viernes, 27 de febrero de 2009

Mestre Patinho



O foto de grupo:Grupo Aberrê, com Mestre Sapo (aos 17 anos) tocando pandeiro; no berimbau, Vítor Careca; jogando capoeira, estão Mestre Canjiquinha (de cabeça para baixo), e Mestre Brasília (Fonte: MARTINS, 2005, p. 33).

ANTONIO JOSÉ DA CONCEIÇÃO RAMOS – Mestre Patinho – Capoeira http://www.jornalexpress.com.br/noticias/detalhes.php?id_jornal=13170&id_noticia=881%20
1953 – nasceu em São Luís, em 14 de setembro, no Bairro São Pantaleão; filho de Djalma Estafanio Ramos e de Alaíde Mendonça Silva Ramos;
Década de 60 - Babalú, um apaixonado pela capoeira, outro amigo que era marinheiro da marinha de Guerra, também aprendeu com o mestre Artur Emídio do Rio, Roberval Serejo; juntamos Jessé, Roberval Serejo, Babalú, Artur Emídio e eu formamos a primeira academia de capoeira, Bantú, e estava sem perceber fazendo parte da reaparição da capoeira no Maranhão. Também participaram Firmino Diniz e seu mestre Catumbi, preto alto descendente de escravo. Firmino foi ao Rio e aprendeu a capoeira com Navalha no estilo Palmilhada e com elástico, nos repassando.
1966 - esteve aqui em São Luís o Quarteto Aberrê com o mestre Canjiquinha e seus discípulos: Brasília, hoje Mestre Brasília, que mora em São Paulo; e o nosso querido Mestre Sapo; Vitor Careca. Quando Vitor Careca e seus amigos chegaram aqui em São Luís não foram bem sucedidos. Por sorte do grupo, na Praça Deodoro, na apresentação, estava assistindo o Mestre Tacinho, que era marceneiro e trazia gaiola. Era campeão sul-americano de boxe no estilo médio ligeiro e gostava da capoeira. Vendo que o grupo tinha um total domínio da capoeira, apresentavam modalidades circenses, mas ligadas a capoeira, como navalha, faca, etc. Tacinho convidou-os para uma apresentação no Palácio do Governo, pois era motorista do Palácio. O Governador da época era Sarney, gostando muito da apresentação, convida um deles para ministrar aula de capoeira no Maranhão, pois não foi possível porque eram de menor.
1968 - Mestre Barnabé (Mestre Sapo), Anselmo Barnabé Rodrigues, volta ao Maranhão.
- está tendo uma roda de capoeira no Olho d´Água com o Mestre Sapo, coincidentemente estando na praia, entrei na roda, conheci o Mestre Sapo e nos tornamos amigos e comecei a estudar com eles. Através do Professor Dimas.
- Como a capoeira era mal vista na época r cheia de preconceito, parti para a Ginástica Olímpica, volto para a capoeira e participo com o Mestre Sapo do primeiro e segundo Troféu Brasil e fomos campeões, eu no peso pluma e Sapo no peso pesado. Me intensifiquei pela capoeira e fui para Pernambuco, Bahia e São Paulo, estudar capoeira.
Eu recebi muita influência de Mestre Sapo, Artur Emídio do Rio,Catumbi e Djalma Bandeira que todos foram alunos de Aberrê.
Fonte:
RODRIGUES, Inara. Patinho: vida dedicada à capoeira. In O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, 14 de setembro de 2003, Domingo, p. 6. Caderno de Esportes
http://www.cefet-ma.br/publicacoes/artigos/atlas/ATLAS%2023%20-%20OS%20ESPORTISTAS.doc
otra cita:http://www.cefet-ma.br/publicacoes/artigos/revista16.9.1/Leopoldo_Artur_Emidio_e_a_capoeira_maranhense.pdf

NOTA ACLARATORIA DEL PESQUISADOR :
Joel Pires Marques <joelpmarques1@gmail.com>
Quanto ao Artur Emídio de Oliveira, este é único naquele texto. A sua confusão deve-se provavelmente ao escrito "Artur Emídio do Rio", que significa Artur Emídio da Cidade do Rio de Janeiro, que fica no Estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Esse "do Rio" é uma redundância, para tornar claro aos conhecedores nacionais... só que causa confusão aos que vivem distantes da nossa cultura ou iniciantes nela. Até mesmo no Brasil, causa confusão a questão da Cidade do Rio de Janeiro e o Estado do Rio de Janeiro, principalmente aos jovens em desenvolvimento intelectual e aos pesquisadores de outras plagas... antigamente, antes de 1974, o Estado do Rio de Janeiro tinha por capital (a cidade sede) o município de Niterói; e o Estado da Guanabara, que era o antigo Distrito Federal (até 1960), tinha por capital a cidade do Rio de Janeiro... confuso, né? Pior ainda, quando houve a fusão, em 1974, dos dois Estados, Rio de Janeiro e Guanabara, com o nome de Rio de Janeiro e a capital ficou sendo a cidade do Rio de Janeiro, que era todo o território do antigo Estado da Guanabara... E esse Artur Emídio (de Oliveira) "do Rio", não é de nenhum rio de água doce, que pode ser um dos entendimentos, mas sim da cidade de "São Sebastião" do Rio de Janeiro, do Estado do Rio de Janeiro, e esse São Sebastião é outra história que fica para depois... Um abraço, Joel.

viernes, 13 de febrero de 2009

Capoeira: Da Negritude e das Negritudes


CRÔNICAS
17/08/2005 1 comentário(s)
Capoeira: Da Negritude e das Negritudes
Crônica de autoria do Prof. Dr. Sérgio Luiz de Souza Vieira, mestre de Capoeira e Presidente da Federação Internacional de Capoeira (FICA), com sede em São Paulo
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Jornal do Capoeira - Edição 43: 15 a 21 de Agosto de 2005
EDIÇÃO ESPECIAL- CAPOEIRA & NEGRITUDE

Sergio Luiz de Souza Vieira
São Paulo, Agosto/2005

Foi com muita alegria que recebi, do Miltinho Astronauta, o convite para escrever sobre a questão da negritude no Jornal do Capoeira, instrumento de informação ao qual reputamos grande valor e, que por tal condição, se encontra com link direto no portal da Federação Internacional de Capoeira: http://www.capoeira-fica.org/ .
Vamos, então, adentrar ao tema, a partir da ótica do mais antigo segmento da Capoeira: o desportivo.
Ao analisarmos o vocábulo "negritude" observaremos que se trata de uma conceituação global dada ao conjunto de valores das diferentes etnias africanas.
A partir desta situação nos é lícito esclarecer duas situações distintas. Primeiramente, que não poderemos jamais utilizar a expressão "cultura africana", muito usual no Brasil, principalmente entre capoeiristas e afro-eugênicos, uma vez que a África é constituída de uma ampla diversidade de culturas, em alguns casos, inimigas umas das outras, e desta forma, não poderão ser inseridas em um mesmo grupo. Uma segunda situação a ser observada é que há uma diferenciação entre "cultura negra" e "cultura do negro no Brasil", que por sua vez está orientada para a ressignificação cultural, voltada para a afirmação de uma identidade, a exemplo de indumentárias, penteados, músicas, comportamentos, todavia surgidas na modernidade e dissociadas de seus sentidos originais, a exemplo da Capoeira Angola que passou a incorporar práticas da Nigéria.
Num estudo mais aprofundado sobre estas temáticas, notamos que as relações que se estabeleceram entre Brasil, África e Europa, no que nos é pertinente nesta temática, nos apontou para dois processos distintos: o primeiro, a "desterritorialização cultural", na qual as manifestações culturais africanas foram transferidas de um espaço para outro espaço, assimilando novas dinâmicas culturais, não existindo assim, relação necessária entre etnia, espaço e cultura. A outra situação é a da "destemporialização cultural", em que constatamos que os tempos das dinâmicas culturais territorializadas e desterritorializadas sofreram rupturas, de tal forma que, nas que se mantiveram nos mesmos territórios houve uma tendência a se transformarem gradativamente com o passar do tempo, todavia, nas que se inseriram em outros territórios passaram a ter como referência a época da desterritorialização, uma vez que necessitavam ser preservadas. É exatamente por esta situação que muitas práticas do Candomblé no Brasil, já foram esquecidas na África, assim como, encontramos atualmente na Nigéria, nas terras originais dos orixás, a "Sociedade das Pessoas Chiques", que é uma associação com forte atuação social, por sua vez promove disputados concursos para se saber quem se veste melhor, a partir dos modelos europeus, mais precisamente, dos padrões franceses.
Tais situações colocam a nós, capoeiristas, diante de algumas complexidades, a saber: A Capoeira é brasileira ou africana? É importada da África ou se trata de uma invenção de africanos no Brasil? Qual é o legado dos primeiros portugueses capoeiristas citados nas mais antigas crônicas sobre a Capoeira? E a questão das influências portuguesas na Capoeira, tais como os cânticos, as músicas, alguns instrumentos musicais, a religiosidade católica e até as palavras: mestre e contramestre? Houve influência das artes marciais orientais na Capoeira, uma vez que muitos chineses aportaram na África e eram tripulantes das embarcações portuguesas? Quais foram os legados chineses de 1400 a 1800, na rota Macau-África-Portugal-Brasil? O que de africano ainda existe na Capoeira? Qual é, exatamente, a negritude existente na Capoeira? - É fictícia? É real? É inventada? É verdadeira? É legítima? É ressignificada?...
Cada uma destas perguntas, sem dúvida, nos envolveria em anos de pesquisas e reflexões, algumas infindáveis.
Não há, entretanto, como se negar a participação da matriz étnica africana no processo de inserção histórica da Capoeira no Brasil, assim como também não poderemos negar as influências da matriz portuguesa neste mesmo enfoque, não se desconsiderando a hipótese das possíveis influências indígenas e chinesas, que merecerão estudos futuros, todavia há que se entender que a negritude da Capoeira é o resultado de misturas pois no universo da Capoeira misturam-se as almas nas coisas, misturam-se as coisas nas almas, misturam-se, enfim as vidas, e assim, pessoas e as coisas misturadas, saem cada qual de sua esfera e se misturam: o que é o contrato e a troca, e também o ato que toca o humano.
Há, desta forma, um legado cultural, denominado Capoeira que foi formado inequivocamente, tanto pela "negritude" quanto pela "branquitude" que também se misturou. Desta forma, realmente poderemos afirmar que "a Capoeira é da nossa cor".
Temos, no entanto, que também considerar que da forma como a concebemos, "o legado cultural da Capoeira se encontra em situação de risco", uma vez que, em decorrência das próprias dinâmicas culturais, cada pessoa que a leciona, exercerá sobre a Capoeira duas influências, a saber: "patriarcalismo" e "patrimonialismo". Na primeira teremos o exercício do poder de quem leciona, determinando as interdições e as concessões do que se poderá fazer naquele espaço, ou seja, o que se permitirá ou não na aula de Capoeira. A segunda, por sua vez, se reporta ao conjunto de representações sociais que estarão marcadas naquele espaço, ou seja, a identidade do dirigente, a qual se reproduzirá como identidade do grupo.
Desta forma, a Capoeira se fragmenta a cada instante, o que se verifica ao observarmos que a forma de se lecionar de um mestre é diferente da de seus discípulos, assim como também são diferentes as formas de se ensinar a Capoeira entre todos os formados de um mesmo mestre. Ou seja, na modernidade já não poderemos mais nos referir à Capoeira como um "patrimônio cultural do povo brasileiro" mas sim como um "patrimônio cultural de quem a leciona", o que nos levará a "milhares de formas de se fazer Capoeira" e a outros "milhares de entendimentos diferenciados sobre as negritudes na Capoeira", fato este que se agrava a cada minuto, uma vez que a Capoeira está difundida em todos os continentes e em quase todos os países, desterritorializando-se, e destemporializando-se constantemente, portanto, absorvendo assim, valores em cada localidade em que se encontra.
Onde está a negritude em tudo isto?... Boa pergunta!...
Onde está o legado cultural da Capoeira?... Outra boa pergunta...
Partindo desta situação real, nos é pertinente uma reflexão sobre o estabelecimento de mecanismos de proteções sobre o que ainda nos resta da Capoeira, todavia, para isto se faz necessário a realização de simpósios e congressos técnicos internacionais, definindo nomenclaturas de movimentos, cânticos, cantigas, toques de instrumentos musicais, parâmetros de jogos, codificações filosóficas, fundamentos de diferentes tipos de jogos e indumentárias, bem como a estruturação de mecanismos eficientes de reprodução sistematizada de tais saberes, competências, habilidades, rituais, fundamentos e tradições, as quais não podem deixar de ser acompanhadas de rigorosos critérios de certificação internacional de quem está habilitado ou não ao seu ensino.
Cremos, sinceramente, que não haverá outra saída, para Capoeira e isto, deverá ser feito com a máxima urgência, a fim de podermos resgatar, preservar e difundir o pouco que ainda nos sobrou desta herança cultural e, conseqüentemente, das negritudes e branquitudes que se encontraram presentes na roda de Capoeira.
Para isto, há que se conversar. Há que se despir das vaidades. Há que se "morrer os "eus"" para vermos "renascer a "nossa" Capoeira", pois quanto mais profundamente nos relacionarmos com a Capoeira e com as coisas da Capoeira, mais aparecerão as necessidades sagradas de preservações, pois em tudo isto habitam valores, moram espíritos, bons e maus, e delineia-se a paisagem humana... Ela, a Capoeira, é parte de nós mesmos. Não é apenas uma coisa que se utiliza e se joga fora. A Capoeira transcende as pessoas e se torna um sacramento de nossa vida abençoada ou maldita... Toda ela é um sacramento ou pode tornar-se, dependendo de nós e de nosso olhar. Se a olharmos humanamente, relacionando-nos em paz, deixando com que ela se torne igualmente importante para todos, sem egoísmos e se discórdias, realmente conseguiremos ser dignos da herança que recebemos de nossos antepassados e a estaremos difundindo às futuras gerações, caso contrário, falharemos, por não sermos dignos, da missão sacramental que recebemos daqueles que no passado dedicaram suas vidas à nossa geração.
É exatamente isto o que acreditamos. É exatamente isto o que rezamos. É exatamente isto o que nos move e nos alimenta. É exatamente este o nosso Axé. E é esta a negritude que militamos.

Prof. Sergio Luiz de Souza Vieira - Ph.D.
Presidente da Federação Internacional de Capoeira
profsergiovieira@gmail.com - capoeira.fica@gmail.com

lunes, 9 de febrero de 2009

Presença de missões francesas


O período que se seguiu à Independência é caracterizado pela presença de missões francesas incumbidas de realizar campanhas hidrográficas para dar continuidade ao conhecimento de nosso litoral.
Três franceses se destacam na primeira metade do século XIX, em campanhas hidrográficas no litoral brasileiro: o Capitão-de-Mar-e-Guerra Albin Reine de Roussin e os Capitães-de-Corveta Louis Marius Barral e Tardy de Montravel(gravura). Roussin chega em 1819, na corveta La Bayadére, e trabalha, até 21, entre as Ilhas do Maranhão e de Santa Catarina. Disso resultam o roteiro Le Pilote du Brésil e, sobretudo, a Carta Geral da Costa Brasileira, além de catorze cartas particulares, tudo publicado entre 1822 e 1827.
Na Gabarra Émulation, em 1831, Barral estende o levantamento, da Ilha de Santa Catarina ao Arroio Chuí. Duas cartas e três planos particulares eram publicados em 1833.
Contra-Almirante Tardy de Montravel
Por fim, dessa primeira fase de atuação francesa, Tardy de Montravel, com o Brigue La Boulonnaise, opera, de 42 a 45, no trecho entre o Cabo Orange e o Maranhão, no Rio Amazonas, até Óbidos, e em parte do Tapajós. Nove cartas na região foram publicadas.
Em 1842, missão francesa chefiada pelo Capitão-de-Corveta Tardy de Montravel realiza levantamento do trecho da costa desde o Maranhão ao Cabo Orange, levantamento do Rio Amazonas até Óbidos e trecho do Rio Tapajós, levantamento do Rio Pará e levantamento da Baía de São Marcos.

A disciplina capoeira e as relações de poder

Nota del pesquisador:DIBUJO:Autor/Criador:Ender, Thomas, 1793-1875.Título:[Estudos de atitudes: capoeira.]Biblioteca Nacional (Brasil) ,
.Este dibujo puede ser el más antiguo diseño de lo que CAPOEIRA.

Annunciato, Drauzio Pezzoni – Mover/PPGE/CED/UFSC, CNPq
annunciato@hotmail.com
Corte Real, Márcio Penna – Mover/PPGE/CED/UFSC, UCS, CNPq
mpcreal@ucs.br
Fleuri, Reinaldo Matias – Mover/PGGE/CED/UFSC, CNPq
rfleuri@terra.com.br
A disciplina capoeira e as relações de poder
FOUCAULT (1995) distingue relações de poder, relações de comunicação e capacidades objetivas. “Trata-se de três tipos de relação que, de fato, estão sempre imbricados uns nos outros, apoiando-se reciprocamente e servindo-se mutuamente de instrumento” (p.241). Um determinado ajustamento, compondo-se assim um bloco, entre os sistemas de finalidades objetivas, de comunicação e de poder, constitui o que também é denominado pelo autor por disciplina (p.242). A capoeira, entendida como disciplina, articula de modo próprio seus saberes e finalidades, seus códigos comunicacionais e tecnologias de poder em seu âmbito. Durante o espaço-tempo delimitado a que se chama de roda, é capaz de estabelecer uma determinada comunicação entre os diferentes sujeitos, através da operação de suas múltiplas linguagens, produzindo relações de poder que não obstante podem se tornar, ou se confundir com, relações de confronto. Entre guerra e política, entre confronto e poder, entre jogo e luta na capoeira, uma diferença apenas de potencial.
http://www.ced.ufsc.br/nucleos/mover/html/2005_Annunciato1.htm

viernes, 6 de febrero de 2009

Capoeira et moringue


Art martial brésilien, danse guerrière réunionnaise
Capoeira et moringue, les frères d'armes Après avoir été longtemps interdit de cité, le moringue est désormais pratiqué par des centaines de jeunes. Cette danse guerrière a été “importée” à La Réunion par les esclaves. Ce sont eux qui ont perpétué la tradition. Le moringué de Mayotte ou la capoeira du Brésil sont des variantes de cet art martial arrivé dans ces pays en même temps que les asservis Africains. Voyage au cœur de la capoeira enseignée par maître Lua Rasta à Salvador de Bahia au Brésil Mardi 05 Février 2008