deles de sua autoria. Recebi também um facsimili de um livro de Amorim Netto, publicado na década de 1930 e que se refere à capoeiragem carioca em Fernando de Noronha, no final do século XIX e início de século XX.
Professora Marieta, que conheci durante a travessia Ilha-Continente já foi escalada para compor o "time" deste Jornal do Capoeira, e assim que nosso Editor regressar de Curitiba, teremos o prazer de compartilhar com os amigos leitores as contribuições da capoeira "noronhense", sejam as informações históricas, sejam sobre a capoeiragem atual.
Cem anos de frevo 1907-2007
Uma das maiores expressões do povo pernambucano, o frevo comemora hoje seu centenário, com o fôlego renovadoO frevo completa hoje 100 anos, contados a partir da publicação, pelo Jornal Pequeno, da palavra “frevo”, no dia 9 de fevereiro de 1907 (constatação do historiador Evandro Rabello, em 1990). No princípio eram as bandas militares e os capoeiras (maltas de desordeiros e desocupados que acompanhavam ruidosamente os desfiles das bandas): os músicos destas bandas criariam o frevo, os capoeiras formatariam o passo. Frevo é um corruptela de ferver, ou “frever”, na pronúncia do povão. “Óia o frevo!” O alerta era dado quando se aproximava algum clube pedestre, ao som de uma marcha frenética. A turba atrás, exercitando as canelas na dobradiça, no chã de barriguinha, no passo do urubu malandro.Cem anos de frevo 1907-2007
Claudia M. de Assis Rocha Lima , Pesquisadora
Claudia M. de Assis Rocha Lima , Pesquisadora
O Frevo dança - Vários elementos complementares básicos compõe toda dança, em especial no frevo os instrumentos musicais serviam como arma quando se chocavam agremiações rivais. A origem dos passistas são os capoeiras que vinham à frente das bandas, exibindo-se e praticando a capoeira no intuito de intimidar os grupos inimigos. Os golpes da luta viraram passos de dança, embalados inicialmente, pelas marchas e evoluindo junto com a música do frevo.
A SOMBRINHA - Outro elemento complementar da dança, o passista à conduz como símbolo do frevo e como auxílio em suas acrobacias. A sombrinha em sua origem não passava de um guarda-chuva conduzido pelos capoeiristas pela necessidade de ter na mão como arma para ataque e defesa, já que a prática da capoeira estava proibida.
A SOMBRINHA - Outro elemento complementar da dança, o passista à conduz como símbolo do frevo e como auxílio em suas acrobacias. A sombrinha em sua origem não passava de um guarda-chuva conduzido pelos capoeiristas pela necessidade de ter na mão como arma para ataque e defesa, já que a prática da capoeira estava proibida.
Fonte: © Fundaj - Fundação Joaquim Nabuco
martes, 24 de noviembre de 2009
Art martiaux : le diamanga de nouveau un sport national


Comme sports de combats traditionnels, les malgaches connaissent plus le Moraingy, la boxe du nord, et le Ringa, la lutte du sud. Pratiqué par l'élite, le diamanga est en passe de se démocratiser et espère de nombreux transfuges des autres disciplines. L'Association Fototra-diamanga malgache utilise les moyens modernes pour faire connaître ce sport qui datent de plusieurssiècles. DVD, Livre, Brochure, site web et même Jeux multimédia en sont les supports de promotion.
Le Diamanga est un art martial, sport de combat typiquement Malagasy, spécialisé dans l'emploi des membres inférieurs et l'usage des coups de pied. Pratiqué depuis la nuit des temps surtout en Imerina.
Les bases philosophiques du Diamanga Malagasy est lui aussi intimement lié à la philosophie Malagasy du « Ny Fanahy no olona », qui est déjà une interprétation imagée hautement philosophique. Par contre, la transcription littérale du « Ny Fanahy no olona » et du « Ny hery tsy mahaleo ny fanahy » reflète une origine martiale indéniable de la philosophie Malagasy.
Le Diamanga est un art martial, sport de combat typiquement Malagasy, spécialisé dans l'emploi des membres inférieurs et l'usage des coups de pied. Pratiqué depuis la nuit des temps surtout en Imerina.
Les bases philosophiques du Diamanga Malagasy est lui aussi intimement lié à la philosophie Malagasy du « Ny Fanahy no olona », qui est déjà une interprétation imagée hautement philosophique. Par contre, la transcription littérale du « Ny Fanahy no olona » et du « Ny hery tsy mahaleo ny fanahy » reflète une origine martiale indéniable de la philosophie Malagasy.
Moraingy
C'est la lutte mal-gache, qui se pratique essentiellement dans les villages côtiers. Cette ma-nifestation sportive qui met deux jeunes gens face à face est souvent l'oc-casion de réunir une partie de la population qui clame son enthousiasme et soutien ses préférés. À Analalava (nord-ouest) la traditionnelle partie de "Moraingy" vient interrompre le calme et l'inactivité dominicale. Sur la place centrale se forme alors un cercle qui entoure et en-courage les protagonistes. Moins brutal que la boxe, ce sport demande agilité, rapi-dité et souplesse. Grands écarts, réception sur les mains, élancement des jambes. Ce sport spectaculaire et physique était autrefois une manière de s'entraîner au combat.
C'est la lutte mal-gache, qui se pratique essentiellement dans les villages côtiers. Cette ma-nifestation sportive qui met deux jeunes gens face à face est souvent l'oc-casion de réunir une partie de la population qui clame son enthousiasme et soutien ses préférés. À Analalava (nord-ouest) la traditionnelle partie de "Moraingy" vient interrompre le calme et l'inactivité dominicale. Sur la place centrale se forme alors un cercle qui entoure et en-courage les protagonistes. Moins brutal que la boxe, ce sport demande agilité, rapi-dité et souplesse. Grands écarts, réception sur les mains, élancement des jambes. Ce sport spectaculaire et physique était autrefois une manière de s'entraîner au combat.
viernes, 13 de noviembre de 2009
Joc MAHÓNES (Juego mahonés))
El Joc Mahonés (Baleares) es un juego de Karate primitivo que debe su introdución a la colonia inglesa.Se juega con guantes de cuero y se golpea tanto con las manos como con los piés.http://www.futbolcarrasco.com/apartados/inef/3curso/pdf/12.pdf
Otros deportes que se pueden practicar en Las Islas Baleares.
Artes Marciales y Lucha Olímpica
Desde el interesante joc maonès, arte marcial de Menorca combinación de boxeo y kárate, a las más variadas artes marciales orientales, pasando por la capoeira, todas ellas se reúnen en Illes Balears.
Los clubes de artes marciales y lucha grecorromana son bien conocidos por el buen nivel de los deportistas isleños demostrado en diversas competiciones. Eso permite que nuestros visitantes puedan disfrutar de instructores de alto nivel a la vez que descubren modalidades como la del joc maonès
http://www.illesbalears.es/accesible/index.jsp?isla=00&lang=ES&sec=0006&item=00000103&lang=0001
1000 juegos y deportes populares y tradicionales: la tradición jugada - Página 179Pere Lavega Burgués, Salvador Olaso Climent - 1999 - 392 páginas
JOC MAONÉS (Isla de Menorca, en la zona de Mahón) Categoría: Modelo unipersonal: individuo-individuo. Descripción: Lucha de carácter tradicional que se ...
lunes, 9 de noviembre de 2009
Extensión de la Capoeira,una tendencia polémica?
Prix A'Doc 2006 de la jeune recherche en Franche-Comté - Página 33A'doc. Association des doctorants de Franche-Comté - 2006 - 122 páginas... de la part des européens pour cette activité d'origine afro-brésilienne? ... La capoeira dans la ligne de la « luta regional baiana », de Mestre Bimba
sábado, 7 de noviembre de 2009
O Jogo da Capoeira
Bruno Soares Ferreira:
ABDUÇÃO SEMIÓTICA NA CAPOEIRA EM SÃO LUÍS
Formado em Radialismo (2005), Jornalismo (2007) e pós-graduado em Jornalismo Cultural pela Universidade Federal do Maranhão (2008). Atualmente vem desenvolvendo pesquisas nas áreas de alquimia, capoeira, fotografia, internet, música e xamanismo.
(brunobarata@yahoo.com)
..............................o diálogo dos jogadores através do corpo durante o jogo e na expressão que cada instrumento musical proporciona durante sua execução, ensinando o sentido de um jogo e o tempo certo de um golpe pelo ritmo da interação. Se este tipo de comunicação não se estabelece na Capoeira, pode acontecer de um jogador fazer uma pergunta corporal através de um movimento de ataque, e acabar por prejudicar o outro jogador que, ao perceber de outra forma a intenção do jogador que pergunta, não procede com a defesa apropriada, mas responde o que não se perguntou. Por outro lado, esse tipo de encadeamento quando está em sintonia, tanto dos
jogadores quanto com a música e os cânticos, é o que proporciona uma sensação de complementaridade e transformação fluída, mesmo que no aspecto do jogo, as trapaças,
arapucas e mandingas11se façam presentes e nunca devam ser descartadas.
O jogo é marcado pela oposição ataque versus esquiva, o que nos remete à oposição entre espaço cheio versus espaço vazio. Como o enfrentamento é indireto, não se bloqueia o golpe do adversário. Dessa forma, o contragolpe vem preencher o espaço deixado pelo golpe. (...) a oposição ataque versus esquiva é complementar, sendo que uma esquiva pode esconder um ataque, enquanto um ataque pode ser modificado em uma defesa (SILVA, 2003, p.112). Tudo flui. (HERACLITO apud CAPRA, 2005, p.92).
http://www.cambiassu.ufma.br/bruno.pdf
ABDUÇÃO SEMIÓTICA NA CAPOEIRA EM SÃO LUÍS
Formado em Radialismo (2005), Jornalismo (2007) e pós-graduado em Jornalismo Cultural pela Universidade Federal do Maranhão (2008). Atualmente vem desenvolvendo pesquisas nas áreas de alquimia, capoeira, fotografia, internet, música e xamanismo.
(brunobarata@yahoo.com)
..............................o diálogo dos jogadores através do corpo durante o jogo e na expressão que cada instrumento musical proporciona durante sua execução, ensinando o sentido de um jogo e o tempo certo de um golpe pelo ritmo da interação. Se este tipo de comunicação não se estabelece na Capoeira, pode acontecer de um jogador fazer uma pergunta corporal através de um movimento de ataque, e acabar por prejudicar o outro jogador que, ao perceber de outra forma a intenção do jogador que pergunta, não procede com a defesa apropriada, mas responde o que não se perguntou. Por outro lado, esse tipo de encadeamento quando está em sintonia, tanto dos
jogadores quanto com a música e os cânticos, é o que proporciona uma sensação de complementaridade e transformação fluída, mesmo que no aspecto do jogo, as trapaças,
arapucas e mandingas11se façam presentes e nunca devam ser descartadas.
O jogo é marcado pela oposição ataque versus esquiva, o que nos remete à oposição entre espaço cheio versus espaço vazio. Como o enfrentamento é indireto, não se bloqueia o golpe do adversário. Dessa forma, o contragolpe vem preencher o espaço deixado pelo golpe. (...) a oposição ataque versus esquiva é complementar, sendo que uma esquiva pode esconder um ataque, enquanto um ataque pode ser modificado em uma defesa (SILVA, 2003, p.112). Tudo flui. (HERACLITO apud CAPRA, 2005, p.92).
http://www.cambiassu.ufma.br/bruno.pdf
Precisamos un nuevo candidato a Presidente de FICA
Prezados Presidentes de Federações Estaduais e de Ligas Regionais e Municipais .
Damos as boas vindas às novas entidades filiadas na FICA:- Federação Nacional de Capoeira da Estônia;- Federação de Capoeira de Santa Catarina;- Federação Alagoana de Capoeira;- Liga Regional de Rondonóplois - MT . Ambas terão direito de voto em nossa assembléia geral. A todas os nossos agradecimentos pela confiança que nos foi depositada. Nos colocamos ao inteiro dispor naquilo que pudermos servir. Também comunico que a Federação Riograndense de Capoeira não integra mais o quadro de entidades estaduais filiadas na FICA. O motivo de tal desfiliação se deu em função da referida entidade ter inventado um novo regulamento de competições. Como é do conhecimento de todos, o que mantém a integradas das entidades desportivas é a vinculação de natureza técnica e desportiva, deste modo todas as Federações Nacionais, Estaduais e Ligas devem seguir o mesmo regulamento competitivo, a exemplo do que ocorre no Futebol, Basquetebol, Judo e outras modalidades esportivas organizadas. O que seria do Futebol se cada país, cada estado, cada cidade, cada clube tivesse um regulamento diferente? Simplesmente o Futebol não existiria enquanto prática desportiva. Deste modo a preservação do Código Desportivo é a mais importante missão de cada presidente. É ele que nos fortalece e nos dá uma identidade coletiva. Neste sentido, lamentavelmente, se tornou incompativel a permanância da Federação Riograndense de Capoeira, a qual, pelos mesmos motivos, também não poderá integrar a formação de uma nova Confederação caso isto venha a ocorrer. Todos sabem que eu sempre fui alvo de muitíssimas críticas na nos grupos da internet. A pedido de membros do sistema desportivo não tenho respondido a nenhuma delas. De minha parte também não dou a menor importância às mesmas, pois o que me interessam são somente as críticas das entidades filiadas. Aqueles que me criticam na internet não fizeram 1% do que eu fiz pela Capoeira. Portanto, que gastem seus dedos nos teclados, pois agi segundo princípios de gestão, que necessáriamente não se alinham com os de simpatia. Desde 1989 ocupo funções de gestor da Capoeira em diversas instâncias: Liga Guarulhense de Capoeira, Departamento Nacional de Capoeira da Confederação Brasileira de Pugilismo, Confederação Brasileira de Capoeira e agora na Federação Internacional de Capoeira. No exercício das funções que exerci procurei ser digno dos mandatos para os quais fui eleito: ou seja, ser gestor. E para isto procurei honrar a missão que me foi atribuida. Assim, entendo que não fui eleito para ser assistente social, político, conselheiro ou mediador. Fui eleito para ocupar um espaço de gestão, e isto foi feito, para alegria de uns e desespero de outros que enriquecem com a desorganização da Capoeira ou sobrevivem financeiramente da inocência de muitos capoeiristas. Neste percurso sempre tive como referencias os ideais o espírito olímpico pois entendi que por meio deste seria possível a construção de uma moral social e de uma ética social imprescindíveis ao universo da Capoeira, uma vez que o lugar comum em nossa modalidade é o individualismo. Aqueles que me criticam nos grupos da internet jamais participaram comigo de um debate público. Fogem de mim como o diabo foge da cruz e os poucos que realmente tiveram a coragem moral de participar de um confronto pessoal, foram vencidos pelo debate das idéias, pois contra fatos não existem argumentos. Também combati: estelionatários, prevaricadores, quadrilheiros, falsários, politiqueiros, desviadores de verbas públicas, traficantes, e outros usurpadores que se utilizam da Capoeira para seus crimes e interesses pessoais em prejuízo dos interesses coletivos dos capoeiristas. E sou muito feliz por isto. Fiz todas as minhas prestações de contas. Todas aprovadas em assembléias e por contadores inscritos no Conselho Regional de Contabilidade. Não devo absolutamente nada, e ao contrário, deixo os meus créditos nas entidades por onde passei. Fiz gestões limpas, transparentes e idôneas. E tenho orgulho disto. Aproveito o ensejo para comunicar a todas as Federações e Ligas que não existe nenhum candidato para exercer a função de Presidente da FICA. Não há nenhuma indicação e também não há ninguém que até agora tenha se apresentado como candidato. Também confirmo que a escolha da Espanha como local da assembléia se deu em função de que lá também temos uma sede, assim como na Suíça, e a Cidade de Oviedo se tornou o ponto de central por ser mais econômico para o encontro dos presidentes. Será de extrema importância que em conjunto as Federações Estaduais e Ligas (filiadas) encaminhem suas participações para cada item da Assembléia em um único documento, inclusive para a indicação de um novo presidente para a FICA, pois entendo que estando à frente deste processo organizacional desde 1992, portanto, já há quase 17 anos é preciso que eu seja substituído.
O perfil desejável para o novo presidente é de alguem que:
1- tenha conversação em inglês,
2- conheça a organização desportiva internacional,
3- seja capoeirista ou conheça a Capoeira,
4- preserve o Código Desportivo Internacional de Capoeira,
5- não se deixe abalar pelas críticas,
6- pense no interesse coletivo e não no individual.
Até o presente momento terão direito de voto os seguintes países: Suíça, Espanha, Itália, Portugal, Azerbaijão, Estônia e o Brasil (SC, PR, SP, RJ, GO, BA, PA, MT, AL). Outros países e estados precisarão ainda sanar suas pendências financeiras e documentais conforme requer o Estatuto Social da FICA. E para isto terão mais 29 dias. Estarei ao inteiro dispor para quaisquer outros esclarecimentos que se fizerem necessários. Por fim, agradeço aos fiéis amigos que estiveram comigo nesta lenta e dolorosa caminhada. A todos procurei ser o mais digno possível e, portanto, merecedor de suas confianças. Obrigado por tudo! Com meus respeitos a todos,
Sergio Vieira
Federação Internacional de Capoeira - FICA
jueves, 5 de noviembre de 2009
Información Ciudad de Oviedo
Asamblea FICA 5/12/2009 - Oviedo-Españahttp://sala-prensa-internacional-fica.blogspot.com/2009/11/edital-de-convocacao.html
lunes, 2 de noviembre de 2009
aprendia-se “de oitiva”,
PARA ALÉM DAS METODOLOGIAS PRESCRITIVAS NA
EDUCAÇÃO FÍSICA: A POSSIBILIDADE DA CAPOEIRA
COMO COMPLEXO TEMÁTICO NO CURRÍCULO DE
FORMAÇÃO PROFISSIONAL
JOSÉ LUIZ CIRQUEIRA FALCÃO*
RESUMO
Este artigo tem por objetivo criticar o caráter alienador das denominadas “metodologias prescritivas” no campo da Educação Física brasileira e apresenta, como referência e contraponto, aspectos do desenvolvimento da capoeira e a possibilidade de trato com esse conhecimento a partir da noção de complexo temático.
..............
AS PROPOSTAS METODOLÓGICAS PARA
O ENSINO DA CAPOEIRA
No final do século XIX, começaram a aparecer as primeiras propostas metodológicas para o ensino da capoeira. Antes, aprendia-se “de oitiva”, como dizia Mestre Bimba. Ou seja, os capoeiras encontravamse e jogavam capoeira sem a preocupação de ensinar ou aprender, embora aprendiam e ensinavam, educavam e educavam-se, mas de forma assistemática, não intencional.
http://www.revistas.ufg.br/index.php/fef/article/viewFile/93/88
EDUCAÇÃO FÍSICA: A POSSIBILIDADE DA CAPOEIRA
COMO COMPLEXO TEMÁTICO NO CURRÍCULO DE
FORMAÇÃO PROFISSIONAL
JOSÉ LUIZ CIRQUEIRA FALCÃO*
RESUMO
Este artigo tem por objetivo criticar o caráter alienador das denominadas “metodologias prescritivas” no campo da Educação Física brasileira e apresenta, como referência e contraponto, aspectos do desenvolvimento da capoeira e a possibilidade de trato com esse conhecimento a partir da noção de complexo temático.
..............
AS PROPOSTAS METODOLÓGICAS PARA
O ENSINO DA CAPOEIRA
No final do século XIX, começaram a aparecer as primeiras propostas metodológicas para o ensino da capoeira. Antes, aprendia-se “de oitiva”, como dizia Mestre Bimba. Ou seja, os capoeiras encontravamse e jogavam capoeira sem a preocupação de ensinar ou aprender, embora aprendiam e ensinavam, educavam e educavam-se, mas de forma assistemática, não intencional.
http://www.revistas.ufg.br/index.php/fef/article/viewFile/93/88
Discusión Asamblea FICA 5/12/2009 - oVIEDO - eSPAÑA
Comentario de Sergio Vieira.Pte de FICA ( 2/11/2009)
A proposta de votação do fim das graduações de alunos e de docentes, se aplicará apenas para fins desportivos. Sendo assim as mesmas continuarão normais dentro de cada grupo ou academia. Deste modo cada grupo será responsável pela sua graduação. E se isto der certo, não haverá mais barreiras de adesão de pessoas no sistema desportivo em função dos diferentes grupos a que pertençam. Ou seja, as graduações não serão mais barreiras impeditivas de filiações. Com isto democratizaremos o acesso a todos no sistema desportivo. No caso da FICA e de seus filiadas, não existe diferença para quem é ou não mestre ou instrutor, pois em nossas práticas estas não são situações relevantes, mas sim a diferenciação de quem é atleta de quem é técnico desportivo. Sei que se trata de um tema polêmico. Na hora da votação será tranquilo: apresenta-se o problema e se dá um tempo para a defesa dos prós e dos contras. Ao final se coloca em votação e o resultado é o que valerá. Um ponto importante de reflexão deste a ssunto é a banalização que os capoeiristas fizeram da função de "mestre". Esta titulação não tem mais nenhum valor, pois se estabeleceu um comércio ilegal na distribuição de diplomas de mestres. Muitos também obtiveram tais titulos por bajulações, trocas de favores, relações afetivas, por fazerem trabalhos virtuais, para ampliar os integrantes de um grupo, por realizarem trabalhos voluntários e beneméritos, etc. Raros são aqueles que possuem competências de jogo, ensino e conhecimentos sobre a Capoeira. Neste situação não faz mais sentido controlar tais graduações. Aqui no Brasil basta uma pessoa encaminhar um formulário para o Ministério da Cultura se apresentando como "mestre" que será reconhecido como tal. Ou seja, há uma completa banalização do título de "Mestre de Capoeira". É triste, mas é a realidade.
A proposta de votação do fim das graduações de alunos e de docentes, se aplicará apenas para fins desportivos. Sendo assim as mesmas continuarão normais dentro de cada grupo ou academia. Deste modo cada grupo será responsável pela sua graduação. E se isto der certo, não haverá mais barreiras de adesão de pessoas no sistema desportivo em função dos diferentes grupos a que pertençam. Ou seja, as graduações não serão mais barreiras impeditivas de filiações. Com isto democratizaremos o acesso a todos no sistema desportivo. No caso da FICA e de seus filiadas, não existe diferença para quem é ou não mestre ou instrutor, pois em nossas práticas estas não são situações relevantes, mas sim a diferenciação de quem é atleta de quem é técnico desportivo. Sei que se trata de um tema polêmico. Na hora da votação será tranquilo: apresenta-se o problema e se dá um tempo para a defesa dos prós e dos contras. Ao final se coloca em votação e o resultado é o que valerá. Um ponto importante de reflexão deste a ssunto é a banalização que os capoeiristas fizeram da função de "mestre". Esta titulação não tem mais nenhum valor, pois se estabeleceu um comércio ilegal na distribuição de diplomas de mestres. Muitos também obtiveram tais titulos por bajulações, trocas de favores, relações afetivas, por fazerem trabalhos virtuais, para ampliar os integrantes de um grupo, por realizarem trabalhos voluntários e beneméritos, etc. Raros são aqueles que possuem competências de jogo, ensino e conhecimentos sobre a Capoeira. Neste situação não faz mais sentido controlar tais graduações. Aqui no Brasil basta uma pessoa encaminhar um formulário para o Ministério da Cultura se apresentando como "mestre" que será reconhecido como tal. Ou seja, há uma completa banalização do título de "Mestre de Capoeira". É triste, mas é a realidade.
domingo, 1 de noviembre de 2009
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE CAPOEIRA
Entidade Mundial de Direção, Administração e Regulamentação Desportiva
Fundada da em 06 de junho de 1999 Filiada à União Mundial de Artes Marciais C.N.P.J. 03.680.332/0001-52 Av. Manoel Gomes Latorre 2320 - Portaria1 - 27 - Atibaia - SP - Brasil - CEP 12952-200 - Fone/Fax 0055.11.2442-7668
INTERNATIONAL FEDERATION OF CAPOEIRA - FICA
www.capoeira-fica.org capoeira.fica@gmail.com
- EDITAL DE CONVOCAÇÃO -
O Presidente da Federação Internacional de Capoeira – FICA, no uso de suas atribuições estatutárias, vem pelo presente convocar a todos os representantes de Entidades Nacionais de Administração do Desporto devidamente filiadas na entidade, a comparecerem em Assembléia Geral Ordinária a ser realizada no dia 05 de dezembro de 2009, na Sala de Reuniões da Parroquia de San Javier, sito à La tenderina s/n – Oviedo, Astúrias, Espanha. A primeira chamada ocorrerá no horário das 15:30 h e a segunda chamada se dará, na forma estatutária, trinta minutos após. Somente haverá um único voto igualitário por país representado. Federações Estaduais de um mesmo país poderão se fazer representar desde que não exista Entidade Nacional filiada e que ambas apresentem uma única proposta nacional para as temáticas a serem discutidas, situações estas que também se aplicarão aos Delegados Nacionais. Serão estabelecidas as seguintes Ordens do Dia:
1- Prestação de contas do período fevereiro de 2008 a dezembro de 2009;
2- Apresentação do protocolo do pedido de vinculação da FICA ao Comitê Olímpico Internacional;
3- Eleição de Presidente, Vice-Presidente Geral, Vice-Presidente Administrativo e Financeiro, Vice-Presidente Técnico, Vice-Presidente Cultural, 3 Conselheiros Fiscais
e 2 Suplentes de Conselho Fiscal;
4- Transferência da sede da FICA para o local de residência do Presidente eleito;
5- Universalização do Código Desportivo Internacional de Capoeira: abolição das graduações de alunos e de docentes (formados, instrutores, mestres, etc) e adoção somente dos graus de atletas, técnicos desportivos nacionais e de técnicos desportivos internacionais;
6- Revisão dos critérios de formação de técnicos e de árbitros;
7- Adequações estatutárias para o atendimento de requisitos do Comitê Olímpico
Internacional;
8- Estabelecimento do calendário de atividades de 2010 a 2014;
9- Estabelecimento de rotinas administrativas e financeiras;
10- Estabelecimento de diretrizes estratégicas da nova gestão;
11- Contratação de empresa internacional de marketing esportivo;
12- Definição sobre a forma de implantação da Capoeira Contemporânea nas Competições Oficiais de Capoeira Angola e de Capoeira Regional. Somente terão direito de voto as entidades que estiverem em situação documental e financeira devidamente regulares na Federação Internacional de Capoeira. Será admitida a participação de representantes com procurações registradas em notários
(cartórios).
Atibaia, SP, Brasil, 22 de outubro de 2009.
Prof. Pós-Ph.D. Sergio Luiz de Souza Vieira
Antropólogo, Prof. de Educação Física e Mestre de Capoeira
Presidente
http://mail.google.com/mail/?attid=0.1&th=124b1da261a8b80d&disp=vah&view=att&safe=on
Entidade Mundial de Direção, Administração e Regulamentação Desportiva
Fundada da em 06 de junho de 1999 Filiada à União Mundial de Artes Marciais C.N.P.J. 03.680.332/0001-52 Av. Manoel Gomes Latorre 2320 - Portaria1 - 27 - Atibaia - SP - Brasil - CEP 12952-200 - Fone/Fax 0055.11.2442-7668
INTERNATIONAL FEDERATION OF CAPOEIRA - FICA
www.capoeira-fica.org capoeira.fica@gmail.com
- EDITAL DE CONVOCAÇÃO -
O Presidente da Federação Internacional de Capoeira – FICA, no uso de suas atribuições estatutárias, vem pelo presente convocar a todos os representantes de Entidades Nacionais de Administração do Desporto devidamente filiadas na entidade, a comparecerem em Assembléia Geral Ordinária a ser realizada no dia 05 de dezembro de 2009, na Sala de Reuniões da Parroquia de San Javier, sito à La tenderina s/n – Oviedo, Astúrias, Espanha. A primeira chamada ocorrerá no horário das 15:30 h e a segunda chamada se dará, na forma estatutária, trinta minutos após. Somente haverá um único voto igualitário por país representado. Federações Estaduais de um mesmo país poderão se fazer representar desde que não exista Entidade Nacional filiada e que ambas apresentem uma única proposta nacional para as temáticas a serem discutidas, situações estas que também se aplicarão aos Delegados Nacionais. Serão estabelecidas as seguintes Ordens do Dia:
1- Prestação de contas do período fevereiro de 2008 a dezembro de 2009;
2- Apresentação do protocolo do pedido de vinculação da FICA ao Comitê Olímpico Internacional;
3- Eleição de Presidente, Vice-Presidente Geral, Vice-Presidente Administrativo e Financeiro, Vice-Presidente Técnico, Vice-Presidente Cultural, 3 Conselheiros Fiscais
e 2 Suplentes de Conselho Fiscal;
4- Transferência da sede da FICA para o local de residência do Presidente eleito;
5- Universalização do Código Desportivo Internacional de Capoeira: abolição das graduações de alunos e de docentes (formados, instrutores, mestres, etc) e adoção somente dos graus de atletas, técnicos desportivos nacionais e de técnicos desportivos internacionais;
6- Revisão dos critérios de formação de técnicos e de árbitros;
7- Adequações estatutárias para o atendimento de requisitos do Comitê Olímpico
Internacional;
8- Estabelecimento do calendário de atividades de 2010 a 2014;
9- Estabelecimento de rotinas administrativas e financeiras;
10- Estabelecimento de diretrizes estratégicas da nova gestão;
11- Contratação de empresa internacional de marketing esportivo;
12- Definição sobre a forma de implantação da Capoeira Contemporânea nas Competições Oficiais de Capoeira Angola e de Capoeira Regional. Somente terão direito de voto as entidades que estiverem em situação documental e financeira devidamente regulares na Federação Internacional de Capoeira. Será admitida a participação de representantes com procurações registradas em notários
(cartórios).
Atibaia, SP, Brasil, 22 de outubro de 2009.
Prof. Pós-Ph.D. Sergio Luiz de Souza Vieira
Antropólogo, Prof. de Educação Física e Mestre de Capoeira
Presidente
http://mail.google.com/mail/?attid=0.1&th=124b1da261a8b80d&disp=vah&view=att&safe=on
miércoles, 21 de octubre de 2009
Libro de Capoeira - Movimientos

Capoeira 100: An Illustrated Guide to the Essential Movements and Techniques - Página xxiide Gerard Taylor, Anders Kjaergaard - 2007 - 302 páginas
Why Capoeira 100? A famous capoeira master named Vicente Ferreira Pastinha once said, "For every strike which is launched there are two defenses already ...
martes, 20 de octubre de 2009
Ritual y control de la violencia " no jogo de angola"

Músicas africanas e indígenas no Brasil - Página 242de Rosângela Pereira de Tugny, Ruben Caixeta de Queiroz - 2006 - 359 páginas
Os instrumentos que podem solar na capoeira angola são só os berimbaus. Mesmo assim, o berimbau de som grave é que conduz todo o ritual. ...
Racismo?,Paradigmas? ........ó percepciones diferentes de la realidad social ?
Nota del pesquisador: En este artículo observamos la Cultura Deportiva de origen Europeo en contraposición a la Cultura del Folklore Africano.Hoy por hoy,la única Capoeira púramente brasileña es el "Jogo da Capoeira Desportiva",recononocida como Patrimonio Cultural Inmaterial de pueblo brasileño el 15/07/2008,Capoeira que aglutina todos los legados históricos, africanos,européos,indígenas y asiáticos:

Futebol, carnaval e capoeira: entre as gingas do corpo brasileiro - Página 33de Heloisa Turini Bruhns - 2000 - 158 páginas
O primeiro volume consta de duas partes: "Capoeira /Cultura" e "Capoeira /Esporte". Na apresentação da primeira, aparecem quatro capoeiristas negros eo .

Futebol, carnaval e capoeira: entre as gingas do corpo brasileiro - Página 33de Heloisa Turini Bruhns - 2000 - 158 páginas
O primeiro volume consta de duas partes: "Capoeira /Cultura" e "Capoeira /Esporte". Na apresentação da primeira, aparecem quatro capoeiristas negros eo .
lunes, 19 de octubre de 2009
Educaçao Intercultural
Procura os documentos no lik:http://www.mover.ufsc.br/publicacoes.php?text=capoeira&action=find
MARCON, T. (org) - (2003)
Dossiê Educação Intercultural
AZIBEIRO, N.E. - (2003)
A Educação Intercultural e a Possibilidade da Desconstrução da Subalternidade
FIGUEIREDO, Clara de Freitas; FLEURI, Reinaldo Matias; RODRIGUES, Thaís Fernandes Castro - (2006)
Entre-vistas Capoeiranas: Questões Emergentes da Prática Cotidiana na Capoeira
GIWA, G. T.; FLEURI, R.M. - (2005)
Educação Intercultural: Elaboração de Subsídios Didático-Pedagógicos para a Educação Intercultural
FIGUEIREDO, Clara de Freitas; FLEURI,Reinaldo Matias - (2006)
Análise das produções teórico-metodológicas do PERI-Capoeira.
FLEURI, R.M. - (1996)
Um percurso de cooperação educativa intercultural: pontos e encontros
FLEURI, R.M. - (1996)
Un percorso di cooperazione educativa interculturale: appunti e appuntamenti
AZIBEIRO, N.E. - (2001)
Movimentos Sociais, Paradigma da Complexidade e Intercultura
Página: 0 1 2
jueves, 15 de octubre de 2009
Batuque e Capoeiragem -1930

Nem Do Morro Nem Da Cidade - - Página 98de José Adriano Fenerick - 2005 - 281 páginas
... porque você tem que dar o nome do que tira o outro: "tronco", "banda", "facão", "encruzilhada", "sentado", "em pé" etc. ...
Mestre Narsama

A 84 ans, toujours vert, Maxime Narsama ne refuse pas un petit « galo » contre les plus jeunes. (Photo Emmanuel Grondin)
07/06/09 - 09h27 - Stéphane FONTAINE
SAINTE-MARIE - LES MARMAILLES REDÉCOUVRENT LA DISCIPLINE
Souvenirs de moringueur
Maxime Narsama, 84 ans, a pratiqué le moringue dans sa jeunesse. Une danse-combat, aux formes et aux rituels différents de ceux d’aujourd’hui, qu’il aime à raconter aux marmailles qui viennent à sa rencontre.
SAINTE-MARIE - LES MARMAILLES REDÉCOUVRENT LA DISCIPLINE
Souvenirs de moringueur
Maxime Narsama, 84 ans, a pratiqué le moringue dans sa jeunesse. Une danse-combat, aux formes et aux rituels différents de ceux d’aujourd’hui, qu’il aime à raconter aux marmailles qui viennent à sa rencontre.
Temple du moringue.
martes, 13 de octubre de 2009
La realidad social del Brasileño profesor de Capoeira en el exterior
Fluxos e refluxos da capoeira: Brasil e Portugal gingando na roda
José Luiz Cirqueira Falcão
A capoeira cresceu, ganhou força e girou nesse mundo, mas me
chamam de moleque e ainda me tratam como um vagabundo...
MESTRE TONI VARGAS
.........Um fato que despertou curiosidade durante a realização do referido estágio foi a constatação da presença em Portugal de vários mestres «representativos» dos grandes grupos com sede no Brasil, ministrando oficinas,palestras, workshops, etc. Esse deslocamento espacial, muito comum entre os professores de capoeira, é visto como «fonte de prestígio» (Vassalo, 2003) e alça os que conseguem realizar viagens ao exterior, à condição de legítimos mediadores entre a «verdadeira tradição» da capoeira e a modernidade. Freqüentemente, são recebidos com muita dose de veneração e nostalgia.
Entretanto, a maciça presença de mestres «considerados» do Brasil para ministrarem workshops e palestras, apesar de servir como «chamariz» para novos adeptos, não contribui muito para mudar a realidade daqueles que já lá se encontram tentando se firmar em empregos reconhecidamente instáveis.
Os gastos são enormes e apenas os grupos mais estruturados conseguem receber, em condições razoáveis, os seus líderes brasileiros e aproveitar os dividendos que suas presenças proporcionam. As dificuldades para encontrar emprego com estabilidade garantida por benefícios assistenciais fazem com que os professores de capoeira em Portugal, rotulados pela, nem sempre confortável, condição de imigrante, se «desenrasquem», recorrendo a expedientes e trabalhos precários, e terminem por arranjar dinheiro nos limites do legal e do ilegal, do legítimo e do ilegítimo, do formal e do informal, e, com isso, vão construindo trajetórias não lineares e imprevisíveis em busca de ascensão e prestígio social. Misturando sonhos e desejos com inquietações e temores, estes professores vêm tecendo novos horizontes para o campo conhecido como educação não formal, que está ganhando espaço na sociedade em geral, principalmente
em relação às camadas sociais com menor poder aquisitivo.
http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/aso/n174/n174a05.pdf
José Luiz Cirqueira Falcão
A capoeira cresceu, ganhou força e girou nesse mundo, mas me
chamam de moleque e ainda me tratam como um vagabundo...
MESTRE TONI VARGAS
.........Um fato que despertou curiosidade durante a realização do referido estágio foi a constatação da presença em Portugal de vários mestres «representativos» dos grandes grupos com sede no Brasil, ministrando oficinas,palestras, workshops, etc. Esse deslocamento espacial, muito comum entre os professores de capoeira, é visto como «fonte de prestígio» (Vassalo, 2003) e alça os que conseguem realizar viagens ao exterior, à condição de legítimos mediadores entre a «verdadeira tradição» da capoeira e a modernidade. Freqüentemente, são recebidos com muita dose de veneração e nostalgia.
Entretanto, a maciça presença de mestres «considerados» do Brasil para ministrarem workshops e palestras, apesar de servir como «chamariz» para novos adeptos, não contribui muito para mudar a realidade daqueles que já lá se encontram tentando se firmar em empregos reconhecidamente instáveis.
Os gastos são enormes e apenas os grupos mais estruturados conseguem receber, em condições razoáveis, os seus líderes brasileiros e aproveitar os dividendos que suas presenças proporcionam. As dificuldades para encontrar emprego com estabilidade garantida por benefícios assistenciais fazem com que os professores de capoeira em Portugal, rotulados pela, nem sempre confortável, condição de imigrante, se «desenrasquem», recorrendo a expedientes e trabalhos precários, e terminem por arranjar dinheiro nos limites do legal e do ilegal, do legítimo e do ilegítimo, do formal e do informal, e, com isso, vão construindo trajetórias não lineares e imprevisíveis em busca de ascensão e prestígio social. Misturando sonhos e desejos com inquietações e temores, estes professores vêm tecendo novos horizontes para o campo conhecido como educação não formal, que está ganhando espaço na sociedade em geral, principalmente
em relação às camadas sociais com menor poder aquisitivo.
http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/aso/n174/n174a05.pdf
Vocabulário da Gíria

(Foto)PLÁCIDO DE ABREU - Legado Histórico de Movimientos de Capoeira
Chifrada ,Rabo de Arraia ,Pantana , Negaça, Banho de Fumaça ,Pancada de Cotovelo ,Ponta-pé
Um Titã da Capoeiragem –Plácido de Abreu
Por Jair Moura
Chifrada ,Rabo de Arraia ,Pantana , Negaça, Banho de Fumaça ,Pancada de Cotovelo ,Ponta-pé
Um Titã da Capoeiragem –Plácido de Abreu
Por Jair Moura
...No preâmbulo de Os Capoeiras, Plácido de Abreu transcreve um vocabulário da gíria vigorante no seu tempo, que reputo de essencial importância para os capoeiras da atualidade e os pesquisadores que têm abordado esta temática:
“Cambar, passar de um partido para outro.
Arriar, deixar de jogar capoeiragem.
Distorcer, disfarçar ou retirar por qualquer motivo.
Tapear, enganar o adversário.
Tungar e balear, ferir o inimigo.
Trastejar, dar um golpe falso.
Alfinete, biriba, biscate e furão, estoque ou faca.
Sardinha, navalha. Caçador, tombo que o capoeira dá, arrastando-se no chão sobre as mãos e o pé esquerdo e estendendo a perna direita de encontro aos pés do adversário.
Rabo de arraia, volta sobre o corpo, rodando uma das pernas de encontro ao inimigo.
Moquete, marretada, soco.
Banho de fumaça, tombo.
Alto da sinagoga, rosto.
Grampear, pegar à unha o adversário.
Passo de constrangimento, vacilação do inimigo quando leva um tombo ou é vencido; ato de retirar-se cabisbaixo.
Passo de siricopé, pulo que dá o capoeira depois que faz negaça, para ferir.
Pegada, encontro de dois partidos inimigos.
Marcha, procura de adversário.
Vou ver-te cabra, ameaça para brigar.
Carrapeta, pequeno esperto e audacioso que brama desafiando os inimigos.
Bramar, gritar o nome da província ou casa a que pertence o capoeira.
Senhora da cadeira, Santana.
Velho carpinteiro, S. José.
Velho cansado, S. Francisco.
Senhora da palma, Santa Rita.
Espada, Senhora da Lapa.
Sarandaje, pequenos capoeiras, miuçalha.
Endireitar, enfrentar com o inimigo.
Mole, covarde.
Leva, leva, grito de vitória, perseguição ao inimigo.
Baiana, joelhada que se dá depois de se haver saracoteado para tapear o inimigo.
Chifrada, cabeçada.
Encher, dar bordoada.
Bracear, dar pancada com os braços.
Melado, sangue.
Firma, não foge.
Caveira no espelho, cabeçada na cara.
Porre, pifão, bebedeira.
Topete a cheirar, cabeçada.
Não venha, que sais do passinho mole, sê prudente, porque levas um tombo.
Lamparina, bofetada.
Pantana, volta sobre o corpo aplicando os pés contra o peito do adversário.
Branquinha, aguardente.
Está pronto, está ferido.
Foi baleado, foi ferido.
Quero estia, quero tasca, senão bramo, quero parte disto ou daquilo, roubado, senão denuncio. Deixa de saliências, não contes patranhas. Rujão, batalhão ou sociedade.
Roda, vamos embora.
Desgalhar, fugir da polícia.
Jangada, xadrez de polícia.
Palácio de cristal, detenção.
Chácara, casa de correção.
Fortaleza, capela, taverna.
Piaba, sem valor.
Dar sorte, (diversas aplicações) cair em ridículo ou cousa bem desempenhada.
É direito, é destemido.”
domingo, 4 de octubre de 2009
"chegança", danza dramática

- 1745 - MAIO - D.JOÃO V proíbe as danças chamadas "cheganças", comuns nas "umbigadas" no final dos batuques, costumes transmitidos de ANGOLA para o BRASIL. Tanto o batuque como o "Fado" tiveram no "Lundu" uma forma de transição comum.
A Chegança em Portugal
Chegança, como elemento coreográfico, era uma dança de par solto, popularíssima durante o reinado de Dom João V de Portugal e por ele proibida em maio de 1745.3 "Já não se dançam cheganças / Que não quer o nosso rei". Chamamos chegança no Brasil a um auto popular, de assunto guerreiro, luta entre uma nau cristã assaltada pelos mouros que são vencidos e batizados.
http://www.aldeiamaracu.org.br/cheganca.pdf
A Chegança em Portugal
Chegança, como elemento coreográfico, era uma dança de par solto, popularíssima durante o reinado de Dom João V de Portugal e por ele proibida em maio de 1745.3 "Já não se dançam cheganças / Que não quer o nosso rei". Chamamos chegança no Brasil a um auto popular, de assunto guerreiro, luta entre uma nau cristã assaltada pelos mouros que são vencidos e batizados.
http://www.aldeiamaracu.org.br/cheganca.pdf
Lucha Sakalava
FOTO:Ringa Malgache ,año 1900

Lucha sakavala
El moraingy o lucha sakalava, es un tipo de lucha tradicional del pueblo sakalava que puebla la parte oeste de Madagascar.
Tradición [editar]
Se trata de una lucha entre miembros de aldeas vecinas. Después de acabada la cosecha, en los meses de junio y julio, los jóvenes de diferentes pueblos se juntan los fines de semana para practicar este tipo de deporte. En realidad, el moraingy tiene más un carácter festivo que de verdadera competición.
El combate [editar]
Antes del combate, hay un periodo de observación en el que los hombres dan vueltas alrededor del círculo formado en el centro de la plaza mientras se baten los tambores con un ritmo rápido y violento. El primer combate comienza cuando un miembro de un grupo llama a uno de sus adversarios. Si éste acepta el combate, entran los dos en el círculo, vestidos con un solo lamba (paño) y comienza la lucha. Si la persona rehúsa el combate, otro miembro de su grupo está obligado a aceptarlo. En la lucha se utilizan pies y manos para conseguir derribar al contrario y es un alarde de agilidad y de técnicas específicas. Generalmente, no hay vencedores ni vencidos. Un árbitro es el responsable de parar la lucha si ésta comienza a ser excesivamente violenta. Sin embargo, uno de los contrincantes suele ser considerado como el vencedor, recibiendo la admiración de las jóvenes solteras presentes, en tanto que el vencido se prepara para una próxima revancha.
El moraingy o lucha sakalava, es un tipo de lucha tradicional del pueblo sakalava que puebla la parte oeste de Madagascar.
Tradición [editar]
Se trata de una lucha entre miembros de aldeas vecinas. Después de acabada la cosecha, en los meses de junio y julio, los jóvenes de diferentes pueblos se juntan los fines de semana para practicar este tipo de deporte. En realidad, el moraingy tiene más un carácter festivo que de verdadera competición.
El combate [editar]
Antes del combate, hay un periodo de observación en el que los hombres dan vueltas alrededor del círculo formado en el centro de la plaza mientras se baten los tambores con un ritmo rápido y violento. El primer combate comienza cuando un miembro de un grupo llama a uno de sus adversarios. Si éste acepta el combate, entran los dos en el círculo, vestidos con un solo lamba (paño) y comienza la lucha. Si la persona rehúsa el combate, otro miembro de su grupo está obligado a aceptarlo. En la lucha se utilizan pies y manos para conseguir derribar al contrario y es un alarde de agilidad y de técnicas específicas. Generalmente, no hay vencedores ni vencidos. Un árbitro es el responsable de parar la lucha si ésta comienza a ser excesivamente violenta. Sin embargo, uno de los contrincantes suele ser considerado como el vencedor, recibiendo la admiración de las jóvenes solteras presentes, en tanto que el vencido se prepara para una próxima revancha.
Los sakalava o sakalave son un pueblo establecido en la costa occidental de Madagascar (576.000 en 1989), que hablan una lengua malayopolinésica.
Historia [editar]
Historia [editar]
http://es.wikipedia.org/wiki/Lucha_sakavala
En el s.XVII, los sakalava crearon dos grandes reinos, menabe al oeste y boina al noroeste. Fueron, a continuación, suplantados por el reino merina. Estaban organizados según una rigurosa estratificación social (príncipes, parientes de reyes, señores, burgueses, esclavos de guerra y esclavos comprados) y un sistema de castas y de clases de edad. El sistema de parentesco admitía la filiación patrilineal de forma dominante.
Los sakalava hoy en día [editar]
Los sakalava viven, hoy día, de la pesca y ganadería (bueyes), así como de distintos cultivos de plantas comestibles. La religión tradicional consiste en la creencia en un dios creados y en el culto a los antepasados.
Obtenido de "http://es.wikipedia.org/wiki/Sakalava"
En el s.XVII, los sakalava crearon dos grandes reinos, menabe al oeste y boina al noroeste. Fueron, a continuación, suplantados por el reino merina. Estaban organizados según una rigurosa estratificación social (príncipes, parientes de reyes, señores, burgueses, esclavos de guerra y esclavos comprados) y un sistema de castas y de clases de edad. El sistema de parentesco admitía la filiación patrilineal de forma dominante.
Los sakalava hoy en día [editar]
Los sakalava viven, hoy día, de la pesca y ganadería (bueyes), así como de distintos cultivos de plantas comestibles. La religión tradicional consiste en la creencia en un dios creados y en el culto a los antepasados.
Obtenido de "http://es.wikipedia.org/wiki/Sakalava"
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