domingo, 24 de mayo de 2009

Bombardeio ao corpo // Anabolizante Sedex traz drogas até em casa

Bombardeio ao corpo // Anabolizante Sedex traz drogas até em casa
Publicado em 23.05.2009, às 16h14Do JC
Um dos principais importadores de esteroides de Pernambuco, que épersonal trainer, diz que a compra via Sedex é segura e quedificilmente os consumidores serão surpreendidos em uma ação policialFoto: Marcos Michael/JC Imagem
Enquanto autoridades minimizam os problemas envolvendo os esteroides,o mercado negro de anabolizantes cresce e também cruza fronteiras. Emconversas com contrabandistas e revendedores, pode-se construir aprincipal rota destas drogas até Pernambuco. A maioria dos esteroidesconsumidos no Estado é produzida em laboratórios clandestinos emCiudad del Este, no Paraguai, e entra no Brasil pela Ponte da Amizade,que liga a Foz do Iguaçu (PR). Em território nacional, os anabólicossão distribuídos por outras três cidades do interior do Paraná:Cascavel, Londrina e Maringá.
Daí em diante, entra em cena o principal veículo de distribuição dosesteroides em território nacional: o Sedex. De agências dos Correiosdas três cidades paranaenses, a droga é enviada para São Paulo. E delá, segue para todo o Brasil. No Nordeste, os destinos mais comuns sãoRecife, Salvador e Fortaleza. “É um esquema simples e seguro, além debarato”, disse Renato, 19, um dos principais revendedores deesteroides do Estado e personal trainer de uma academia na Zona Sul.Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa dos Correiosemitiu nota dizendo que é de responsabilidade do remetente o envio deprodutos ilegais, e que cabe à Polícia Federal fazer a fiscalização.
Na chegada a Pernambuco, os anabolizantes são distribuídos entre osinúmeros revendedores. A maioria é formada por professores de educaçãofísica, que atuam em academias. Outra boa parcela é de funcionários defarmácias e lojas de suplementos alimentares. E só uma minoria éformada pelos chamados “ratos de academia”, aqueles garotos que passamo dia inteiro malhando. Há ainda praticantes de atletismo e nataçãoenvolvidos na comercialização ilegal. Este é um balanço de um doscabeças da organização que mais importa esteroides para o Estado. “Onegócio prospera justamente por isso: tem muita gente vendendoanabolizante. Com estas bombas bem mais acessíveis, as pessoas tomamcoragem e experimentam”, contou.
Neste caso, além das polícias, precisariam entrar em cena também oConselho Regional de Educação Física estadual (Cref-PE) e a AgênciaPernambucana de Vigilância Sanitária (Apvisa). O primeiro deveriaacompanhar mais de perto o comportamento e a atuação dos profissionaisda área de musculação e os atletas pernambucanos. A outra precisariafiscalizar com rigor academias de ginástica e farmácias. Nos últimosdez anos, não existem registros de ocorrências relacionadas aanabolizantes nas duas instituições, apesar de reconhecerem que asdenúncias aumentaram.
A reportagem do JC comprou esteroides em academias e farmácias comenorme facilidade (ver texto ao lado). “É difícil entrar em umaacademia e não encontrar garotos dependentes (psicológicos) destasdrogas. Nossos jovens usam cada vez mais anabolizantes, influenciadospelos apelos de beleza e alta performance. Há muita gente morrendo. Asautoridades têm de encarar isto como um problema de saúde pública”,afirmou a professora Rosângela Albuquerque, da fiscalização doCref-PE.
http://jc.uol.com.br/canal/esportes/bombardeio-ao-corpo/noticia/2009/05/23/sedex-traz-drogas-ate-em-casa-188465.php
--Laercio Elias Pereirahttp://cev.org.br/qq/laercio/(82) 9913 8811 - Maceio'..II Congresso Brasileriro de Informacao e Documentacao Esportiva9-11/dez/2008 http://ligcev.com/iiconbide

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