Bruno Soares Ferreira:
ABDUÇÃO SEMIÓTICA NA CAPOEIRA EM SÃO LUÍS
Formado em Radialismo (2005), Jornalismo (2007) e pós-graduado em Jornalismo Cultural pela Universidade Federal do Maranhão (2008). Atualmente vem desenvolvendo pesquisas nas áreas de alquimia, capoeira, fotografia, internet, música e xamanismo.
(brunobarata@yahoo.com)
..............................o diálogo dos jogadores através do corpo durante o jogo e na expressão que cada instrumento musical proporciona durante sua execução, ensinando o sentido de um jogo e o tempo certo de um golpe pelo ritmo da interação. Se este tipo de comunicação não se estabelece na Capoeira, pode acontecer de um jogador fazer uma pergunta corporal através de um movimento de ataque, e acabar por prejudicar o outro jogador que, ao perceber de outra forma a intenção do jogador que pergunta, não procede com a defesa apropriada, mas responde o que não se perguntou. Por outro lado, esse tipo de encadeamento quando está em sintonia, tanto dos
jogadores quanto com a música e os cânticos, é o que proporciona uma sensação de complementaridade e transformação fluída, mesmo que no aspecto do jogo, as trapaças,
arapucas e mandingas11se façam presentes e nunca devam ser descartadas.
O jogo é marcado pela oposição ataque versus esquiva, o que nos remete à oposição entre espaço cheio versus espaço vazio. Como o enfrentamento é indireto, não se bloqueia o golpe do adversário. Dessa forma, o contragolpe vem preencher o espaço deixado pelo golpe. (...) a oposição ataque versus esquiva é complementar, sendo que uma esquiva pode esconder um ataque, enquanto um ataque pode ser modificado em uma defesa (SILVA, 2003, p.112). Tudo flui. (HERACLITO apud CAPRA, 2005, p.92).
http://www.cambiassu.ufma.br/bruno.pdf
sábado, 7 de noviembre de 2009
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