jueves, 11 de marzo de 2010

Curiosidades de Feira de Santana (Cidade de Cisnando)

CÓDIGO DE POLÍCIA ADMINISTRATIVA DE FEIRA DE SANTANA
ANTEPROJETO DE LEI 1.613/92 11 DE NOVEMBRO DE 1992
Modifica o Código de Polícia Administrativa de Feira de Santana e dá Outras Providências.
CAPÍTULO III
DOS COSTUMES E DA ORDEM PÚBLICA
Seção II
Da Ordem e Sossego Público
Art. 141 – É proibido perturbar o sossego público com ruídos ou sons excessivos, tais como:
VIII - os batuques e outros divertimentos congêneres, sem licença das autoridades municipais;
http://www.feiradesantana.ba.gov.br/saude/lei1613.pdf
 Divulgação Samba, Cabaré e Polícia na Feira de outrora
Denominada princesa do sertão baiano, Feira de Santana já gozava, nas décadas de 1930 e 1940, de importante prestígio, já tendo sido, inclusive, objeto das mágicas lentes de Pierre Verger, artista francês radicado na Bahia.
Sua história tem sido ao longo dos anos associada a uma cidade que tem origem em um importante comércio de gado e sua principal identidade social constituída em torno da “cidade comercial”. Entretanto, pode-se explorar outros importantes aspectos da história de Feira de Santana, a exemplo das experiências culturais negro-africanas ali constituídas, este é o caso dos sambas que tinham como cenário as contagiosas noites dos cabarés feirenses.
Este breve ensaio de reflexão, que ora apresento aos leitores, inaugura a mais nova coluna do PORTAL FS, intitulada “História vista de baixo”, justamente por se tratar das histórias daqueles indivíduos, grupos e culturas que não conheceram a pena que pintou os compêndios sobre a Bahia de outrora.
Em suas raízes mais remotas, o samba era ritmo, dança e folguedo coletivos. Caracterizado pelas palmas, batuques e entoações poéticas. As novas características assumidas pelos sambas, como sua veiculação nos meios radiofônicos e a constituição de um mercado compositorial, principalmente, a partir de meados do século XX, já ocupa lugar entre os estudos da sociologia, história, antropologia e etnomusicologia.
Essa produção é evidente, sobretudo no quantitativo de pesquisas acerca do samba no Rio de Janeiro e São Paulo. Na Bahia, as mudanças ocorridas no significado social e cultural do samba tiveram que aguardar um pouco mais, ocupando esta forma de expressão lúdico-percurssivo-corporal, até meados do século XX, ainda o lugar dos batuques que precisavam ser reprimidos pelas autoridades policiais, por serem entendidos como práticas agenciadoras de contravenção penal, a exemplo dos conflitos que ocorriam nas noites dos cabarés. Esta realidade é denunciada pelas fontes históricas que revelam, por exemplo, as batidas policiais aos cabarés em Feira de Santana, em tempos não tão remotos assim.

http://fsonline.com.br/lermateria.asp?id=19093&autor=43

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