martes, 26 de enero de 2010

Felippe Xavier da Rocha. – Fluminense, natural da cidade do Rio de Janeiro; filho de José Francisco da Rocha. De estatura regular, cheio de corpo, tez clara, cutis pilosa, rosto grande e comprido. Na sua mocidade trazia a barba toda rapada; usou-a depois toda crescida, se bem que correctamente aparada nas extremidades. Era dotado de grande talento e caracter folgazão, sem embrago de algumas excentricidades. Serviu em cargos de magistratura, a principio em Campinas e por fim em Piracicaba, onde tambem por longos annos advogou e exerceu os cargos de delegado de policia, vereador e presidente da camara municipal. Foi eleito deputado supplente á decima legislatura (1857-60) da Assembleia Geral, e nesse caracter foi chamado a tomar assento, por occasião da vaga aberta na representação do oitavo districto de S. Paulo, com a morte de Gabriel. Militou sempre nas fileiras do partido conservador. A auctoridade do dr. Felippe da Rocha como jurrisconsulto e provecto advogado era reconhecida em vasta zona desta provincia, de onde lhe vinham em profusão consultas de juizes e collegas sobre pontos difficeis do Direito. No exercicio da sua nobilissima profissão, adquiriu fortuna, da qual, porém, pessoalmente pouco aproveitou, por ser generoso e de mãos abertas. Não deixou familia, nem lhe foi de attractivos o lar domestico. Por morte de sua primeira mulher, casou-se em segundas núpcias, já com bastante edade. Com o genio brincalhão que sempre conservou, aprazia-se nas rodas dos rapazes, e isto lhe trouxe, de uma vez, o aborrecimento de hospedar-se na cadeia publica. Deu-se o desagradavel incidente por elle ter fortuitamente ferido a um dos companheiros de folguedo com um canivete que em má hora empunhára em acto de desafio á rapaziada que o cercava e á qual elle se comprazia em dar uma lição de capoeiragem. Foi ao jury, acompanhado por todos os collegas do foro, que assim quizeram dar-lhe uma prova de estima e prestar homenagem á justiça da causa. Foram seus advogados os drs. Estevam de Rezende (hoje Barão de Rezende), Prudente de Moraes e Moraes de Barros. Existe ainda em Piracicaba o prédio, de agradável apparencia, que o dr. Felippe da Rocha fez edificar para sua residencia. Demora no largo do Theatro, tem janellas ogivaes e toda a construcção é de tijolos. Esta ultima particularidade, que hoje constitue a regra geral, produziu sensação naquelle tempo. Ajuntava-se gente para observar como se levantavam paredes sem esteios ou pilares, nem mesmo nos ângulos. E, sobre se taes paredes cahiriam, ou não, faziam-se apostas. O dr. Felippe respondia a principio ás interpellações que sobre este e outros pontos lhe eram oppostas. Tantas, porém, foram as criticas, que elle por fim perdeu a paciência e mandou affixar sobre os andaimes vistoso letreiro com estes dizeres : <> Boa lição lição para os ociosos bisbilhoteiros, dados a intrometterem-se em coisas que não são da sua conta ! O dr. Felippe José da Rocha falleceu em Piracicaba em avançada edade, aos 3 de abril de 1887 (José Jacinto Ribeiro, na Chronologia Paulista, vol. I, pág. 385, diz – 1857. Deve ser erro typographico).

viernes, 22 de enero de 2010

danças guerreiras como as giratórias

foto: EDO STATE CULTURAL DANCE-EGBABONELIMWIN
ver video: http://www.youtube.com/watch?v=H1XBdf2IshY&feature=PlayList&p=9F1B94379861682A&index=4
OS CAPOEIRAS NA PROVÍNCIA DE SÃO PAULO: PRIMEIROS INDÍCIOS
Pedro F. A. da Cunha
Mestrado- História Social

Este campo de referências é ainda mais ampliado por Matthias Assunção no livro Capoeria: The History of an Afro-Brazilian Martial Art, que já insinua outros possíveis substratos da capoeira, localizando-os em diferentes pontos do território africano. O autor cita jogos de luta, como uma disputa de agarramento existente no Reino Edo, do sul da Nigéria, e um duelo com adaga relatado no século XVI, chamado "guibapida", entre os Wolof da Senegâmbia. Também lista algumas danças guerreiras como as giratórias, com uso de máscaras, dos yorubás Egungun. Ressalta ainda a tradição em Angola, no século XVII, do "sanguar", que consistia em apenas balançar-se de um lado para o outro com milhares de passos, para esquivar-se de flechas e lanças. E cita a Cufuinha, registrada no século XIX pelo expedicionário português Henrique de Carvalho na África Central, que se assemelhava a um falso combate com uso de facas, passos rápidos e contorções18.

lunes, 18 de enero de 2010

Cisnando o alumno de Bimba


José Sisnando Lima (vereador Feira de Santana1959 -1967) - Paixão pela agricultura ,Cearense natural da cidade de Crato, José Sisnando Lima formou-se pela Faculdade de Medicina de Salvador, tornando-se especialista em neuro-psiquiatria. Clinicou em Santa Bárbara, seguindo depois para o sul do Ceará e norte de Minas. Retornou à Bahia e novamente em Santa Bárbara destacou-se pelos investimentos na agricultura, o que lhe garantiu a presidência do Sindicato Rural de Feira de Santana. Foi também médico da Secretaria de Agricultura, supervisor estadual da Merenda Escolar e professor de Biologia. Eleito vereador em 1958, chegou à presidência da Câmara e, nesta condição, substituiu o então prefeito Arnold Silva por quatro meses, no ano de 1962.


PROTESTANTISMO, MIGRAÇÃO E TRABALHO EM FEIRA DE SANTANA,
1950-1970

Zózimo Antônio Passos Trabuco
(mestrando em História Social pela UFBA)


Comentando a pavimentação da Rodovia Federal 28, entre Feira de Santana e Salvador, a Bahia - Feira, Sisnando Lima apresenta a dupla faceta da Princesa do Sertão. O asfalto era a conclusão “d’aquela velha aspiração – trazer o asfalto ao sertão da Bahia”, e o cumprimento da promessa que o então governador Juraci Magalhães fez ao povo: “dar a Feira uma estrada à altura de
sua capacidade de desenvolvimento”.


Custa crer que esteja realmente concluída, tão longa foi a espera. E as histórias que surgiram... um massapê invencível a resistir a todos os artifícios da técnica moderna; um vértice a sorver todas as verbas... No primeiro comício de sua campanha, nesta cidade, o então candidato Juraci Magalhães prometeu, se eleito, concluir a estrada dentro de um ano. Um popular não se conteve e gritou: “nem em dez”. Com efeito, a descrença foi a nota dominante até os últimos dias, mesmo entre seus amigos mais íntimos. A lenda do massapê invencível lançara raízes profundas.3 (Grifos nossos).


3 FOLHA DO NORTE 13/02/1960. Sisnando Lima. É a vez da Bahia p. 01, n. 2640


Lucha Maní


martes, 12 de enero de 2010


Edmundo Amaral em sua obra Rótulas e Mantilhas, publicada em 1932
E tocam os reco-recos dos maxixes republicanos. Capoeiras de carapinha alta quebram urnas eleitorais a golpes de catulés. Navalhas abertas afugentam eleitores honestos. Oradores de guedelha bebem cervejas eleitorais nos grêmios embandeirados. E rompem maxixes na confusão dos brindes.

Dentro dos brigues estreitos, negros de mulambos catingam mandigando. Corpos escuros gosmam na umidade escura. Geme a melopéia negra no sol quente. Chicotes de cinco pontas abrem lanhos vermelhos nos dorsos escurss. Geme a melopéia negra no cateretê. Batucam sambas nos cafundós. Banguês pesados de senhor de chapelão vergam dorsos suarentos. Geme a melopéia negra nos atabaques. Batem os reque-reques, zumbam caxambus nos zungus escuros
E tocam os reco-recos dos maxixes republicanos. http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0354a1.htm

martes, 5 de enero de 2010

¿CIERTO Ó INCIERTO? de um lado colocam-se os que crêem que a Capoeira Angola seja a manifestação mais genuína


foto:Pastinha y Jorge Amado
Seguindo o rumo ingênuo da “gênese” da capoeira formada por duas vertentes sem considerar a polifonia – principalmente do seu “sotaque” carioca e pernambucano – de sua
“genealogia”, podemos tecer o seguinte raciocínio: de um lado colocam-se os que crêem que a Capoeira Angola seja a manifestação mais genuína, poupada do “embranquecimento4” imposto pelas instituições (políticas, legais, sociais e econômicas) e, que a Regional seja uma “cultura” que se modifica constantemente importando elementos estrangeiros, tais como golpes de outras lutas como o Jiu-jitsu e o Savate e, por esse motivo, ser “descaracterizada” enquanto cultura “legitimamente” afro-brasileira.

viernes, 1 de enero de 2010

FOTO: Leónidas

Assim como o seu irmão Mario Filho, esse articulista também não atribui importância ao planejamento modernizador utilizado no selecionado brasileiro de 1958. Os cronistas do Jornal dos Sports atribuem maior valor aos esforços individuais, reforçando o
mito da genialidade brasileira, expresso através de jogadores como Pelé e Garrincha, eleitos como símbolos de um Brasil vitorioso. Em última instância, atualizando o mito apresentado na década de 1930, por Gilberto Freyre, ao eleger Leônidas como marco
fundador da astúcia, da ginga, da capoeiragem
, da malandragem, que fazia parte do futebol miscigenado brasileiro – o que ele repete em 1958, com a figura de Pelé, que se tornou um dos símbolos do novo homem brasileiro.

Paulo Planet Buarque, “o mesmo que deu uma rasteira em um policial suíço na Copa de 54



As lembranças deste fornecem indícios interessantes, o primeiro deles se refere à falta de tempo de Paulo Machado de Carvalho, o que foi fortemente criticado pela imprensa carioca da época, a qual relatava que ele praticamente não participara da montagem do plano. Na crônica intitulada “Confidencialmente”, escrita por Mario Filho, no Jornal dos Sports do dia 24 de novembro de 1957, localizou-se a primeira crítica do literato ao PPMC publicada nesse periódico. Na crônica, o literato mostra que o Plano apresentava inúmeros problemas, principalmente pelo fato de que havia sido elaborado pelos assessores, devido à falta de tempo do empresário; entre estes, o articulista destaca a figura de Paulo Planet Buarque, “o mesmo que deu uma rasteira em um policial suíço na Copa de 54”.
OTRA FUENTE:
O negro no futebol brasileiro - Resultado de la Búsqueda de libros de Google
de Mario Filho - 2004 - History - 344 páginasO Paris-Match publicou uma fotografia de página inteira mostrando Paulo Planet Buarque a passar a rasteira no gendarme suíço eo gendarme suíço já