martes, 22 de septiembre de 2009

Takanakuy ,la Capoeira Indígena (Ni Chilena ni Peruana)



Videos: http://www.youtube.com/watch?v=mDmlT3g6URg&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=j0jpcCPwUyQ&feature=player_embedded#t=59






libro: Handbook of Latin American studies‎ - Página 122de Lawrence Boudon - 2006 - 838 páginas
Peleas rituales: la waylia takanakuy





NOTA: Un verso que de manera directa refleja el sentimiento indígena frente a la dominación y que se canta en el Takanakuy es el siguiente:
Original Castellano
Con el chileno o con el peruano
,estaré siempre enfrentándome,
para eso mi madre me trajo a este mundo
con pies y manos;
wayliya, waylihiya, wayliya



Web: http://www.servindi.org/actualidad/3111

viernes, 18 de septiembre de 2009

martes, 15 de septiembre de 2009

Rodolfo Konder


Rodolfo Konder

Nascimento: 05/04/1938, Natal

Profissão: Jornalista e escritorProjeto: Herzog Hoje


P - Você falou da sinuca no Posto 6. O que mais você conta do Rio daquela época, Konder?
R - Bom, quando nós fomos pra Ipanema, Ipanema era um bairro que estava... Nós morávamos primeiro em Copacabana, mas isso bem meninos ainda. Aí fomos pra Ipanema, a casa dos meus avós era na Teixeira de Melo. Ipanema era um bairro que tava começando a se desenvolver, mas não tinha prédios, só tinha casas. E algumas ruas ainda eram de terra, não estavam asfaltadas. Ipanema era um... Às vezes, nós íamos pra praia e a praia, Leblon, Ipanema e Arpoador, estava deserta. É uma coisa absolutamente inconcebível. Totalmente deserta, éramos só nós na praia. E um pouco mais adiante, ali naquela região da Farme de Amoedo, aquela área até mais adiante, tinha uma academia de capoeira, do Sinhôzinho, que tinha dois filhos fortíssimos, o Cirandinha e o Pedregulho. E eles dominavam o bairro. O bairro de Ipanema era dominado pelos capoeiristas do Sinhôzinho. Inclusive o Sinhôzinho, já aos oitenta e tantos anos, pra mostrar que ainda era vigoroso, um dia parou uma carroça – havia muitas carroças nas ruas de Ipanema – e pra mostrar que ainda estava vigoroso, deu um soco na cabeça e matou o cavalo com um soco na cabeça. E os dois filhos dele brigavam muito. O Cirandinha depois morreu, numa briga, num apartamento de Copacabana foi jogado de uma janela. Mas eram fortíssimos. E o Pedregulho... O Pedregulho tem até uma história engraçada. E eu os via, mas sempre que eu os via eu atravessava a rua, porque eu tinha medo deles. Daí o Pedregulho tomou uma bebedeira e foi ao barbeiro, ao salão do Kim que era capoeirista também e amigo dele. E disse: “Kim, raspa minha cabeça zero”. O Kim raspou. Primeiro, o Kim resistiu: “Pedregulho, eu não vou fazer isso, porque você está bêbado e amanhã você fica bom da bebedeira e vai me dar uma surra”. Ele disse: “Se não raspar vai levar surra agora”. Aí o Kim raspou e levou a surra no dia seguinte. Mas então o Pedregulho ia pra a Visconde Pirajá, que era toda de paralelepípedos e ficava, tirava uma mesa do bar que tinha na esquina da Visconde de Pirajá, botava no trilho do bonde, sentava, tirava a boina e ficava ali sentado pra ver se alguém tinha coragem de olhar pra ele. E ninguém olhava. E o motorneiro vinha com o bonde, parava e ficava esperando até ele ter a disposição de sair do trilho do bonde, porque o cara era um gigante forte, decidido. Então, isso era um pouco Ipanema.

Pedro da Silva Lemos


Pedro da Silva Lemos

Nascimento: 1922, Vitória da Conquista

Profissão: HistoriadorP

rojeto: Memórias dos Brasileiros Pedro da Silva Lemos nasceu em Vitória da Conquista, Bahia, no ano de 1922. Após terminar um curso de laticínios, decidiu sair de sua terra de origem para viver em outra cidade sertaneja: Joaíma, Minas Gerais. Uma das primeiras felicidades de Pedro Lemos nesta pequena cidade foi a união com Isabel, sua companheira até os dias de hoje. Além de comprar sozinho uma fábrica de manteiga, Pedro Lemos construiu carreira política embasada nos direitos sociais do povo do Vale do Jequitinhonha, chegando a ser o vice-prefeito da cidade. O carinho - e intensidade com que viveu na cidade que adotou como sua - incumbiu-o do papel de historiador de Joaíma.


.” Eu tinha comigo mais uns quatro companheiros comigo, eu falei com eles: “Vocês saem, porque eu não vou não.” A avó do meu amigo Marcio Canguçu, se é que eu posso chamá-lo de amigo, saiu fora e disse: “Oh, meu filho vai, faz de conta que eu sou sua mãe.” Falei: “Se minha mãe estivesse aqui Dona Alice, ela não deixaria eu ir de jeito nenhum. E eu não vou não.” Joguei as correspondências que eu tinha retirado do correio e ele veio com a polícia e aí nós tivemos uma luta e eu fui superior a todos eles, sabe? Eu lutava bem a capoeira, lutava box, eu tive uma..., freqüentei a academia de box e capoeira. Porque o baiano que não sabe lutar a capoeira, ele não é baiano.


Manoel Bispo dos Santos

Manoel Bispo dos Santos
Nascimento: 25/12/1937, Santo Amaro da Purificação
Profissão: Artista
Projeto: Memórias dos Brasileiros

P/1 – E lá podia jogar?R – Lá em Salvador já podia jogar! Já estava mais civilizado, não é?
P/1 – Mas porque a pessoa era presa quando jogava capoeira?R – Porque era proibido, Capoeira era de malandro. Quem jogava Capoeira era malandro. Não existia e a Capoeira era uma luta, chamava Batuque, era a Capoeira. Essa Capoeira veio da Angola e meu pai tomava conta de engenho porque lá era mais, a minha mãe era bem pretinha e o meu pai era bem claro, e meu pai tomava conta do engenho. Aí os negos iam para a Senzala. Em Santo Amaro tem 15 engenhos, fora os de Cachoeira que são mais 15, são 30 engenhos na região do Recôncavo Baiano. E é tanto como eu falei, que eu fiz essa música: “Não maltrata esse negro não, esse negro foi quem me cuidou, de calça lascada e camisa furada foi o meu professor! Não bate nesse negro não, não maltrate não, esse negro foi quem me ajudou, de calça lascada e camisa furada foi o meu professor!”. E Caiçara jogando, na verdade é isso aí. Aí meu irmão me levou para uma roda de Capoeira em Campo Grande, Salvador e aí Caiçara, um dos grandes mestres, Bimba Caiçara, aquela roda de Capoeira bonita, aí eu cheguei para jogar a minha malícia que eu aprendi a jogar com Besouro Preto, o mais valente do mundo, na época dele. Aí eu fui jogar essa Capoeira lá. Quando a roda formou, o Caiçara foi brincar comigo, brincar pensando que eu não sabia, pensando que eu sou cigarra que eu não canto e levo o dia, Sabiá do Mato Grosso também canta, passa longe do bico dele, vontade dele também consola. Aí então ele deu um vacilo e eu dei uma rasteira nele, aí ele caiu e a turma deu risada. Mas meu irmão era polícia e polícia nessa época era respeitado. Hoje em dia que não tem muito valor, que tem que sair desarmado porque se sair armado o ladrão mata, então quer dizer, é uma realidade, é um mundo assim que nós estamos. Ele me tapeou e me chamou para a roda de novo, aí quando eu fui me deu uma cabeçada desconcertante, mas não me deu de maldade, mas me tirou fora da roda e disse: “Roupa de homem na dá em menino.” E aí me abraçou e disse: “Você vai ser um grande mestre de capoeira!”, falou com perdão, e meu irmão, por sinal, faleceu agora, ele tinha 54 anos em São Paulo, onde eu tenho os meus afilhados lá em São Paulo, que é filho dele, mora na Vila Maria, tem outra menina que mora em Guarulhos, que eu batizei lá em São Paulo a época que eu estava lá. E eu me sinto muito orgulhoso de conhecer São Paulo, mas vamos voltar aos meus 15 anos, porque eu estava nos 15 anos. Quando eu fiz 18 anos e era 20, na realidade, eu fui para o exército. Essa história é muito engraçada! Aí eu fui para o exército só que o exército eu tirei grupo A porque eu era muito forte. Aí fui para o exército e do Exército, e no grupo A – apto a servir. Mas o exército não estava precisando e me mandou como voluntário para a base, aí prestei para a base aérea. Fiquei um tempo na base e na base me perguntaram: “Para onde você quer ir?” “Quero ir para São Paulo porque tenho um irmão lá!”, aí me botaram num avião de carga, Constellation e aí eu fui para São Paulo.


http://www.museudapessoa.net/MuseuVirtual/hmdepoente/depoimentoDepoente.do?action=ver&idDepoenteHome=9885&key=7823&indice=8267

lunes, 7 de septiembre de 2009

Lúdica e Movimento


Lúdica e Movimento
Por Leopoldo Gil Dulcio Vazem 06-09-2009, às 18h07.
1 comentário. Deixe o seu.
Postei no CEV Lusofonia - http://cev.org.br/comunidade/lusofonia/debate/capoeira/
Tenho escrito sobre Capoeira(gem). E de repente, me vejo na contingencia de escrever sobre a relação da capoeira(gem) e as ‘capoeiras’, melhor, sobre a lúdica e o movimento das populações trazidas para o que hoje chamamos de Brasil, dos diversos recantos do antigo império português - hoje, a comunidade lusófana.
Tem-se que a Capoeira é uma atividade física - vamos chama-la por hora assim - de criação nacional. Alguns Capoeiras buscam suas porigens na África, considerando srr esta a terra de origem dos escravos para cá trazidos, esquecendo-se de que, chamados de ‘negros’ estão para além dessa territoriedade - a Mãe-África!
Acompanhando as colocações do Mestre André Lacé Lopes - Quilombo do Leblon - e do Javier - FICA, e sua Sala de Pesquisa -, percebe-se que recebemos ‘negros’ não só da Mama-África, mas da Oceania e da Ásia - lembrando que Portugal foi o ‘primeiro império onde o sol nunca se punha’… depois, a Espanha, e depois a Inglaterra…
Além das características dee lúdica e movimento existentes na África, identificadas as semelhanças com os movimentos das capoeiras - Angola, Regional, e Contemporânea -, além daquilo que chamei de capoeiras primitivas - tiririca, batuque, pernanada(s), punga, carioca, etc. e mais recentemente, o ‘agarre marajoara’…
N´golo, savate, fado portugues, frevo, samba, semba, os movimentos encontrados nas reuniões, nas Antilhas…
Dá um bom caldo - traço de união? Portugal…
Talvez aceite o desavio do Javier (FICA - Espanha) de verificar essa relação… material, ele já me mandou… se o Mestre André (Republica Independente do Leblon) ajudar a deslindar essas influencias (mutuas…) já que foi o primeiro a chamar a atenção .