CAPOEIRA E EDUCAÇÃO FÍSICA –
UMA HISTÓRIA QUE DÁ JOGO...
PRIMEIROS APONTAMENTOS SOBRE
SUAS INTER-RELAÇÕES*
PAULA CRISTINA DA COSTA SILVA
Mestranda em Educação Física da Faculdade de Educação Física da Unicamp.
Bolsista da Capes. E-mail: letpau@yahoo.com.br
IV. OS EMBATES NA CONFIGURAÇÃO DA CAPOEIRA MODERNA E O PAPEL DA
EDUCAÇÃO FÍSICA NESTE UNIVERSO
É após o golpe militar, em 1964, que a capoeira vai se reorganizar e fortalecer-se ainda mais, adaptando-se ao novo momento histórico. Com a valorização do esporte como válvula de escape da repressão política, temos o enquadramento desta prática como um esporte de luta genuinamente brasileiro, passando a fazer parte da Confederação Brasileira de Pugilismo, ganhando, enfim... o status de esporte de competição. É neste triste período da história brasileira que a capoeira, uma manifestação popular de expressão de liberdade de criação, entra novamente na perspectiva de controle do Estado, mediante das organizações esportivas.
Após a década de 1970, os capoeiristas de forma geral passam a se organizar em grupos, cada qual difundindo suas propostas de trabalho, iniciando na década de 1980 uma luta pelo mercado consumidor de atividades físicas. É também nesta fase que a educação física – antes ligada às práticas corporais voltadas para o adestramento do corpo para a produção – passa a se voltar para as práticas corporais com vistas ao consumo de produtos e valorização do modelo corporal imposto pelo sistema vigente, surgindo com evidência os modelos de corpos mercador e mercadoria11. Com o nascimento dos grupos de capoeira, tendo cada qual sua linha, filosofia,
tradição herdada por determinado mestre etc., vemos aumentar a diversidade de sua prática, ao mesmo tempo em que as ligas, federações e a confederação vão lutar pela sua uniformização.
Na década de 1980, os ares da abertura democrática invadem o país, propiciando a reorganização de vários grupos sociais e entre eles aqueles ligados à conscientização negra que buscam a valorização das manifestações culturais de origem africana. A partir desse fato, a capoeira angola toma novo fôlego e volta como uma alternativa à capoeira regional, esta já bem influenciada pela capoeira esportivizada. Como conseqüência temos a concorrência, que sempre existiu entre
estas duas linhas, acirrando-se ainda mais pelo mercado consumidor. Anos mais tarde, vimos consolidado um sonho para os adeptos da capoeira – luta brasileira: em 1992, é fundada a Confederação Brasileira de Capoeira, sendo sua principal finalidade a exportação do esporte, para fazê-lo participar, num plano de médio a longo prazo, do calendário olímpico.
Em meio a todas essas movimentações no sentido de constituí-la em um esporte de competição, há grandes desencontros por parte dos órgãos legais (federações e confederação) e os grandes grupos de capoeira. Todas estas entidades lutam, de acordo com seus interesses, pela disputa da hegemonia – no sentido gramsciano do termo – dentro do universo capoeirístico no âmbito nacional e internacional, gerando conflitos de ordem organizacional entre os mestres de capoeira,
professores e praticantes.
http://www.rbceonline.org.br/revista/index.php/RBCE/article/view/328/287
viernes, 31 de julio de 2009
domingo, 26 de julio de 2009
Federaçao Suiça de Capoeira

Prezado amigos Sergio e Javier,É com muita felicidade que lhe comunico que apos grandes esforços e contatos com intituiçoes Suiças, é com grande satisfação que anuncio criação e registração na Suiça da Federação Suiça de Capoeira,fundada no dia 07.07.2009,por Simone Scardua e Matteo Beltrami,com o processo de identificação junto com a Federação Internacional de Capoeira. Com isso estamos prontos de començar aqui, e continuar o grande trabalho ja començado por voçes anos atras. Estamos a vossa disposição, um grande abraço
Simone Scardua.
viernes, 17 de julio de 2009
AGRADECIMENTOS FOTOS E RELEASE - II FÓRUM MUNDIAL DE CAPOEIRA
Prezados CompanheirosPresidentes de Federações Nacionais e Representantes de Países
Venho pelo presente encaminhar as fotos e o release do II Fórum Mundial de Capoeira, realizado na Cidade de Baku, Azerbaijão, e no qual conseguimos obter a participação de 19 paises, que assinaram um protocolo de unificação mundial da Capoeira com o objetivo de atender aos requisitos do Comitê Olímpico Internacional para a inserção da Capoeira por meio do reconhecimento da Federação Internacional de Capoeira.
No final deste mês encaminharemos nossas documentações ao COI. Se obtivermos sucesso as Federações Nacionais passarão a ter direito de voto nos Comitês Olímpicos de seus países, e assim, uma nova página na história da Capoeira teremos escrito, justificando assim os últimos dez anos de trabalhos árduos.
Agradeço pelo presente todo o apoio e confiança que recebemos aos longo deste processo, assim como a participação neste histórico encontro, que também definiu como Dia Mundial da Capoeira o dia 5 de julho.
A Carta de Baku, documento de finalização do II Fórum Mundial de Capoeira está sendo traduzida para vários idiomas e nos próximos dias será amplamente divulgada.
Solicitamos a divulgação desta mensagem a todos os seus filiados.
Estaremos ao inteiro dispor para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários.
Com meus respeitos e agradecimentos,
Prof. Sergio Luiz de Souza Vieira
Presidente da Federação Internacional de Capoeira
http://www.capoeira-fica.org/
2º Forum Mundial de Capoeira
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