miércoles, 17 de marzo de 2010

1930-40-RIO Se "jogaba capoeira" sin Berimbau

Foto: Badem de Niño
Encontro com Baden
- “Eu fui à Bahia várias vezes; a primeira vez em que estive lá, eu tinha uns doze anos de idade e acompanhava um grupo de artistas… Cyl Farney, Eliana (aquela do cinema), Renato Murce… depois acompanhei Silvinha Teles, logo no início da Bossa Nova. Acho que foi em 1960; a Bossa Nova não tinha estourado ainda. Era a época de Dolores Durand, Maísa… foi aí que conheci Carlos Coquejo, meu primeiro amigo baiano. Numa outra viagem, conheci Canjiquinha. Ficamos amigos, ele falou, falou, contou histórias e eu fiquei vidrado naquilo. Canjiquinha me contou a história toda, de Besouro, Cordão de Ouro… Nessa época eu estava em plena atividade com Vinícius… Aí eu disse: Vinícius, tem um negócio de berimbau que é maravilhoso… eu fiz um tema e eu queria que a gente fizesse uma letra para ele… ‘capoeira me mandou, dizer que já chegou…’ e pusemos o nome da música ‘Berimbau’, que é aquele sucesso que todo mundo conhece. No início do tema eu me lembrava do mar da Bahia… aquela penumbra, aquela calma, aquele mar escuro, e eu tinha um acompanhamento que me levava mas para junto do cais… eu procurei imitar o som do berimbau com o meu violão…
E ele continuou:
- Já, ‘Lapinha’, foi Canjiquinha quem me ensinou o refrão, que é um tema do folklore baiano. Ele cantava o refrão… ‘quando eu morrer, me enterre na Lapinha…’ e a segunda parte foi inspirada na história de Cordão de Ouro, Besouro. Eu contei para o Paulo (Paulo César Pinheiro), a história que Canjiquinha me contou e Paulo escreveu a letra : ‘vai, meu lamento, vai, contar toda tristeza de viver… ai, a verdade sempre dói… eu sou um homem só, sem poder brigar…”
Baden explicou ainda que naquela época - quando ele era jovem - no Rio de Janeiro, falava-se em capoeira, mas ninguém conhecia o berimbau. Os grandes capoeiristas dos anos 30 – 40, frequentadores da Lapa, “passavam rasteira” e citou Madame Satã, Miguelzinho Camisa Preta, o Pedregulho, o próprio mestre Bimba, que, segundo ele, deve ter ensinado aos outros: “eles jogavam capoeira, mas sem berimbau. Havia até um ditado popular que dizia: ‘você pensa que berimbau é gaita?’ Mas ninguém conhecia o instrumento… nem eu!”


Obs. A entrevista de Baden Powell foi concedida à autora em 30/04/1996. O artigo foi publicado no Caderno Cultural do jornal A Tarde (Salvador – Ba) em 07/11/98.


http://blogs.abril.com.br/lenidavid/2009/01/saudades-baden-powell.html

jueves, 11 de marzo de 2010

2010- 100 Aniversario EEF Policía Sao Paulo

"O ano de 2010 marca para a Polícia Militar do Estado de São Paulo o Centenário da sua Escola de Educação Física. A bênção e honra de fazer este momento é um privilégio ímpar e motivador para a superação de desafios.

A Velha Escola nasceu da criação do Curso de Esgrima e Ginástica em 08 de Março de 1910 quando São Paulo contava com uma Missão Militar francesa instruindo e remodelando sua então Força Pública.
A Missão militar de instrução havia chegado ao Brasil em 1906 comandado pelo Coronel francês Paul Balagny e permaneceu em São Paulo até 1914, quando os missionários juntaram-se aos seus compatriotas nos campos de batalha da Europa em guerra.
Dentre os missionários, o Capitão francês Delphin Balancier foi nomeado o primeiro comandante da Escola transmitindo seus saberes conforme os princípios da antiga École Militaire de Joinville, onde havia se formado Mestre de Armas. A estrutura organizacional e de ensino também foi inspirada em Joinville.

................................Inicialmente, com a volta do nome “Escola de Educação Física”, no lugar de Centro de Capacitação Física e Operacional e, com destaque, a inauguração, em 12 de novembro de 2009, do “Espaço Memória da Velha Escola”, que permite viajar no tempo e fazer este link memorável. Além disso, também foi reativado o Bailado de Joinvile le Pont, a Esgrima Ornamental e o Box Savat, apresentados pelo efetivo da “Velha Escola”.
http://www.cabosesoldados.com.br/form1_view.cfm?id_form1=1448

Muito discrepante é a figura do policial representada em Escola do Soldado, espécie

de manual organizado por Paul Balagny, chefe da Missão Francesa, publicado pela primeira
vez em 1907 (BALAGNY, 1912). Nesse manual ilustrado, que serviu de instrução para a
tropa, o oficial francês descreve várias técnicas de instrução para as praças de infantaria da
então Força Pública do Estado de São Paulo – são exercícios físicos, de luta, de tiro, de
marcha etc. As fotos ilustrativas mostram um policial altivo, impávido, bem fardado, torso
inflado, bem nutrido, branco e portando um hirsuto bigode, a reforçar a virilidade militar e a masculinidade inerente a seu papel social.18
18 Não nos esqueçamos que algumas páginas atrás, Alexandre, o policial de O cortiço era ornado “de grande bigode preto”. Aloísio Azevedo. O cortiço, op. cit., p. 18. O bigode se tornou, no século XIX, um dos emblemas mais patentes do soldado. A gendarmerie francesa regulou por lei o uso do bigode e do bibop (mouches). Em algumas oportunidades, seu uso foi proibido, em outras, tornou-se facultativo, e, em 1914, restabelecido novamente (Cf. LUC, 2003 : 11, nota 29). Arnaud-Dominique Houte lembra que a proibição do porte de bigode pelos gendarmes em 1832 aguçou as suspeitas da população, preocupada com a facilidade com que “um rosto glabro” se misturaria à massa (Cf. HOUTE, 2006 : 130). De acordo com George L. Mosse, o bigode, componente visual fundamental da virilidade, é um traço moral que se traduz, antes de tudo, fisicamente e visivelmente no corpo (Cf. MOSSE, 1996). O uso de bigode e barba também podia servir como instrumentos de diferenciação hierárquica. No exército brasileiro, por exemplo, os soldados rasos eram proibidos de usar costeletas, marca privativa de um oficial. Sargentos costumavam imitar os oficiais ao cultivarem bibops, enquanto as praças se caracterizavam ora pelo bigode, ora pelo rosto imberbe (Cf. BEATTIE, 2001 : 159).
http://vsites.unb.br/ih/novo_portal/portal_his/revista/arquivos/edicoes_anteriores/2.2008/Completo.PDF

Irmãs da Boa Morte no Desfile do IV Centenário de Salvador, em 1949 CACHOEIRA

 O texto abaixo é de autoria de Odorico Tavares e integra o livro Bahia, Imagens da Terra e do Povo (1951).

Ao lado, o registro da participação de irmãs da Boa Morte no Desfile do IV Centenário de Salvador, em 1949.
http://vapordecachoeira.blogspot.com/2009/08/nossa-senhora-da-boa-morte-das-negras.html


Curiosidades de Feira de Santana (Cidade de Cisnando)

CÓDIGO DE POLÍCIA ADMINISTRATIVA DE FEIRA DE SANTANA
ANTEPROJETO DE LEI 1.613/92 11 DE NOVEMBRO DE 1992
Modifica o Código de Polícia Administrativa de Feira de Santana e dá Outras Providências.
CAPÍTULO III
DOS COSTUMES E DA ORDEM PÚBLICA
Seção II
Da Ordem e Sossego Público
Art. 141 – É proibido perturbar o sossego público com ruídos ou sons excessivos, tais como:
VIII - os batuques e outros divertimentos congêneres, sem licença das autoridades municipais;
http://www.feiradesantana.ba.gov.br/saude/lei1613.pdf
 Divulgação Samba, Cabaré e Polícia na Feira de outrora
Denominada princesa do sertão baiano, Feira de Santana já gozava, nas décadas de 1930 e 1940, de importante prestígio, já tendo sido, inclusive, objeto das mágicas lentes de Pierre Verger, artista francês radicado na Bahia.
Sua história tem sido ao longo dos anos associada a uma cidade que tem origem em um importante comércio de gado e sua principal identidade social constituída em torno da “cidade comercial”. Entretanto, pode-se explorar outros importantes aspectos da história de Feira de Santana, a exemplo das experiências culturais negro-africanas ali constituídas, este é o caso dos sambas que tinham como cenário as contagiosas noites dos cabarés feirenses.
Este breve ensaio de reflexão, que ora apresento aos leitores, inaugura a mais nova coluna do PORTAL FS, intitulada “História vista de baixo”, justamente por se tratar das histórias daqueles indivíduos, grupos e culturas que não conheceram a pena que pintou os compêndios sobre a Bahia de outrora.
Em suas raízes mais remotas, o samba era ritmo, dança e folguedo coletivos. Caracterizado pelas palmas, batuques e entoações poéticas. As novas características assumidas pelos sambas, como sua veiculação nos meios radiofônicos e a constituição de um mercado compositorial, principalmente, a partir de meados do século XX, já ocupa lugar entre os estudos da sociologia, história, antropologia e etnomusicologia.
Essa produção é evidente, sobretudo no quantitativo de pesquisas acerca do samba no Rio de Janeiro e São Paulo. Na Bahia, as mudanças ocorridas no significado social e cultural do samba tiveram que aguardar um pouco mais, ocupando esta forma de expressão lúdico-percurssivo-corporal, até meados do século XX, ainda o lugar dos batuques que precisavam ser reprimidos pelas autoridades policiais, por serem entendidos como práticas agenciadoras de contravenção penal, a exemplo dos conflitos que ocorriam nas noites dos cabarés. Esta realidade é denunciada pelas fontes históricas que revelam, por exemplo, as batidas policiais aos cabarés em Feira de Santana, em tempos não tão remotos assim.

http://fsonline.com.br/lermateria.asp?id=19093&autor=43

miércoles, 10 de marzo de 2010

Falecimento do Mestre Jurandir Moura 28/1/2010

Falecimento do Mestre Jurandir Moura, 8º Grau de Jiu Jitsu

Mestre Jurandir Moura, 8º Grau de Jiu Jitsu, sendo assim Faixa Vermelha e Preta, chegou ao Recife em meados da década de 50, quando o Jiu-Jítsu ainda dava seus primeiros passos. Abriu sua academia em 1955, participando inclusive de competições de Vale-tudo no Clube Português entre os anos de 60 e 64. Mestre Moura, que aprendeu com o GEORGE GRACIE, com o PEDRO HEMETERIO e também com o TAKEO YANO, foi o maior fabricante de campeões de vale tudo de sua época na antiga academia pernambucana de jiu-jitsu, de onde sairam Ivan Gomes, José Gomes, os irmãos Stariovitis (conhecidos como os ciganos), Amaro Pé de Bombo, Cabo Vasco (conhecido como Calango Elétrico), e tanto outros igualmente imbatíveis lutadores que lutavam vale tudo na antiga TV Ring-Torres.

Ele faleceu aos 86 anos no Recife dia 28 de Janeiro de 2010. A nação Jiu Jitera esta de luto

martes, 9 de marzo de 2010

Pedro Azevedo Gordilho, de inquisidor (1920) a preso político (1932)

Estudos Avançados

Print version ISSN 0103-4014
Estud. av. vol.18 no.50 São Paulo Jan./Apr. 2004
BAHIA: ENTREVISTA
A luta segue por novos caminhos
Entrevista de Júlio Santana Braga

ESTUDOS AVANÇADOS– O candomblé foi muito perseguido. Pergunto: hoje o candomblé ainda é o mesmo que resistiu à perseguição policial? Para se legalizar, ele perdeu aquele tom subversivo?

Júlio Santana Braga – Escrevi um livro sobre isso, chamado de Na gamela do feitiço, em que realizo um estudo da repressão policial ao candomblé. O período em que mais houve essa perseguição foi na década de 1920, destacando-se aí o delegado Pedro Azevedo Gordilho, que foi o grande inquisidor da cultura religiosa. Ele realizou uma perseguição que não refletia somente a cabeça de um delegado de polícia, mas sim de toda a sociedade baiana. Naquela década, era a da segunda geração posterior à abolição da escravatura, e o candomblé era uma espécie de tormento para todos os padrões culturais na Bahia. Há um dado ponderável nisso tudo: as grandes correntes teóricas, antropológicas e sociológicas estiveram sempre a refletir as religiões como algo "retrógrado". A religião do candomblé criou estratégias de resistência diversificadas, com uma política de negociação e de resultados. E foi guardiã de um pensamento revolucionário. Assim, por exemplo, quando Edison Carneiro, pela sua militância política, estava para ser preso, foi numa casa de candomblé que ele se refugiou por quase seis meses.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142004000100013

O cerco e invasão da Faculdade de Medicina da Bahia em 22 de agosto de 1932 pelas tropas do interventor Federal Juracy Montenegro Magalhães
Dr. Antonio Carlos Nogueira Britto
Presidente do Instituto Bahiano de História da Medicina e Ciências Afins.
Fundado em 29 de novembro de 1946.....................................
Conclúe o snr. Seabra esse titulo reproduzindo o " demonstrativo das despesas" enquanto do annexo n.º 5, do relatorio em apreço.
Muito bem. Tudo muito claro, muito simples: a commissão, nomeada em secção noturna, de 23 de agosto, logo no dia seguinte, 24, deu cumprimento á sua missão, indo á Penitenciaria visitar os estudantes, e delles ouvindo os horrores que estão narrados, retirando-se em seguida, com a promessa de voltar ainda uma vez nesse dia á Penitenciaria, (o que realmente se verificou) procurando visitar em seguida os professores Adolpho Diniz e Mario Leal, ambos installados numa grande sala do segundo pavimento do edificio central do predio. A attitude dos dois professores, como a dos demais presos politicos que ahi se encontravam (isto é, na Penitenciaria e, entre elles, podemos destacar o advogado e jornalista Dr. Luiz Vianna Filho e o Advogado e antigo chefe de Policia, Dr. Pedro de Azevedo Gordilho), era de perfeita calma, etc

http://www.fameb.ufba.br/historia_med/hist_med_art72.htm

Antes de 1906 - marinero desarma a 80 gendarmes en Toulón

Fuente del recorte de prensa : Revista para todos , Rio de Janeiro 195?
corazado AQUIDABA (18.. - 1906)- (No tengo el texto de la primera foto, pero corresponde a su primer estado). Para la foto de la derecha:Luego de algunas reparaciones menores, el Aquidaba fue llevado a Alemania para que se le hicieran las reparaciones necesarias al casco y maquinas en el astillero de la cia Vulcan en Stettin, y al astillero en Elswick, Inglaterra. Cuando las reparaciones estaban completadas en 1897, el armamento del buque consistía en dos torres de 4 cañones de 203 mm con su maquinaria totalmente renovada y otros cuatro de 102 mm de fuego rápido, aparte de ocho de menor calibre y cuatro Maxims automaticas en el puente.


En esta reforma obtuvo dos palos militares, que mas tarde fueron substituídos por uno solo con vergas cruzadas. El 21 de Enero de 1906, anclado frente a la bahia de Jacuacanga en Angra Dos Reis, el Aquidaba explotó y se hundio. Habia 212 personas a bordo, de las cuales se salvaron solo 98.

lunes, 8 de marzo de 2010

Historia de dos hombres cercanos a Bimba, Juracy y Lomanto Junior

OPINIÃO/LIDERANÇA


O som, a sesta e a fúria de Mário Lima (Foto)

Claudio Leal
O líder petroleiro Mário Lima, vitimado aos 74 anos por um AVC, em Salvador, na sexta-feira (10), provou no sindicalismo o gosto épico da formação da Petrobras, das investidas pioneiras em território baiano ao mergulho cívico no Pré-sal. Afastado nos últimos anos das refregas diárias do Sindpetro (Sindicato dos Petroleiros da Bahia), o primeiro do setor no Brasil, do qual foi fundador, Lima guardava histórias à farta da era do sindicalismo brasileiro pré-1964, de JK a João Goulart....................................................................


Mais cerimonioso nos lances de intimidade, Mário Lima liderou a campanha “Ou equipara ou aqui pára”, que exigiu o nivelamento salarial da Bahia com os trabalhadores do Rio e de São Paulo, em 1960. O governador Juracy Magalhães mandou cercar a refinaria de Mataripe, o centro petrolífero que lançava uma chama solitária nas noites imensas da Baía de Todos os Santos. Cobrindo a greve pelo Jornal da Bahia, Nery furou o cerco e testemunhou a coragem do “negro obâmico”.

De volta à redação, no Centro de Salvador, o jornalista político redigiu uma nota incendiária contra o governador baiano. “Juracy mandou a PM, que deu muitos empurrões. Ele dizia que não era mais o tenente com o revólver na mão, mas o general com o terço. Aí escrevi: Juracy bate de terço!”, conta Sebastião Nery, mais tarde um antijuracisista enragé. “Mário virou herói e foi eleito com uma votação extraordinária”.

Em 1º de abril de 1964, ao saber da ocupação da refinaria de Mataripe, Mário Lima foi cobrar notícias precisas do governador Lomanto Júnior sobre a prisão dos trabalhadores. Na escadaria do Palácio da Aclamação, travou um diálogo áspero com o secretário de Segurança Pública, Francisco Cabral, que já estava alinhado com os golpistas e ignorava as ordens de Lomanto.

Cabral mandou prender o deputado federal, abrindo uma crise de autoridade no governo. Correu o boato de que Lima teria ameaçado “explodir” Mataripe. Essa história contraria tanto o ar cordato do sindicalista como a impossibilidade tática da ameaça. Depois de ser lançado num poço solitário no colonial Quartel do Barbalho – um outro tipo de poço, embora também sujo de óleo -, viu a saúde minguar. Numa masmorra idêntica, estava o companheiro Nery.

Claudio Leal é jornalista, trabalha na revista digital Terra Magazine, onde este texto foi publicado originalmente (http://terramagazine.terra.com.br/)

miércoles, 3 de marzo de 2010

Cândido da Fonseca Galvão ou dom Obá II d´ África" O Zuavo desordeiro"

FABIANA BIGATON TONIN

ÁGUAS REVESSAS: CONFLUÊNCIAS DA MEMÓRIA, LITERATURA E HISTÓRIA NAS MEMÓRIAS INÉDITAS DE ALBERTO RANGEL
Texto para dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Orientador: Prof. Dr. Francisco Foot Hardman CAMPINAS 2009
4. O OBÁ
No Jardim do Campo, geralmente aos Domingos, passava, em 1887, um tipo que me despertava o maior interesse e simpatia, apesar de ignorar tudo da sua vida e, mesmo, que se tratava de um alferes honorário do Exército, chamado Cândido da Fonseca Galvão, antigo militante do Paraguai. A 12 de Janeiro de 1886, em S. Borja, fora ele demitido de alferes do corpo de Zuavos Baianos, quase exclusivamente composto de pretos minas, pelo “mau comportamento habitual e desordeiro”, sendo dispensado do serviço do Exército pelo Governo Imperial a 6 de Maio seguinte.
foto: Cândido da Fonseca Galvão ou dom Obá II d´África
Cândido da Fonseca Galvão (Lençóis, 1845 — 1890) foi um militar brasileiro.

Filho de africanos forros e neto do rei Abiodun do Império de Oyo era também conhecido por Dom Obá II D´África, ou simplesmente Dom Obá. Alistou-se voluntariamente para lutar na Guerra do Paraguai e devido a sua grande bravura foi condecorado como oficial honorário do exército brasileiro. Depois da Guerra fixou-se no Rio de Janeiro, virando uma figura folclórica e um tanto quanto caricata da sociedade carioca, sendo até reverenciado como um príncipe real por vários afro-brasileiros.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cândido_da_Fonseca_Galvão



Foi amigo pessoal do imperador D. Pedro II tendo o hábito de ir ao paço todo ano e se apresentar como se fosse um governante estrangeiro. Foi defensor da monarquia brasileira, atuou na campanha abolicionista e no combate ao racismo.



Com a queda do Império em 1889 foi perseguido pelos republicanos que cassaram seu posto de alferes. Morreu logo depois, em julho de 1890.





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43 Zuavos, por extensão de sentido, eram soldados armados e uniformizados à semelhança dos zuavos argelinos, originários de uma tribo cabilda, pertencente a um corpo de infantaria ligeira da armada francesa, criado na Argélia em 1831 e caracterizado por um uniforme vistoso e colorido (vide Dicionário Houaiss). Horse guards são soldados montados reais ingleses (Albion é o antigo nome grego da ilha da Grã Bretanha).
http://libdigi.unicamp.br/document/?code=000442606

lunes, 1 de marzo de 2010

Curso - “Processo de Institucionalização da Arte (Marcial) Afro-Brasileira da Capoeiragem”

                                            Nota del pesquisador:
Sería necesario que los que defienden una capoeira como arte marcial-capoeiragem entendieran que en el seno de la Federación Internacional de Capoeira está en mente esta realidad; lo que ocurre és que el COI vé con recelo ,hoy , cualquier deporte violento, por eso la FICA opta por llevar una capoeira deportiva en forma de juego (jogo) al reconocimiento internacional de una nueva modalidad deportiva y posteriormente , sería  realista y objetivo que exista una especialidad deportiva de "lucha" dentro de la modalidad deportiva de "juego "(jogo)

Curso de Capoeira, em nível de pós-graduação (180 slides), Universidade Estácio de Sá, RIO – Agosto / 2009
CURSO DE CAPOEIRA


- Nível pós-graduação -Universidade Estácio de Sá Campus Akxé Barra da Tijuca, RIO/RJ
Data/Horário: 22.08.2009
sábado - das 8 às 18 horas
-Módulo:
“Processo de Institucionalização da Arte (Marcial) Afro-Brasileira da Capoeiragem”
Professor André Luiz Lacé Lopes