martes, 9 de marzo de 2010

Pedro Azevedo Gordilho, de inquisidor (1920) a preso político (1932)

Estudos Avançados

Print version ISSN 0103-4014
Estud. av. vol.18 no.50 São Paulo Jan./Apr. 2004
BAHIA: ENTREVISTA
A luta segue por novos caminhos
Entrevista de Júlio Santana Braga

ESTUDOS AVANÇADOS– O candomblé foi muito perseguido. Pergunto: hoje o candomblé ainda é o mesmo que resistiu à perseguição policial? Para se legalizar, ele perdeu aquele tom subversivo?

Júlio Santana Braga – Escrevi um livro sobre isso, chamado de Na gamela do feitiço, em que realizo um estudo da repressão policial ao candomblé. O período em que mais houve essa perseguição foi na década de 1920, destacando-se aí o delegado Pedro Azevedo Gordilho, que foi o grande inquisidor da cultura religiosa. Ele realizou uma perseguição que não refletia somente a cabeça de um delegado de polícia, mas sim de toda a sociedade baiana. Naquela década, era a da segunda geração posterior à abolição da escravatura, e o candomblé era uma espécie de tormento para todos os padrões culturais na Bahia. Há um dado ponderável nisso tudo: as grandes correntes teóricas, antropológicas e sociológicas estiveram sempre a refletir as religiões como algo "retrógrado". A religião do candomblé criou estratégias de resistência diversificadas, com uma política de negociação e de resultados. E foi guardiã de um pensamento revolucionário. Assim, por exemplo, quando Edison Carneiro, pela sua militância política, estava para ser preso, foi numa casa de candomblé que ele se refugiou por quase seis meses.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142004000100013

O cerco e invasão da Faculdade de Medicina da Bahia em 22 de agosto de 1932 pelas tropas do interventor Federal Juracy Montenegro Magalhães
Dr. Antonio Carlos Nogueira Britto
Presidente do Instituto Bahiano de História da Medicina e Ciências Afins.
Fundado em 29 de novembro de 1946.....................................
Conclúe o snr. Seabra esse titulo reproduzindo o " demonstrativo das despesas" enquanto do annexo n.º 5, do relatorio em apreço.
Muito bem. Tudo muito claro, muito simples: a commissão, nomeada em secção noturna, de 23 de agosto, logo no dia seguinte, 24, deu cumprimento á sua missão, indo á Penitenciaria visitar os estudantes, e delles ouvindo os horrores que estão narrados, retirando-se em seguida, com a promessa de voltar ainda uma vez nesse dia á Penitenciaria, (o que realmente se verificou) procurando visitar em seguida os professores Adolpho Diniz e Mario Leal, ambos installados numa grande sala do segundo pavimento do edificio central do predio. A attitude dos dois professores, como a dos demais presos politicos que ahi se encontravam (isto é, na Penitenciaria e, entre elles, podemos destacar o advogado e jornalista Dr. Luiz Vianna Filho e o Advogado e antigo chefe de Policia, Dr. Pedro de Azevedo Gordilho), era de perfeita calma, etc

http://www.fameb.ufba.br/historia_med/hist_med_art72.htm

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