jueves, 26 de agosto de 2010

Nemézio Miranda de Meirelles

Nemézio Miranda de Meirelles

Natural de Salvador, Bahia, Nemézio Miranda de Meirelles nasceu em 19 de dezembro de 1913. Aos 16 anos, foi revisor do Diário da Bahia, em Salvador. Aos 18, em 1932, foi para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, fazia parte de um grupo de jovens idealistas que fundou a edição “O Ideal”, no bairro Marechal Hermes. Meirelles chegou em Canoas em 1935, transferido da Escola de Aviação Militar, sediada em Campo dos Afonsos, no Rio de janeiro. Em 1953, formou-se em Odontologia pela UFRGS - Universidade do Rio Grande do Sul. Exerceu a profissão até 1965, em Porto Alegre e Canoas. Casou-se com Filomene Nienow, com quem teve dois filhos: Flávio (1938 - 2000), e Ângela (1949). Fundou “O Cruzeiro”, o primeiro jornal de Canoas. Em 8 de agosto de 1985, recebeu da Câmara de Vereadores, por iniciativa do então vereador Ivo Lech, uma homenagem pelo cinqüentenário da imprensa canoense, sendo agraciado como Patrono da Imprensa. Em 2001, foi patrono da 17ª Feira do Livro de Canoas. Meirelles foi agraciado com a Medalha Duque de Caxias pelo Exército Brasileiro e recebeu do Ministério da Aeronáutica Brasileira três condecorações: Medalha Santos Dumont, Cavaleiro da Ordem do Mérito e Membro Honorário. O escritor preside a Academia Canoense de Letras, a qual criou e é co-fundador da Associação Canoense de Comunicação Social. Fundou e presidiu a liga Atlética Canoense, que dirigia o voleibol, o basquete e o atletismo. Foi diretor do Interior da Federação Rio-Grandense de Futebol e diretor na Federação Atlética Rio-Grandense (Farg), cargo no qual desempenhou a missão de receber e acompanhar as delegações estrangeiras participantes do Campeonato Sul-Americano de Voleibol. Como atleta, foi campeão de voleibol pelo Exército, no Nordeste (6º R.M.), campeão universitário gaúcho e campeão regional. No basquete, foi campeão canoense muitas vezes e campeão regional. No futebol foi campeão canoense vários anos. Praticou capoeira, box, luta-livre e jiu-jitsu. Disputou provas de corrida de fundo, como a São Silvestre de 1932, pelo Botafogo carioca, como preparativo para as Olimpíadas de 1932, nos Estados Unidos .
http://www.casadospoetas.com.br/pastas/ponibus/introspec.html

lunes, 9 de agosto de 2010

1963- Debate Reglamento Lucha Livre Americana CBP

1957-Ralph Zumbano denuncia MARMELADAS de ValeTudo

"VALETUDO"-Deporte sin reglas , actividad sin "nobleza"


1953- Permitir a titulo de experiencia e em carater precario o funcionamento de "Centros de Instrucao Pugilistica", com rigorosa observancia das condicoes abaixo:


Sao considerados para os fins desta Deliberacao, "Centros de Instrucao Pugibstica" as entidades desportivas de direito publico ou privado que estejam legalizadas perante as autoridades competentes, quer Federais, Estaduais ou Municipais e que facam os seus registros nas Federacaoes Puguilisticas locais que, na forma dos Estatutos da Confederacao Brasileira de Pugilismo, aprovados pelo Ministto da Educacao e Saude, en 21 de setembro de 1949, superintendem a pratica em todo o territorio nacional de pugilismo, jiu - jitsu (judo') luta livre e greco-romana, capoeira e "catch-as-catch-can" (Valetudo). Inexistindo Federacao especializada, devera o "Centro" dirigir-se a Confederacao Brasileira de Puglismo.
http://www.jusbrasil.com.br/diarios/2857654/dou-secao-1-28-11-1953-pg-20

lunes, 2 de agosto de 2010

MÁRIO DE ANDRADE E O TAMBOR DE CRIOULA DO MARANHÃO

Revista Pós Ciências Sociais. v.3 n.5 São Luis/MA, 2006

MÁRIO DE ANDRADE E O TAMBOR DE CRIOULA DO MARANHÃO1
Sergio F. Ferretti

Docente Adjunto em Antropologia do Departamento de Sociologia e Antropologia da UFMA (PPGCS). Dr. em Antropologia.
E-mail: ferretti@elo.com.br
.....O trabalho que a Missão de Pesquisas Folclóricas do Departamento de Cultura da Prefeitura Municipal de São Paulo, realizou no Norte e Nordeste do Brasil no primeiro semestre de 1938, tem sido amplamente comentado e elogiado. Os participantes da Missão, orientados e treinados por Mário de Andrade, foram técnicos de alto nível: o engenheiro-arquiteto e pesquisador Luís Saia, o maestro eetnomusicólogo Martin Braunwieser, o técnico em gravação Benedito Pacheco e o assistente técnico Antônio Ladeira. A MPF viajou por quatro meses nos Estados de Pernambuco e Paraíba. Esteve em São Luís entre os dias 16 e 21 de junho de 1938, e dirigiu-se à Belém, onde ficou até 7 de julho (CARLINI, 1993). Permaneceu mais tempo no Nordeste e passou poucos dias no Maranhão e Pará em conseqüência das mudanças em curso no país com a implantação do regime do Estado Novo, instaurado em novembro de 1937 ................................
No trabalho de pesquisa realizado pela equipe da Missão de Pesquisas Folclóricas, atualmente arquivado na Discoteca Oneyda Alvarenga, do Centro Cultural São Paulo, há gravações, filmes e fotografias em preto e branco. Em relação ao Maranhão há 60 fotos, 19 relativas ao tambor de crioula, 3 sobre bumba-meu-boi e as restantes sobre tambor de mina. No filme, recentemente editado em vídeo por aquele Centro, constatamos que há toques de tambor de mina, de tambor de crioula e breve trecho com a dança do carimbó, onde aparece um homem tocando berimbau e uma mulher que dança usando um chapéu..............

Em outra foto há detalhes do movimento discreto da dançante mostrando a anágua. Aparecem homens tocando e cantando, alguns como se estivessem dando uma pernada, que é comum de se ver em grupos de certas regiões do interior........................................ Em alguns lugares do interior do Maranhão, como no Município de Rosário, ou em festas em São Luís, com a presença de grupos de tambor de crioula, costuma ocorrer a punga dos homens ou pernada14 ,cujo objetivo é derrubar ao solo o companheiro que aceita este desafio. Algumas vezes a punga dos homens atrai mais interesse do que a dança das mulheres. Por ter certa semelhança com uma luta, a pernada ou punga dos homens tem sido comparada com a capoeira. A pernada que se constata no tambor de crioula do interior, lembra a luta africana dos negros bantus chamada batuque, que Carneiro (1937, p. 161-165) descreve em Cachoeira e Santo Amaro na Bahia e que usava os mesmos instrumentos e lhe parece uma variante das rodas de capoeira15 (FERRETTI et al, 2002, p. 50-51). Não conseguimos localizar até agora documentação referente a presença antiga da capoeira no Maranhão16 que seria importante visando apresentar maiores relações entre a capoeira e o tambor de crioula, tema que atualmente tem despertado grande interesse....................................................................................
http://www.ppgcsoc.ufma.br/index.php?option=com_content&view=article&id=201&catid=56&Itemid=114