martes, 12 de enero de 2010


Edmundo Amaral em sua obra Rótulas e Mantilhas, publicada em 1932
E tocam os reco-recos dos maxixes republicanos. Capoeiras de carapinha alta quebram urnas eleitorais a golpes de catulés. Navalhas abertas afugentam eleitores honestos. Oradores de guedelha bebem cervejas eleitorais nos grêmios embandeirados. E rompem maxixes na confusão dos brindes.

Dentro dos brigues estreitos, negros de mulambos catingam mandigando. Corpos escuros gosmam na umidade escura. Geme a melopéia negra no sol quente. Chicotes de cinco pontas abrem lanhos vermelhos nos dorsos escurss. Geme a melopéia negra no cateretê. Batucam sambas nos cafundós. Banguês pesados de senhor de chapelão vergam dorsos suarentos. Geme a melopéia negra nos atabaques. Batem os reque-reques, zumbam caxambus nos zungus escuros
E tocam os reco-recos dos maxixes republicanos. http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0354a1.htm

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