

O foto de grupo:Grupo Aberrê, com Mestre Sapo (aos 17 anos) tocando pandeiro; no berimbau, Vítor Careca; jogando capoeira, estão Mestre Canjiquinha (de cabeça para baixo), e Mestre Brasília (Fonte: MARTINS, 2005, p. 33).
ANTONIO JOSÉ DA CONCEIÇÃO RAMOS – Mestre Patinho – Capoeira http://www.jornalexpress.com.br/noticias/detalhes.php?id_jornal=13170&id_noticia=881%20
1953 – nasceu em São Luís, em 14 de setembro, no Bairro São Pantaleão; filho de Djalma Estafanio Ramos e de Alaíde Mendonça Silva Ramos;
Década de 60 - Babalú, um apaixonado pela capoeira, outro amigo que era marinheiro da marinha de Guerra, também aprendeu com o mestre Artur Emídio do Rio, Roberval Serejo; juntamos Jessé, Roberval Serejo, Babalú, Artur Emídio e eu formamos a primeira academia de capoeira, Bantú, e estava sem perceber fazendo parte da reaparição da capoeira no Maranhão. Também participaram Firmino Diniz e seu mestre Catumbi, preto alto descendente de escravo. Firmino foi ao Rio e aprendeu a capoeira com Navalha no estilo Palmilhada e com elástico, nos repassando.
1966 - esteve aqui em São Luís o Quarteto Aberrê com o mestre Canjiquinha e seus discípulos: Brasília, hoje Mestre Brasília, que mora em São Paulo; e o nosso querido Mestre Sapo; Vitor Careca. Quando Vitor Careca e seus amigos chegaram aqui em São Luís não foram bem sucedidos. Por sorte do grupo, na Praça Deodoro, na apresentação, estava assistindo o Mestre Tacinho, que era marceneiro e trazia gaiola. Era campeão sul-americano de boxe no estilo médio ligeiro e gostava da capoeira. Vendo que o grupo tinha um total domínio da capoeira, apresentavam modalidades circenses, mas ligadas a capoeira, como navalha, faca, etc. Tacinho convidou-os para uma apresentação no Palácio do Governo, pois era motorista do Palácio. O Governador da época era Sarney, gostando muito da apresentação, convida um deles para ministrar aula de capoeira no Maranhão, pois não foi possível porque eram de menor.
1968 - Mestre Barnabé (Mestre Sapo), Anselmo Barnabé Rodrigues, volta ao Maranhão.
- está tendo uma roda de capoeira no Olho d´Água com o Mestre Sapo, coincidentemente estando na praia, entrei na roda, conheci o Mestre Sapo e nos tornamos amigos e comecei a estudar com eles. Através do Professor Dimas.
- Como a capoeira era mal vista na época r cheia de preconceito, parti para a Ginástica Olímpica, volto para a capoeira e participo com o Mestre Sapo do primeiro e segundo Troféu Brasil e fomos campeões, eu no peso pluma e Sapo no peso pesado. Me intensifiquei pela capoeira e fui para Pernambuco, Bahia e São Paulo, estudar capoeira.
Eu recebi muita influência de Mestre Sapo, Artur Emídio do Rio,Catumbi e Djalma Bandeira que todos foram alunos de Aberrê.
Fonte:
RODRIGUES, Inara. Patinho: vida dedicada à capoeira. In O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, 14 de setembro de 2003, Domingo, p. 6. Caderno de Esportes
http://www.cefet-ma.br/publicacoes/artigos/atlas/ATLAS%2023%20-%20OS%20ESPORTISTAS.doc
otra cita:http://www.cefet-ma.br/publicacoes/artigos/revista16.9.1/Leopoldo_Artur_Emidio_e_a_capoeira_maranhense.pdf
1953 – nasceu em São Luís, em 14 de setembro, no Bairro São Pantaleão; filho de Djalma Estafanio Ramos e de Alaíde Mendonça Silva Ramos;
Década de 60 - Babalú, um apaixonado pela capoeira, outro amigo que era marinheiro da marinha de Guerra, também aprendeu com o mestre Artur Emídio do Rio, Roberval Serejo; juntamos Jessé, Roberval Serejo, Babalú, Artur Emídio e eu formamos a primeira academia de capoeira, Bantú, e estava sem perceber fazendo parte da reaparição da capoeira no Maranhão. Também participaram Firmino Diniz e seu mestre Catumbi, preto alto descendente de escravo. Firmino foi ao Rio e aprendeu a capoeira com Navalha no estilo Palmilhada e com elástico, nos repassando.
1966 - esteve aqui em São Luís o Quarteto Aberrê com o mestre Canjiquinha e seus discípulos: Brasília, hoje Mestre Brasília, que mora em São Paulo; e o nosso querido Mestre Sapo; Vitor Careca. Quando Vitor Careca e seus amigos chegaram aqui em São Luís não foram bem sucedidos. Por sorte do grupo, na Praça Deodoro, na apresentação, estava assistindo o Mestre Tacinho, que era marceneiro e trazia gaiola. Era campeão sul-americano de boxe no estilo médio ligeiro e gostava da capoeira. Vendo que o grupo tinha um total domínio da capoeira, apresentavam modalidades circenses, mas ligadas a capoeira, como navalha, faca, etc. Tacinho convidou-os para uma apresentação no Palácio do Governo, pois era motorista do Palácio. O Governador da época era Sarney, gostando muito da apresentação, convida um deles para ministrar aula de capoeira no Maranhão, pois não foi possível porque eram de menor.
1968 - Mestre Barnabé (Mestre Sapo), Anselmo Barnabé Rodrigues, volta ao Maranhão.
- está tendo uma roda de capoeira no Olho d´Água com o Mestre Sapo, coincidentemente estando na praia, entrei na roda, conheci o Mestre Sapo e nos tornamos amigos e comecei a estudar com eles. Através do Professor Dimas.
- Como a capoeira era mal vista na época r cheia de preconceito, parti para a Ginástica Olímpica, volto para a capoeira e participo com o Mestre Sapo do primeiro e segundo Troféu Brasil e fomos campeões, eu no peso pluma e Sapo no peso pesado. Me intensifiquei pela capoeira e fui para Pernambuco, Bahia e São Paulo, estudar capoeira.
Eu recebi muita influência de Mestre Sapo, Artur Emídio do Rio,Catumbi e Djalma Bandeira que todos foram alunos de Aberrê.
Fonte:
RODRIGUES, Inara. Patinho: vida dedicada à capoeira. In O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, 14 de setembro de 2003, Domingo, p. 6. Caderno de Esportes
http://www.cefet-ma.br/publicacoes/artigos/atlas/ATLAS%2023%20-%20OS%20ESPORTISTAS.doc
otra cita:http://www.cefet-ma.br/publicacoes/artigos/revista16.9.1/Leopoldo_Artur_Emidio_e_a_capoeira_maranhense.pdf
NOTA ACLARATORIA DEL PESQUISADOR :
Joel Pires Marques <joelpmarques1@gmail.com>
Quanto ao Artur Emídio de Oliveira, este é único naquele texto. A sua confusão deve-se provavelmente ao escrito "Artur Emídio do Rio", que significa Artur Emídio da Cidade do Rio de Janeiro, que fica no Estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Esse "do Rio" é uma redundância, para tornar claro aos conhecedores nacionais... só que causa confusão aos que vivem distantes da nossa cultura ou iniciantes nela. Até mesmo no Brasil, causa confusão a questão da Cidade do Rio de Janeiro e o Estado do Rio de Janeiro, principalmente aos jovens em desenvolvimento intelectual e aos pesquisadores de outras plagas... antigamente, antes de 1974, o Estado do Rio de Janeiro tinha por capital (a cidade sede) o município de Niterói; e o Estado da Guanabara, que era o antigo Distrito Federal (até 1960), tinha por capital a cidade do Rio de Janeiro... confuso, né? Pior ainda, quando houve a fusão, em 1974, dos dois Estados, Rio de Janeiro e Guanabara, com o nome de Rio de Janeiro e a capital ficou sendo a cidade do Rio de Janeiro, que era todo o território do antigo Estado da Guanabara... E esse Artur Emídio (de Oliveira) "do Rio", não é de nenhum rio de água doce, que pode ser um dos entendimentos, mas sim da cidade de "São Sebastião" do Rio de Janeiro, do Estado do Rio de Janeiro, e esse São Sebastião é outra história que fica para depois... Um abraço, Joel.
5 comentarios:
Uma das fontes para o trabalho de Leopoldo Gil Dulcio Vaz foi o trabalho de pesquisa apresentado a disciplina História da Educação Física e Esportes, do Curso de Educação Física da UEMA, turma C-2005, onde Antonio José da Conceição Ramos – Mestre Patinho – concede entrevista a Manoel Maria Pereira in "Mestres de Capoeira do Maranhão".
Escrevi, há algum tempo atrás, não sei precisar quando, uma missiva retificadora ao professor Leopoldo, mas não obtive resposta.
Estão a fazer, no meu entender, naquele trabalho uma forma desnecessária de legitimar a capoeira do Maranhão. Bobagem, pois quase tudo está certo, e a capoeira maranhense existe atuante e de fato e não precisa que ninguém a confirme, apenas algumas ligações estão erradas ou mal lembradas pelo entrevistado. Vale dizer que o Artur Emídio de Oliveira poderia mesmo ter sido professor do Roberval Serejo, isto não se nega, pois tanta gente passou por sua academia, mesmo muitos daqueles que por lá passaram e aprenderam, negam ´que foi lá esse aprendizado, mas não podem apagar as imagens fotográficas ou as lembranças dos outros colegas de rodas e academias.
Que Jessé Lobão tenha sido aluno do finado Djalma Bandeira, isso também é possível, atentando-se ao fato do Djalma Bandeira ter sido o mais conceituado aluno de Artur Emídio e que Djalma dava aulas de capoeira no bairro de Olaria, Rio de Janeiro/RJ, num lugar chamado "cinco bocas" e que muitos anos depois o mestre Wilmar da Cruz Brito veio a reconstituir, em homenagem ao Djalma (seu finado mestre), mas que não foi para a frente por falta de apoio da própria nação capoeira. Então, no primeiro organograma da Revista "Nova Atenas" de Educação Tecnológica, Artur Emídio deveria estar acima e não lateralmente a Djalma Bandeira, e Roberval Serejo e Jessé Lobão estariam lado a lado, um do outro, e ambos abaixo do Djalma Bandeira e este abaixo do Artur Emídio...
Depois, mais uma incongruência: abaixo, outro organograma onde se lê, em uma ordem vertical, Aberrê, Canjiquinha, Sapo & Patinho. Ora, se Patinho descende de Aberrê.. e ainda Patinho declara: "Eu recebi muita influência de Mestre Sapo, Artur Emídio, Catumbi e Djalma Bandeira que todos foram alunos de Aberrê". (Mestre Patinho in Entrevistas). Até aí tudo bem, mas pecou na afirmação "que todos foram alunos de Aberrê". Reafirmo: Djalma Bandeira foi aluno de Artur Emídio; Artur Emídio foi aluno de Paizinho; Paizinho foi aluno de Neném. É outra família genealógica... Entende-se na afirmação do mestre Patinho que este desejou mesclar todos os envolvidos na sua pseudoascendência, formada pela sua inconsistente declaração, para legitimar a sua "herança nobre", mas colocou a todos abaixo de Aberrê... aí, a pressão foi demais e a garrafa arrebentou... Quanta gente passou pelo Artur e nem se lembra mais dele? um montão... Quanta gente passou pelo Artur e o Artur nem se lembra também? outro montão...
Minha saudações,
Jel Pires Marques
tel.: (22) 26290070 e (22) 99727403 e (21) 87496078
Cabo Frio/RJ-Brasil.
O Mestre Artur Emidio e referido a Artur Emidio do Rio,um baiano de
Itabuna, considerado referência na história da capoeira
um baiano de
Itabuna, considerado referência na história da capoeira
http://www.cefet-ma.br/publicacoes/artigos/revista16.9.1/Leopoldo_Artur_Emidio_e_a_capoeira_maranhense.pdf.
“... bem aqui na Quinta, bem no SIOGE. Década de 60 era um grande
reduto da capoeira principalmente na São Pantaleão, onde nasci.... Pois
bem, um amigo que tinha recém chegado do Rio de Janeiro, Jessé Lobão,
que treinou com Djalma Bandeira na década de 60; Babalú, um
apaixonado pela capoeira; outro amigo que era marinheiro da marinha de
Guerra, também aprendeu com o mestre Artur Emídio do Rio, Roberval
Serejo; juntamos Jessé, Roberval Serejo, Babalú, Artur Emídio e eu
formamos a primeira academia de capoeira, Bantú, e estava sem perceber
fazendo parte da reaparição da capoeira no Maranhão. Também
participaram Firmino Diniz e seu mestre Catumbi, preto alto descendente
de escravo. Firmino foi ao Rio e aprendeu a capoeira com Navalha no
estilo Palmilhada e com elástico, nos repassando.” (Antonio José da
Conceição Ramos – Mestre Patinho – em entrevista concedida a Manoel
Maria Pereira)
2
.
1
In LIVRO ÁLBUM DOS MESTRES DA CAPOEIRA NO MARANHÃO – em entrevista concedida a
Hermílio Armando Viana Nina aluno do Curso de Educação Física da UEMA, em fevereiro de 2005.
Em 27/02/09, Leopoldo Gil Dulcio escreveu:
Joel
- Ocultar texto citado -
seguindo maxima do Mestre Laercio, "vamos por partes, como diria o Jack"
Uma das fontes para o trabalho de Leopoldo Gil Dulcio Vaz foi o trabalho de pesquisa apresentado a disciplina História da Educação Física e Esportes, do Curso de Educação Física da UEMA, turma C-2005, onde Antonio José da Conceição Ramos – Mestre Patinho – concede entrevista a Manoel Maria Pereira in "Mestres de Capoeira do Maranhão".
essa, uma das fontes, as entrevistas realizadas pelos meus alunos, em um trabalho coletivo, de levantamento da memoria... tomaram parte, dessa primeira fase, mais de 50 alunos, alem dos contatos pessoais com Mestre Patinho, a quem conheço desde 1976, quando vim pela primeira vez a Sao Luis e nessa epoca, ele era professor de Ginastica Olimpica... foi meu aluno, em um dos cursos que ministrei... e ele diz isso a todos... dei aulas de Atletismo e Planejamento... ja sao quase 33 anos de Maranhao...
Escrevi, há algum tempo atrás, não sei precisar quando, uma missiva retificadora ao professor Leopoldo, mas não obtive resposta.
nao recebi! tomei conhecimento apenas hoje, dessa correspondencia....
Estão a fazer, no meu entender, naquele trabalho uma forma desnecessária de legitimar a capoeira do Maranhão. Bobagem, pois quase tudo está certo, e a capoeira maranhense existe atuante e de fato e não precisa que ninguém a confirme, apenas algumas ligações estão erradas ou mal lembradas pelo entrevistado.
Nao se trata de 'legiltimar' a capoeira do Maranhao! trata-se de resgatar quem e quem, quem fez o que - como ensina Mestre Marco Aurelio e Mestre Lace, 'cada quá no seu cada quá', trata-se de escrever a memoria dessa capoeira, que existe no Maranhao, e de Roberval Serejo precede Sapo e Patinho...; antes deles, outros ja a praticavam... inclusive, encontrei uma denominaçao - carioca - que aionda procure saber o que eh e porque, assim como a denomiana 'punga dos homens', que alguns Mestres e Contra-Mestres de hoje associaçao com a capoeira baiana - angola - e que em Camara Cascudo, com movimentos assemelhados apresenta em varias partes do Nordeste...
Vale dizer que o Artur Emídio de Oliveira poderia mesmo ter sido professor do Roberval Serejo, isto não se nega, pois tanta gente passou por sua academia, mesmo muitos daqueles que por lá passaram e aprenderam, negam ´que foi lá esse aprendizado, mas não podem apagar as imagens fotográficas ou as lembranças dos outros colegas de rodas e academias.
Consta de depoimentos daqueles que conviveram com Roberval Serejo...
Que Jessé Lobão tenha sido aluno do finado Djalma Bandeira, isso também é possível, atentando-se ao fato do Djalma Bandeira ter sido o mais conceituado aluno de Artur Emídio e que Djalma dava aulas de capoeira no bairro de Olaria, Rio de Janeiro/RJ, num lugar chamado "cinco bocas" e que muitos anos depois o mestre Wilmar da Cruz Brito veio a reconstituir, em homenagem ao Djalma (seu finado mestre), mas que não foi para a frente por falta de apoio da própria nação capoeira. Então, no primeiro organograma da Revista "Nova Atenas" de Educação Tecnológica, Artur Emídio deveria estar acima e não lateralmente a Djalma Bandeira, e Roberval Serejo e Jessé Lobão estariam lado a lado, um do outro, e ambos abaixo do Djalma Bandeira e este abaixo do Artur Emídio...
GRUPO BANTUS
|
(Mestre Catumbi)
Mestre Firmino Diniz(Mestre Artur Emídio)
Mestre Roberval Serejo(Mestre Djalma Bandeira)
Mestre Jessé Lobão
|
Babalú
PatinhoGouveia
Manuel PeitudinhoAlô
UbirajaraDidi
Elmo Cascavel
Nao se trata de hierarquia... apenas que Patinho fala de suas influencias e de quem essas foram discipulos... apenas para efeito de apresentação... quem formou quem... veja, que o nome do mestre aparece entre parenteses... a horizontalidade se refere aos Mestres Maranhenses - Diniz, Serejo, Jesse... estes que influenciaram a Patinho... o precederam... dei destaque a Patinho, de quem ouvi, e nao consegui maiores informações dos outros, que atuaram na mesma epoca e no mesmo grupo Bantus...
Depois, mais uma incongruência: abaixo, outro organograma onde se lê, em uma ordem vertical, Aberrê, Canjiquinha, Sapo & Patinho. Ora, se Patinho descende de Aberrê.. e ainda Patinho declara: "Eu recebi muita influência de Mestre Sapo, Artur Emídio, Catumbi e Djalma Bandeira que todos foram alunos de Aberrê". (Mestre Patinho in Entrevistas).
ABERRÊ
|
CANJIQUINHA
BrasíliaSAPOVítor Careca
|
PATINHO
Bom, Patinho teve como Mestre a Sapo (ele o considera o seu Mestre) este, teve como Mestre Canjiquinha e este Aberre (?) junto com Canjiquinha, estiveram no Maranhao, Brasilia, Sapo e Vitor Careca... Sapo retorna e aqui se estabelece, criando uma 'escola maranhense de capoeira'.... essa linha...
Até aí tudo bem, mas pecou na afirmação "que todos foram alunos de Aberrê".
quem afirma? eu? nao, Patinho...
Reafirmo: Djalma Bandeira foi aluno de Artur Emídio; Artur Emídio foi aluno de Paizinho; Paizinho foi aluno de Neném. É outra família genealógica...
Otimo, vamos corrigir mestre Patinho? estou a rever alguns escritos, posso colocar isso, como informação via correio eletronico tua... nao ha problema...
Entende-se na afirmação do mestre Patinho que este desejou mesclar todos os envolvidos na sua pseudoascendência, formada pela sua inconsistente declaração, para legitimar a sua "herança nobre", mas colocou a todos abaixo de Aberrê... aí, a pressão foi demais e a garrafa arrebentou... Quanta gente passou pelo Artur e nem se lembra mais dele? um montão... Quanta gente passou pelo Artur e o Artur nem se lembra também? outro montão...
Nao se trata disso! e voce sabe...
BOX – GENESE DA CAPOEIRA EM SÃO LUIS DO MARANHÃO
ManoelitoLeocádio
Zé BaianinhoMané
GRUPO BANTUS
|
(Arthur Emídio)
Roberval Serejo(Djalma Bandeira )
Jessé Lobão(Catumbi)
Firmino Diniz
|
BabalúPatinhoUbirajara
Manuel Peitudinho Elmo Cascavel
AlôGouveiaDidi
|
ABERRÊ
|
CANJIQUINHA
|
BrasíliaSAPOVítor Careca
|
MESTRE PATINHO
|
Costa RodriguesAcademia SenzalaParque do Bom MeninoPró-DançaLíteroGladyz Brenha
Marquinhos
Tião CarvalhoBigu
Gavião
JacaréRobert Carlos CésarBrenha
Neto
|
LABORARTE
|
LaborarteMandigueiros do AmanhãCentro MatroáEscola CriaçãoMaré do ChãoN´ZambiBrinquedos de Angola
NelsinhoKlebinho
BambaMarco AurélioSame
SerginhoMarinheiro
NestorElmaFrederico
|
CENTRO CULTURAL MESTRE PATINHO
Acinho de JesusAlexCabeludoDomingos de DeusEuzamor
| |
Pudiapen Águia
Sidnelson
Madeira
|
Abelha
Paulinho
Gavião
Arara
Merão
King
PaturiDe PaulaDominguinhosPirritaRaimundãoAçougueiro
| | |
Ciba Pedro Soares
Canarinho
NegãoVânio
Socó
...
[Mensagem cortada]
- Ocultar texto citado -
--
Joel Pires Marques
Personal Trainer (fight; fitness & wellness - children; teenagers & adults)
CREF1 022152-G/RJ (Ed.Física)
Boxe; Capoeira & Muaythai.
Quanto ao Artur Emídio de Oliveira, este é único naquele texto. A sua confusão deve-se provavelmente ao escrito "Artur Emídio do Rio", que significa Artur Emídio da Cidade do Rio de Janeiro, que fica no Estado do Rio de Janeiro, no Brasil.
Esse "do Rio" é uma redundância, para tornar claro aos conhecedores nacionais... só que causa confusão aos que vivem distantes da nossa cultura ou iniciantes nela.
Até mesmo no Brasil, causa confusão a questão da Cidade do Rio de Janeiro e o Estado do Rio de Janeiro, principalmente aos jovens em desenvolvimento intelectual e aos pesquisadores de outras plagas... antigamente, antes de 1974, o Estado do Rio de Janeiro tinha por capital (a cidade sede) o município de Niterói; e o Estado da Guanabara, que era o antigo Distrito Federal (até 1960), tinha por capital a cidade do Rio de Janeiro... confuso, né? Pior ainda, quando houve a fusão, em 1974, dos dois Estados, Rio de Janeiro e Guanabara, com o nome de Rio de Janeiro e a capital ficou sendo a cidade do Rio de Janeiro, que era todo o território do antigo Estado da Guanabara...
E esse Artur Emídio (de Oliveira) "do Rio", não é de nenhum rio de água doce, que pode ser um dos entendimentos, mas sim da cidade de "São Sebastião" do Rio de Janeiro, do Estado do Rio de Janeiro, e esse São Sebastião é outra história que fica para depois...
Um abraço,
Joel
From: Joel Pires Marques joelpmarques1@gmail.com
Date: 2009/2/27
Subject: Re: [Sala de Prensa Internacional] 2/27/2009 01:16:00 AM
To: Javier Rubiera capoeira.espanha@gmail.com
Olá Javier Rubiera,
Como sempre me aprazo com o teu esforço de pesquisador e, mais ainda, quando você divulga e democratiza as suas descobertas. Como sempre, parabéns!
Envio a você a minha argumentação...
Artur Emídio de Oliveira, nascido em 31 de março de 1930, atualmente mora no município de Guapimirim/RJ, Brasil.
Artur não formou academia no Maranhão.
Artur não é e nunca foi aluno de Aberrê. Foi aluno, até os seus quinze anos, de mestre Paizinho, Teodoro Ramos, discípulo do Mestre Neném, de origem africana... Artur foi aluno de Paizinho até a morte deste, em 1945.
Artur, em 1955, muda-se definitivamente para o Rio de Janeiro com a sua família, naquela época, segundo Mestre Artur, a única capoeira que existia no Rio de Janeiro era do mestre Sinhozinho, Agenor Moreira Sampaio, uma capoeira sem ritmo, sem berimbau, pandeiro, atabaque, somente tinha luta (capoeira utilitária).
Esta argumentação baseia-se nas minhas conversas com o mestre Artur Emídio de Oliveira, do qual sou contramestre.
Um grande abraço e continue as suas brilhantes pesquisas. Um dia a capoeira vai lhe agradecer... Essa Nega Mandingueira, modesta, maliciosa e sem preconceitos, não esquece de ninguém que faça por ela...
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