lunes, 31 de agosto de 2009

Techniques et apprentissage du moring réunionnais

Techniques et apprentissage du moring réunionnais
Résumé Sport de combat rituel, le moring associe la musique, l'expression corporelle, les traditions guerrières et les cultes afro-malgaches. Cousin de la Capoeira du Brésil, le moring réunionnais dû affronter bien des préjugés et des interdits tout au long de son histoire. Ce livre contribue à réhabiliter cet art populaire. Il met en valeur les bienfaits de cette discipline où le corps et l'esprit s'épanouissent. Règles et techniques sont expliquées précisément, illustrées par de nombreux croquis de mouvements.

sábado, 29 de agosto de 2009

A Capoeira escrava

ENTREVISTA"carlos eugenio libano soares"

possui graduação em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1988), mestrado em História pela Universidade Estadual de Campinas (1993) e doutorado em História Social do Trabalho pela Universidade Estadual de Campinas (1998). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal da Bahia. Tem experiência na área de História da escravidão africana no Brasil, com ênfase em História urbana, atuando principalmente nos seguintes temas: capoeira, escravidão, escravidão urbana, africanos nas cidades do Rio de Janeiro e Salvador no século XVIII.

http://www.portalcapoeira.com/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=787



P – Como a classe dominante se relacionava com os capoeiras?
R – O que havia era o triângulo da desordem. Os interesses do Estado eram uns; da elite proprietária, eram outros. A elite queria que os escravos trouxessem dinheiro para ela. O que eles fizessem na rua era outro problema, não interessava, a não ser que fosse muito grave. Já a elite do Estado tinha uma outra visão. Queria evitar que esse escravo na rua trouxesse confusão, criasse conflito, que desordenasse o ambiente urbano. Os interesses da elite do Estado não batiam com os interesses particulares. Havia um conflito, só resolvido em 1850, mais ou menos. A partir desse momento, o Estado toma pé da situação. Até a metade do século 19, era um conflito porque os próprios senhores iam à Justiça para garantir a impunidade dos seus escravos. Você tendo escravos presos, perde a renda. Era muito comum viver da renda dos escravos. Preso, o escravo não ficava apenas sem sua subsistência. Era um escravo que retirava também a subsistência senhorial. Havia muitos conflitos do Estado com os particulares. Era um jogo percebido pelos escravos. Nossos intelectuais não perceberam isso. Eles criaram um mito de que os senhores sempre se uniram contra os escravos. Não é verdade, eram interesses diferenciados. O policial não era um feitor. O feitor dependia diretamente da ordem do proprietário, ele trabalhava sob o controle estrito do proprietário. A polícia, não. Ela estava a serviço do Estado.

jueves, 27 de agosto de 2009

Dioguinho -Capoeira, A residência onde residiu Diogo da Rocha Figueira, o Dioguinho, na Rua amando de Barros, nº 992, está sendo demolida

FOTO:(DIOGUINHO) Amoroso Netto, João. "História Completa e verídica do famoso bandido paulista Diogo da Rocha Figueira, mais conhecido pelo cognome de Dioguinho, por um delegado de Polícia". Oficinas Gráficas da Rua do Hipódromo, SP, 1949
http://www.redebomdia.com.br/site_antigo/index.asp?jbd=3&id=286&mat=128765



Dioguinho foi um dos bandidos mais temidos do século XIX


Por Renato FernandesFotos David Devidê


A residência onde residiu Diogo da Rocha Figueira, o Dioguinho, na Rua amando de Barros, nº 992, está sendo demolida, a construção do século 19 dará lugar a um conjunto de lojas.Segundo informações do historiador João Carlos Figueiroa a construção é uma das casas mais antigas de Botucatu. “É um estilo arquitetônico que não se encontra mais no município e data de 1880. Ela é da época do início do desenvolvimento dos cafezais no município. Com características do século XIX”, explica.Dioguinho foi o bandido caipira mais famoso de todos os tempos. Foi um anti-herói. Matador, capanga de coronéis, terror do nordeste paulista.Diogo da Rocha Figueira, o Dioguinho, coleciona histórias de crimes horríveis. Os cantadores e repentistas garantem que foram 25. Suas histórias e lendas já viraram livros e especiais de TV.Nascido em Botucatu, filho de um comerciante e de uma dona de casa, no século XIX. Dioguinho faleceu em 1897, na época de ouro do café. Diz a lenda que Dioguinho não morreu. O bandido Caiu no Rio Mogi, enquanto estava sendo caçado pela polícia.Anos depois de dado como morto, ele foi visto em São Paulo, na antiga Casa Alemã. E apareceu em muitos lugares, como se relata em boletins de ocorrência da polícia de São Paulo.

Notícias da capoeira em Porto Feliz
Carlos Carvalho CavalheiroLa Insignia. Brasil, julho de 2007.
É recente o estudo sobre a capoeira antiga no Estado de São Paulo, embora haja algumas informações esparsas sobre a sua prática em diversas localidades do solo paulista. Assim, temos referência no livro de João Amoroso Neto sobre o bandido Dioguinho da luta deste com um negro capoeira da região de Ribeirão Preto. O folclorista Alceu Maynard Araújo informou que a capoeira era ensinada em Botucatu por um carioca chamado Menê. O historiador João Campos Vieira, natural de Tatuí, mas radicado em Porto Feliz, afirma que a tradição popular dizia que "Dioguinho usava navalha no pé e dava rabo de arraia. Era uma capoeira defensiva" (1).

miércoles, 26 de agosto de 2009

Festa Juninha



Origem da Festa Junina
Existem duas explicações para o termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das festividades ocorrerem durante o mês de junho. Outra versão diz que está festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina. De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado
e governado por Portugal).
Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas.
Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.

domingo, 23 de agosto de 2009

Fighting for Honor: The History of African Martial Arts in the Atlantic World


libro:Fighting for Honor: T. J. Desch Obi: ISBN 9781570037184 - [ Traducir esta página ]
Author: T. J. Desch Obi Format: Hardcover, 376 pages. Publication Date: March 2008. Publisher: Univ of South Carolina Pr ...

FOTO: "Knowing how people fought tells us about their social history—their cosmology, gender roles and notions of masculinity, a society's conception of honor."


Grappling with Hidden Histories: TJ DESCH-OBI http://www.baruch.edu/wsas/departments/history/faculty/desch_obi.html
It's not unusual to find professors who have practiced what they preach at Baruch— management wizards who teach business strategies learned firsthand in the boardroom or public affairs gurus who lecture about processes gleaned through years of civic experience—but TJ Desch-Obi, assistant professor of African history in the Weisssman School of Arts and Sciences and a practitioner of various martial arts for more than 20 years, is rare even among Baruch's world-wise and well-traveled faculty.
Desch-Obi's research focuses on the history of combative disciplines in Africa, particularly the martial arts of Central Africa and related practices in the Americas. In that African region, a variety of formalized combat sport bouts and more esoteric martial disciplines —usually practiced in time to musical accompaniments—made talented exponents into athletic superstars, the equivalent of boxing champions or baseball heroes in their day.
What makes these sparsely documented disciplines such an important prism for examining cultural history? Rather than being purely athletic competitions, practice of the arts also played significant religious, political, and even military roles in societies, says Desch-Obi.
"Physical activities like dance and music were central to the African religious experience, [and] knowing how people fought tells us about their social history—their cosmology, gender roles and notions of masculinity, a society's conception of honor, and so on," he explains.
Desch-Obi's primary focus has been on the history of engolo, an acrobatic martial art defined by graceful kicks and gymnastic evasions that originated in southern Angola. Tracing the dissemination of the practice into the Americas between the 17th and 19th centuries, during which the region was perhaps the largest exporter of enslaved Africans, Desch-Obi's research follows the path of the art as it developed into localized forms in North and South America and the Caribbean islands.
The best-known example of these disciplines is the dazzling Afro-Brazilian practice of capoeira, but Desch-Obi points out that related arts were practiced in the United States under the name of "knocking and kicking"; l'adja on the island of Martinique; and various other names in South America. Though they were—and remain—extremely popular practices in these areas, historians have traditionally glossed over their origins and significance.
Since his days as an undergraduate at Harvard, Desch-Obi has spent virtually every vacation—including summer, winter, and spring breaks—doing fieldwork and archival research, primarily in areas of Angola, Democratic Republic of Congo, Brazil, Cuba, and Martinique.
He consulted additional records in Portugal and France, among other European locales, while completing his doctoral degree at UCLA, and his dissertation work and most recent research form the basis of his upcoming book, Fighting for Honor (University of South Carolina, 2008).
He credits his interest in the subject to a lineage that includes some celebrated combatants in his own family. "African martial arts have fascinated me as long as I can remember," he says. "My first experience with martial arts was with mgba"—a style of wrestling practiced by the Igbo of eastern Nigeria, where his father's family originates—"and both my father and great-grandfather were famous fighters. For me, it's a labor of love."
—OLAYINKA FADAHUNSI
Photo portrait by Mario Morgado; fieldwork photo by TJ Desch-Obi

martes, 18 de agosto de 2009

Leopoldo Vaz


Tenho recebido inúmeroa correspondencia eletrônica do Javier Rubiera, vice-presidente da Federação Internacional de Capoeira. Busca, incansávelmente, informações sobre tudo o que se refira à capoeira(gem) e suas possíveis derivações ou ancestralidade(s). Os arquivos que tem colocado à disposição dos estudiosos dessa arte- ou seria luta? ou dança? - é impressionante… Tenho recomendado aos estudiosos de nossa história seu endereço eletronico - sítio - para se inteirarem da história da diáspora africana em direção às terras do Brasil, do Maranhão e outros países latino-americanos e Caribe.
Recebi há pouco essa preciosidade: apenas duas horas, lá da espanha, após a noticia ter saido no Brasil…






A escola do Mestre Bimba-Lançamento do livro de Hellio Campos


A Tarde - BA08/07/2009 - 07:48

Bimba, da Bahia para o mundo“Bimba pegou esses ensinamentos da chamada capoeiramãe de seu pai e de Bentinho e criou a capoeira regional“, conta Campos, que foi aluno de Bimba entre os anos de 1966 a 1972

Da Redação
Nascido Manoel dos Reis Machado, Mestre Bimba (1900-1974) era filho de Luís Cândido de Machado, caboclo de Feira de Santana, e Maria Martinha do Bonfim, negra do Recôncavo.Segundo Héllio Campos, Bimba deu os primeiro passos na capoeira aos 14 anos, com o pai, que foi campeão de batuque, e com Mestre Bentinho, africano que era capitão da Companhia de Navegação Baiana.“Bimba pegou esses ensinamentos da chamada capoeiramãe de seu pai e de Bentinho e criou a capoeira regional“, conta Campos, que foi aluno de Bimba entre os anos de 1966 a 1972.“Naquela época, a capoeira ainda era mal vista, coisa de marginal“, lembra.Felizmente, esse tempo já ficou longe, e hoje, a capoeira é mundialmente praticada, admirada e respeitada, ganhando espaço até nos filmes produzidos em Hollywood.E para celebrar Mestre Bimba, suas lutas – a que ele criou e pela qual ele lutou – Héllio Campos lança hoje seu livro com exposição de fotos e um show de capoeira em um shopping da cidade (confira serviço abaixo).“Bimba levava sua arte aonde podia. Ele queria tirá-la ‘debaixo do pé do boi‘, como ele dizia, e levala para o mundo. Até Getúlio Vargas o aplaudiu no Palácio da Aclamação, em 1953“, conclui.Capoeira regional: A escola do Mestre Bimba-Lançamento do livro de Hellio Campos .
http://www.intercidadania.net/noticia.kmf?noticia=8651334&canal=53&total=6724&indice=0

viernes, 14 de agosto de 2009

A Carioca


A CARIOCA
Sex, 14/08/09
por leopoldovaz
categoria Capoeira, História, O QUE ROLA NO CEV, Raízes
Encontrei, aqui no Maranhão, uma referencia à prática da ‘carioca’. Perguntei-me o que seria. Fora proibida, em codigo de postura de Turiaçú, do anos de 1884. Ao lado da palavra ‘capoeira’. Já escrevi sobre isso.
1884 - em Turiaçú é proclamada uma Lei – de no. 1.341, de 17 de maio – em que constava: “Artigo 42 – é proibido o brinquedo denominado Jogo Capoeira ou Carioca. Multa de 5$000 aos contraventores e se reincidente o dobro e 4 dias de prisão”. (CÓDIGO DE POSTURAS DE TURIAÇU, Lei 1342, de 17 de maio de 1884. Arquivo Público do Maranhão, vol. 1884-85, p. 124)
Depois, falando com alguns Mestres Capoeiras - Baé, Mizinho, Índio do Maranhão - tomei conhecimento, por Mizinho, de que em uma de suas apresentações em Cururupu um senhor já de mais de 80 anos, negro, disse que praticava aquele esporte, mas conhecia como ‘carioca’, não como capoeira. Logo depois, em aula sobre a história do esporte no Maranhão, referi-me à capoeira e à carioca, quando um dos alunos disse-me que aqcompanhava o avô, ex-estivador ali no Portinho, e quando de uma apresentação de capoeira que acontecia, este dizia-lhe que já praticara muito aquiloo, mas era chamada pelos estivadores de ‘carioca…

miércoles, 12 de agosto de 2009

El Juego "Sisemba"-Islas Célebes

NOTA:
Encyclopédie technique, historique, biographique et culturelle des arts ...‎ - Página 668de Gabrielle Habersetzer - 2004 - 880 páginas
Au-delà de ses aspects de techniques défensives, le Silek est aussi une Voie initiatique, à travers les Lanka (1)* ... Aussi Semba. ou Sempak: style de
Weapons and fighting arts of Indonesia‎ - Página 221de Donn F. Draeger - 1992 - 256 páginas
Sisemba quasicombative action : ranks of men fight clasping hands(a, b) ; a fallen foe may rejoin his line



"En effet, lorsque les divinités ou leurs rejetons ont apprécié les paquets offerts, les enfants des humains ont, quant à eux, le droit de rechercher les belundak et de les dévorer en riant sous les yeux de ceux qui n’ont rien trouvé ou n’ont pas été assez rapides. Après quoi, les enfants jouent au jeu sisemba’ qui consiste à échanger des coups de pieds, et ils sont relayés par leur père et leurs grands frères.

Le jeu sisemba’ souvent exécuté lors de pratiques associées au Levant, notamment vers la fin du cycle rizicole. C’est un rite de fertilité accompli par les hommes, petits et grands, Derri, juillet 1989. Photographie Jeannine Koubi
Cette célébration joyeuse qui marque la fin des rites rizicoles est suivie le lendemain du rite Mangkaro bubun, « gratter ou creuser le point d’eau » : tout près de l’eau, le to minaa érige le petit autel avec les roseaux et sacrifie un poulet."


videos SISEMBA:
http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=3085330788760570718&postID=3589645437105422335

de Donn F Draeger - 1993
Its formal name is SISEMBA but it is occasionally called SEMBA, ... SISEMBA participants include hundreds of young men coupled by hand clasping. ...

La capoeira se aculturiza con Savate y el antiguo Zipota "Basque art of Zipota" -ESPAÑA

RECORTE: http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2009/07/1840-savate-y-baston-en-rio-de-janeiro.html


"Uno tiene que comprender que las raízes de Buitrón Academia se remontan a la fundación de la escuela SAVATE en 1803, con un linaje directo al Maitre Michael Casseux fundador de SAVATE. Además de ser muy arraigado linaje al "Hawaiian Kempo traditions" bajo la tarde Sifu Kieth Ver (1 ª Generación Parker cinturón Negro) y la Escuela de Capoeira Mestre Bimba creador de () Capoeira regional, a través de la mirada vigilante de Mestre acordeón"

lunes, 10 de agosto de 2009

PROF. SERGIO VIEIRA E PRESID. DA FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE CAPOEIRA PARTICIPOU DO II FORUM MUNDIAL DE CAPOEIRA EM BAKU NO AZERBAIJÃO


PROF. SERGIO VIEIRA E PRESID. DA FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE CAPOEIRA PARTICIPOU DO II FORUM MUNDIAL DE CAPOEIRA EM BAKU NO AZERBAIJÃO
Posted on/at 10:15 by PRB 10 ATIBAIA

A Capoeira vive momentos inéditos. Para superar os efeitos da globalização e se fortalecer mundialmente, ocorreu na Cidade de Baku, Azerbaijão, entre os dias 04 e 12 de julho, o II Fórum Mundial de Capoeira, organizado conjuntamente pela Federação de Capoeira do Azerbaijão e a Federação Internacional de Capoeira - FICA que foi institucionalmente apoiada pelo Governo Brasileiro e pelo Ministério do Esporte.Este encontro reuniu vinte e um países: Brasil, Argentina, Jamaica, EUA, Canadá, Portugal, Espanha, Alemanha, França, Itália, Suíça, Polônia, Rússia, Azerbaijão, Cazaquistão, Geórgia, Ucrânia, Estônia, Coréia do Sul, Singapura e Irã, os quais assinaram uma Convenção Internacional pela qual unificaram os procedimentos técnicos e desportivos da modalidade, em especial seu regulamento de competições, uniformes e graduações.Segundo o presidente da entidade, Prof. Pós-Dr. Sergio Luiz de Souza Vieira, Professor de
Educação Física, Antropólogo e Administrador, radicado em Atibaia desde 2000, este Fórum, que também qualificou árbitros e técnicos desportivos na Ásia, se fez necessário para o atendimento dos requisitos do Comitê Olímpico Internacional, para o reconhecimento da Capoeira. Na ocasião foi também instituída a Vice-Presidência Regional da FICA na Eurásia, sendo ainda aprovada a data de 05 de julho como Dia Mundial da Capoeira.A equipe técnica da FICA foi integrada também pelo Vive-Presidente Técnico: Mestre Valentim Rodolfo Mussarelli e pelo Monitor Cezar Alexandre Moscon, pentacampeão brasileiro e bicampeão mundial da modalidade, sendo recebidos por empresários do setor petrolífero daquele
país, assim como por seu Ministro do Esporte, Azad Rahimov, os quais foram acompanhados pelo embaixador brasileiro Paulo Antonio Pereira Pinto.Segundo o Prof. Sergio Vieira a Capoeira encontra-se atualmente em 132 países e todo este esforço organizacional se dá em função da candidatura do Brasil aos Jogos Olímpicos de 2016, o que representa uma oportunidade para a modalidade ser inserida na condição de apresentação. Informou ainda que existem cerca de cinco milhões de praticantes em todo o Brasil e cerca de 3.500 academias no Estado de São Paulo. A possibilidade de reconhecimento da Capoeira pelo COI propiciará a possibilidade de massificação desta modalidade desportiva que foi reconhecida como patrimônio cultural imaterial do povo brasileiro, pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em função da tese de doutorado do Prof. Sergio Vieira.A Federação Internacional de Capoeira pretende instalar um Centro de Treinamento Técnico Avançado na Cidade de Atibaia, para dar suporte à qualificação de docentes, árbitros e técnicos desportivos de outros países, os quais farão
estágios práticos em nosso município. Este projeto da entidade conta com o total apoio do empresário Rodrigo Parras e de outras ilustres personalidades da cidade.
O Prof. Sergio Luiz de Souza Vieira, foto. é . Pós Ph.D. Pós-Doutor em Administração (Gestão Socioambiental) FEA-USP- Doutor em Ciências Sociais (Antropologia, Sociologia, Política e Relações Internacionais) PUC-SP- Mestre em Ciências Sociais PUC-SP- Professor de Educação Física - UNIFIG- Especialista em Educação Física Infantil - UNIFIG- Especialista em Ginástica - UNIFIG- Curso de Engenharia Militar - CPOR-SP= 20 anos de magistério universitário;= Presidente da Federação Internacional de Capoeira= 20 anos de atividades na Aviação Civil (52 países conhecidos) .

Capoeira luta por reconhecimento do COI


*Capoeira luta por reconhecimento do Comitê Olímpico*

A Capoeira vive momentos inéditos. Para superar os efeitos da globalização e se fortalecer mundialmente, ocorreu na Cidade de Baku, Azerbaijão, entre os dias 4 e 12 de julho, o II Fórum Mundial de Capoeira, organizado conjuntamente pela Federação de Capoeira do Azerbaijão e pela Federação Internacional de Capoeira, apoiada institucionalmente pelo governo brasileiro e pelo Ministério do Esporte.Esse encontro reuniu vinte e um países: Brasil, Argentina, Jamaica, EUA, Canadá, Portugal, Espanha, Alemanha, França, Itália, Suíça, Polônia, Rússia, Azerbaijão, Cazaquistão, Geórgia, Ucrânia, Estônia, Coréia do Sul, Singapura e Irã. Os representantes de tais nações assinaram convenção internacional pela qual unificaram os procedimentos técnicos e desportivos da modalidade, em especial seu regulamento de competições, uniformes e graduações. Segundo o presidente da entidade, o professor de Educação Física Sérgio Luiz de Souza Vieira, que é ainda antropólogo e administrador, radicado em Atibaia desde 2000, o fórum também qualificou árbitros e técnicos desportivos na Ásia. "O evento se fez necessário para o atendimento dos requisitos do Comitê Olímpico Internacional, para o reconhecimento da capoeira". Na ocasião, foi também instituída a vice-presidência regional da FICA na Eurásia, sendo ainda aprovada a data de 5 de julho como o Dia Mundial da Capoeira. A equipe técnica da FICA foi integrada também pelo vice-presidente técnico, mestre Valentim Rodolfo Mussarelli e pelo monitor Cezar Alexandre Moscon, pentacampeão brasileiro e bicampeão mundial da modalidade. Eles foram recebidos por empresários do setor petrolífero daquele país, assim como por seu ministro do Esporte, Azad Rahimov, acompanhados pelo embaixador brasileiro Paulo Antonio Pereira Pinto.Segundo o professor Sérgio Vieira, a capoeira encontra-se atualmente em 132 países e todo este esforço organizacional se dá em função da candidatura do Brasil aos Jogos Olímpicos de 2016. Representa uma oportunidade para a modalidade ser inserida na condição de apresentação. Ele informou ainda que existem cerca de cinco milhões de praticantes em todo o Brasil e cerca de 3.500 academias no Estado de São Paulo. O reconhecimento da capoeira pelo COI propiciará a massificação da modalidade desportiva, que foi reconhecida como patrimônio cultural imaterial do povo brasileiro, pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em função da tese de doutorado do prof. Sérgio Vieira.A Federação Internacional de Capoeira pretende instalar um Centro de Treinamento Técnico Avançado em Atibaia, para dar suporte à qualificação de docentes, árbitros e técnicos desportivos de outros países, oferecendo estágios práticos aqui. O projeto da entidade conta com o total apoio do empresário Rodrigo Parras e de outras personalidades da cidade.El link es este: http://www.oatibaiense.com.br/050809/pags/espt1.htm

domingo, 9 de agosto de 2009

WORLD CAPOEIRA LETTER -2009

CARTA MUNDIAL DA CAPOEIRA
WORLD CAPOEIRA LETTER
KAPOEYRANIN DÜNYA MƏKTUBU
CARTA MUNDIAL DE LA CAPOEIRA
МИРОВОЕ ПИСЬМО КАПОЕЙРА


Baku, Azerbaijão, 4 e 5 de julho de 2009.

Valentim Rodolfo Mussarelli
Sistema Brasileiro de Capoeira Desportiva
Taleh OrujovAzerbaijan Capoeira Federation
E. Javier Rubiera Cuervo
Agrupación Española de Capoeira
Simone Scardua
Federazione Svizzera di Capoeira
Roman Belov
Russian Kapoeira Federation
Vicente da Silva
Canadian Capoeira Federation
Rogério Vieira
Federazione Italiana Capoeira
Etibar Isayev
Georgia Capoeira Federation
Ali Reza Sepehrnia
Iran Capoeira Federation
Ronaldo Braz Brand
USA Capoeira Federation
Vicente de Paula Mendes
Deutsch Verband Capoeira
Nelson de Andrade Barros
Associaço Portuguesa de Capoeira
Kobalchynskiy Vitaliy
Ukraine Capoeira Federation
Ramid Niftaliyev
Estonia Capoeira Federation
Dennis Eckart
Representante Nacional da Jamaica
Vladimir Vieira Farias
Representante Nacional da Argentina
Eun-Sup Kim
Representante Nacional da Corea do Sul
Silvio Romero da Silva
Representante Nacional de Singapura
Paulo Ricardo Bernardo Marques
Representante Nacional da Polonia
Eduardo Silva Storti
Representante Nacional da França

sábado, 1 de agosto de 2009

Capoeiragem


A alma encantadora das ruas João do Rio
de João do Rio, Paulo Barreto - 1952 - 244 páginas
...................Que tem Sussu com a Epifania? Nada. Essas canções, porém, são toda a psicologia de um povo, e cada uma delas bastaria para lhe contar o servilismo, a carícia temerosa, o instinto da fatalidade que o amolece, e a ironia, a despreocupada ironia do malandro nacional.
-Mas por que, continuo eu curioso, põem vocês junto do rei Baltasar aquele boneco de cacete?
-Aquele é o rei da capoeiragem . Está perto do Rei Baltasar porque deve estar. Rei preto também viu a estrela. Deus não esqueceu a gente. Ora não sei se V. S.ª conhece que Baltasar é pai da raça preta. Os negros da Angola quando vieram para a Bahia trouxeram uma dança chamada cungu, em que se ensinava a brigar. Cungu com o tempo virou mandinga e S. Bento.
-Mas que tem tudo isso?...
-Isso, gente, são nomes antigos da capoeiragem . Jogar capoeira é o mesmo que jogar mandinga.
Rei da capoeiragem tem seu lugar junto de Baltasar. Capoeiragem tem sua religião.
Abri os olhos pasmados. O negro riu.
-V. S.ª não conhece a arte? Hoje está por baixo. Valente de verdade só há mesmo uns dez: João da Sé, Tito da Praia, Chico Bolivar, Marinho da Silva, Manuel Piquira, Ludgero da Praia, Manuel Tolo, Moisés, Mariano da Piedade, Cândido Baianinho, outros... Esses «cabras» sabiam jogar mandinga como homens...
-Então os capoeiras estão nos presepes para acabar com as presepadas...
-Sim senhor. Capoeiragem é uma arte, cada movimento tem um nome. É mesmo como sorte de jogo. Eu agacho, prendo V. S.ª pelas pernas e viro - V. S.ª virou balão e eu entrei debaixo. Se eu cair virei boi. Se eu lançar uma tesoura eu sou um porco, porque tesoura não se usa mais. Mas posso arrastar-lhe uma tarrafa mestra.
-Tarrafa?
-É uma rasteira com força. Ou esperar o degas de galho, assim duro, com os braços para o ar e se for rapaz da luta, passar-lhe o tronco na queda, ou, se for arara, arrumar-lhe mesmo o bauú, pontapé na pança. Ah! V. S.ª não imagina que porção de nomes tem o jogo. Só rasteira, quando é deitada, chama-se banda, quando com força tarrafa, quando no ar para bater na cara do cabra meia-lua.
-Mas é um jogo bonito! fiz para contentá-lo.
-Vai até o auô, salto mortal, que se inventou na Bahia.
Para aquela lição tão intempestiva, já se havia formado um grupo de temperamentos bélicos. Um rapazola falou.
-E a encruzilhada?
-É verdade, não disseste nada de encruzilhada?
E a discussão cresceu. Parecia que iam brigar.
Fora, a chuva jorrava torrencial. Um relógio pôs-se a bater preguiçosamente meia-noite. As mulatinhas cantavam tristes:

Meu rei de Ouros quem te matou?
Foi um pobre caçadô.

Mas Dudu saltou para o meio da sala. Houve um choque de palmas. E diante do quarto, onde se confundia o mundo em adoração a Deus, o negro cantou, acompanhado pelo coro:

Já deu meia-noite
o sol está pendente
um quilo de carne
para tanta gente!

Oh! Suave ironia dos malandros! Na baiúca havia alegria, parati, álcool, fantasia, talvez o amor nascido de todas aquelas danças e do insuportável cheiro do éter floral.
Não havia, porém, com que comer. Diante de Jesus, que só lhes dera o dia de amanhã, a queixa se desfazia num quase riso. Um quilo de carne para tanta gente!
Talvez nem isso! Saí, deixei o último presepe.
De longe, a casinhola com as suas iluminações tinha um ar de sonho sob a chuva, um ar de milagre, o milagre da crença, sempre eterna e vivaz, saudando o natal de Deus através da ingenuidade dos pobres. Como seria bom dar-lhes de comer, ó Deus poderoso!
Como lhes daria eu um farto jantar se, como eles, não tivesse apenas a esperança de amanhã obter um quilo de carne só para mim!
http://www.cervantesvirtual.com/servlet/SirveObras/12259419820159384109435/p0000001.htm?marca=capoeiragem#673

II CONGRESSO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR LETPEF